- Não são só cerca de 80 mil empregos* diretos e 300 mil terceirizados (dados do final de 2014);- Não são só mais de 82...

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terça-feira, 19 de maio de 2015

Sinedino: Lucro no trimestre demonstra que Petrobás não tem problema operacional


"Para Silvio Sinedino, ex-conselheiro eleito pelos funcionários para o Conselho de Administração da Petrobrás, o lucro...
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Sinedino: Lucro no trimestre demonstra que Petrobás não tem problema operacional

AEPET | Por Rogério Lessa Benemond


Alguns aspectos do balanço do primeiro trimestre de 2015, que não receberam o devido destaque nas notícias sobre o recente desempenho da Petrobrás:

- O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 21,518 bilhões, representando um crescimento de 50% ante igual período de 2014.

- O lucro operacional foi de R$ 13,3 bilhões, 76% superior ao do primeiro trimestre do ano passado, principalmente devido ao crescimento da produção de petróleo e gás, às maiores margens na comercialização de derivados e aos menores gastos com participação governamental e importações. Além disso, o resultado do 1º trimestre de 2014 foi impactado pelo provisionamento de gastos com o Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (R$ 2,4 bilhões), o que não se repetiu em 2015.

Para Silvio Sinedino, ex-conselheiro eleito pelos funcionários para o Conselho de Administração da Petrobrás, o  lucro de R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre só confirma o que ele vem reiterando insistentemente: os problemas da Companhia não são de ordem operacional. "Se os preços estiverem minimamente alinhados, sem o subsídio aos preços dos combustíveis, a empresa continuará lucrando", disse.

Sinedino, que é diretor da AEPET, considera que, além do subsídio aos combustíveis, os contratos do tipo EPC contribuíram para a crise vivida pela Companhia. Ele espera que a mudança neste quesito será decisiva para manter a Petrobrás nos trilhos. "Na RNEST (Abreu e Lima), os contratos das obras tiveram nada menos que 362 aditivos, o que é um absurdo. No mais, basta deixar o petroleiro trabalhar que o resultado será positivo", disse, minimizando as análises pessimistas quanto ao nível de endividamento da empresa, sobretudo as notícias após a divulgação do balanço trimestral.

"O endividamento subiu, mas é importante reparar que a quantidade de barris que temos no pré-sal não está devidamente contabilizada nos balanços, pois com aquelas reservas a relação entre a dívida e os ativos da Companhia seria outra", ponderou.

O destaque dado aos preços dos combustíveis pela Petrobrás na divulgação do balanço trimestral mostra convergência com a opinião de Sinedino, que foi presidente da AEPET. A Companhia destacou que houve, no trimestre, o efeito integral dos reajustes de 5% no preço do diesel e de 3% no preço da gasolina ocorridos em 7 de novembro de 2014. Também influenciaram no resultado, segundo a Petrobrás, os menores custos de vendas por conta da redução dos gastos.

Vale ressaltar que nem todo o noticiário foi negativo para a empresa. A Folha de S. Paulo, por exemplo, veiculou que a recuperação das ações da Petrobrás têm o potencial de impulsionar um novo ciclo de alta na Bolsa brasileira e uma entrada maior de investimentos estrangeiros no país. Na avaliação de analistas ouvidos pelo jornal paulista, a empresa conseguiu se apropriar da defasagem no preço dos combustíveis vendidos no país e mostrou resiliência para lidar com o impacto da alta do dólar nas importações e na gestão da dívida. "O resultado foi um lucro líquido de R$ 5,33 bilhões no primeiro trimestre, 1,2% abaixo do mesmo período de 2014, mas acima da previsão de ganho próximo de R$ 2,5 bilhões", pontua o jornal. De acordo com o veículo, as ações da Petrobrás respondem por 9,85% do Ibovespa, principal índice da Bolsa, atrás apenas dos bancos Itaú (11,14%) e Bradesco (9,93%).




segunda-feira, 18 de maio de 2015

Petrobrás lucra R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre


"Para o futuro, análises preliminares de especialistas consideram que pesará a favor da empresa o fim do subsídio forç...
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Petrobrás lucra R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre

AEPET | Por Rogério Lessa Benemond


Apesar da baixa de 7,3% no volume de vendas e de 28% no preço do barril de petróleo brent nos últimos 12 meses, a Petrobrás apresentou nesta sexta-feira (15) o balanço do primeiro trimestre, que registrou lucro R$ 5,3 bilhões. O resultado é praticamente igual ao auferido no mesmo período do ano passado (R$ 5,4 bilhões).

Para o futuro, análises preliminares de especialistas consideram que pesará a favor da empresa o fim do subsídio forçado nos preços de combustíveis que, segundo cálculos, causaram perdas de R$ 60 bilhões à Companhia, e o avanço da produção no pré-sal, que já cresceu 70% neste ano.

Cabe agora à presidente Dilma Rousseff, que declarou na última quinta-feira (14) que não haverá mudanças na política de conteúdo nacional nem no regime de partilha, honrar seus compromissos políticos e manter a empresa no caminho da recuperação, driblando os entreguistas e evitando que se repitam os malfeitos que determinaram o prejuízo verificado em 2014, o primeiro desde 1991.




domingo, 17 de maio de 2015

Economistas confirmam o valor do pré-sal para a Petrobrás e para o Brasil


"Análise feita por economistas consultados pelo Jornal do Brasil confirma o alto valor estratégico do pré-sal. Para...
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Economistas confirmam importância do pré-sal para a Petrobrás e para o Brasil

AEPET


Análise feita por economistas consultados pelo Jornal do Brasil confirma o alto valor estratégico do pré-sal. Para Fernando Sarti, diretor do Instituto de Economia da Unicamp, a Petrobrás tem condições de buscar recursos para seus investimentos sem precisar desinvestir no pré-sal. Para Sarti, "não há dúvida de que a Petrobrás deva manter sua participação em uma área estratégica como é a do pré-sal. No contexto atual, nenhuma mudança seria positiva".

A matéria coloca abaixo os argumentos dos que querem modificar a legislação a pretexto de "ajudar a Petrobrás a fazer investimentos". Evidencia também porque, na opinião do executivo-chefe da Shell, Ben van Beurden, o Brasil é "o país mais excitante do mundo". A Shell acaba de realizar o maior negócio anunciado no mundo em 2015: a compra do BG Group pela Shell por US$ 70 bilhões, tem como pano de fundo o petróleo brasileiro. No comunicado ao mercado, a empresa anglo-holandesa afirmou que, após a aquisição, poderá saltar de uma produção de 52 mil barris/dia de petróleo para mais de 550 mil barris/dia.

Por sua vez, Guilherme Santos Mello, também professor da Unicamp, considera o Pré-sal uma questão estratégica não só para a estatal mas também para o país. "A Petrobrás pesquisou, descobriu e desenvolveu a tecnologia necessária para explorar esses poços, e agora possui reservas de alto rendimento em um setor muito arriscado, que é o do Gás e Petróleo".

Já Cláudio Gontijo, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), avalia que "desfazer-se de ativos do pré-sal neste momento seria vendê-los por um valor abaixo do que realmente valem, por conta do contexto econômico. A médio prazo, o preço do barril do petróleo deve voltar a se valorizar e a empresa vai perder uma renda importante, além de recursos que poderiam ser revertidos em receitas fiscais para o Estado".




sábado, 16 de maio de 2015

O pré-sal é delas?

"Recomendamos a leitura desta ampla reportagem, publicada pela Revista Retrato do Brasil. O texto é imprescindível para...

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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Indústria brasileira em situação "gravíssima"


Lembrar que a Petrobrás responde por 70 a 80% das encomendas à indústria naval¹ e por METADE das compras de bens de...
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Indústria brasileira em situação "gravíssima"

AEPET


A situação gravíssima da indústria brasileira não se restringe a um de seus segmentos ou a uma localidade do País. Ela é geral. E mais: no primeiro trimestre deste ano, os números do IBGE mostram que a crise do setor industrial se aprofundou.

De fato, a atividade produtiva da indústria nacional fechou o primeiro trimestre com queda de 5,9%, piorando seu quadro evolutivo observado desde o primeiro trimestre de 2014 – cujas taxas trimestrais foram, respectivamente, do primeiro ao quarto trimestre, de +0,6%, –5,3%, –3,5% e –4,1% (variações calculadas com relação ao mesmo período do ano anterior). A taxa acumulada em doze meses projeta uma retração da produção industrial de 4,7% em 2015, ou ainda, um decréscimo maior do que o registrado no ano passado (–3,2%).

Em São Paulo, a produção industrial, que apresentou a maior retração em 2014 (–6,3%) relativamente a outras localidades do País, continua amargando uma queda fortíssima no primeiro trimestre deste ano, de –5,4%. Isso não se deve somente ao encolhimento expressivo (–13,7%) da produção do segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias nesse período, mas também a quedas significativas em outros de seus ramos industriais, como, por exemplo, o de máquinas e equipamentos (–10,1%), de produtos alimentícios (–7,3%), de outros produtos químicos (–6,6%), de metalurgia (–9,8%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (–9,3%) e de celulose, papel e produtos de papel (–7,1%) – todas as taxas calculadas com relação ao primeiro trimestre do ano passado.

A produção industrial vai claramente piorando, trimestre após trimestre, no Amazonas e nos estados do Sul. Tomando-se o terceiro e quarto trimestres do ano passado e o primeiro deste ano, sempre nessa ordem, a evolução da atividade produtiva da indústria amazonense foi a seguinte: –7,3%, –11,1% e –17,8%. No Rio Grande do Sul, ela também despencou: –5,6%, –3,9% e –8,8%. Algo semelhante pode ser visto em Santa Catarina (–2,0%, –3,7% e –7,0%) e no Paraná (–8,1%, –4,2% e –10,5%). No Nordeste, o ligeiro crescimento no quarto trimestre de 2014 não era um prenúncio de um melhor início em 2015. As taxas de variação da produção industrial nessa região foram de –0,3%, +0,3% no terceiro e quarto trimestres do ano passado e –5,8% no primeiro trimestre deste ano.

E se as produções das indústrias do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, outros dois importantes centros industriais do País, apresentaram resultados relativamente melhores no ano passado – ou seja, a produção nesses estados caiu menos em 2014, a saber: –2,8% no Rio de Janeiro e –2,9% em Minas –, no primeiro trimestre deste ano, a atividade produtiva fluminense recuou 6,3% e a mineira, 8,0%!

Por fim, vale dizer que os números positivos da produção industrial no Espírito Santo refletem, sobretudo, a recuperação de sua indústria extrativa, cuja atividade havia caído de modo expressivo em períodos anteriores.




terça-feira, 12 de maio de 2015

Petrobrás responde por metade dos bens de capital comprados no País


"Petrobrás responde por metade dos bens de capital comprados no País.A informação é do presidente da Associação...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Terça, 12 de maio de 2015




Petrobrás responde por metade dos bens de capital comprados no País

AEPET


A informação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, e dá a dimensão (negativa) das consequências da retração dos investimentos na Petrobrás para a indústria nacional, afinal, o segmento de bens de capital é de importância estratégica para um país que pretende ser soberano e economicamente independente.

Nossa indústria, que já vive uma das maiores crises de sua história, na opinião do economista e professor da USP Julio Gomes de Almeida, encontra-se "sem limites para a queda".


Sem limites para a queda

Por Julio Gomes de Almeida

"O Brasil ficou ausente das cadeias globais de produção, nutrindo-se da ilusão das commodities, o que concorreu para valorizar sua moeda e jogar a indústria em um atraso ainda maior"

Rapidamente, a indústria brasileira passou de uma situação em que proliferavam instrumentos que lhe moldavam o ciclo econômico para uma situação em que praticamente não existem mecanismos anticíclicos e, ao contrário, apresentam-se fatores novos que tornam praticamente inesgotável a desorganização do setor nesta entrada de 2015. Segundo os últimos resultados da pesquisa industrial do IBGE, a queda da produção no período janeiro-março deste ano chegou a 5,9%, um índice que só encontra paralelo em 2009 sob os efeitos da crise global.

Como se sabe, a crise industrial brasileira vem de longa data, pelo menos desde a crise da dívida externa que atravessou os anos 1980 e não foi resolvida com a estabilização da economia, e nem com os benefícios de um contexto de comércio exterior favorável às commodities durante os anos 1990 e 2000. Neste percurso, o mundo em desenvolvimento inseriu-se de forma vantajosa nas cadeias globais de produção e promoveu políticas ativas de crédito, de incentivos e de inovação para constituir amplos setores “novos” que viriam a brilhar em seus processos de industrialização, a exemplo do complexo eletroeletrônico. O Brasil ficou ausente desse quadro, nutrindo-se da ilusão das commodities, o que concorreu para valorizar sua moeda e jogar a indústria em um atraso ainda maior.

No período mais recente, o impasse industrial brasileiro ganharia uma etapa nova. Latente desde muito antes pela longa valorização da moeda e pelos conhecidos problemas de nossa estrutura tributária, de nosso padrão de financiamento e de nossa infraestrutura, este impasse se apresentaria de forma dramática quando da crise mundial de 2008. Esta restringiu mercados de bens industriais, sobretudo nos países desenvolvidos, e levou a uma concorrência muito maior por mercados mais dinâmicos, dentre os quais o mercado brasileiro, cuja produção, no entanto, perdera competitividade.

Foi nesse contexto que a política econômica municiou-se de diversos expedientes através dos quais procurou minimizar os efeitos da crise global sobre a indústria, inicialmente com sucesso pleno, mas, crescentemente, com êxito apenas parcial e cadente. Sem que o crescimento global voltasse ao nível pré-crise e sem qualquer iniciativa interna importante para restaurar a competitividade perdida por décadas, o desgaste da política industrial revelou-se inevitável.

Entre 2011 e 2012 já era claro que o dinamismo industrial anterior à crise de 2008 se esgotara pela integral absorção dos incentivos públicos pelas importações. Nesses anos, a produção industrial praticamente não cresceu, como em 2011, ou registrou queda, ainda que modesta, em 2012 (-2,3%). No ano seguinte voltaria a crescer (2,2%), turbinada por redobrados incentivos, mas o processo não se sustentou em 2014, quando a produção cai 3,2%, decretando o término dos efeitos positivos dos incentivos da política industrial.

O ano de 2015 inaugura um momento em que não apenas os incentivos já não funcionam, como novos fatores de declínio industrial vieram a se somar aos pré-existentes: as expectativas empresariais pioram ainda mais diante da recessão e da perspectiva de ajuste da economia, os investimentos públicos cedem fortemente como condição também do ajuste, o crédito para financiamentos longos é restringido e a demanda de bens duráveis colapsa pela conjugação do pessimismo das famílias, que temem o desemprego, com a reticência dos bancos em fornecer novos créditos para a compra de duráveis.

Sem limites para cair, os segmentos mais sensíveis da indústria — vale dizer, bens de capital e bens de consumo duráveis, os dois setores que mais prontamente respondem às expectativas futuras e ao crédito — regridem sua produção em respectivamente 18% e 16% no primeiro trimestre do corrente ano. Correndo por fora, mas crescentemente influenciado adversamente pela queda da ocupação e do rendimento real da população, o setor de bens não-duráveis acusa declínio correspondente à média da indústria. Neste contexto, apenas o segmento de bens intermediários, por enquanto, amortece a intensa regressão da indústria brasileira, com queda de 2,8%.




sexta-feira, 8 de maio de 2015

Esclarecimentos sobre a matéria “Custo de exploração do pré-sal é US$ 9 o barril”


"Foi repercutida a declaração da Diretora de Exploração e Produção Solange Guedes relativa ao custo de extração, e não de exploração, como apresentado no título"
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 8 de maio de 2015




Esclarecimentos sobre a matéria “Custo de exploração do pré-sal é US$ 9 o barril”

AEPET | Por Felipe Coutinho


Ainda sobre os custos de exploração e produção de petróleo, em termos médios e globais, cabe destacar sua escalada a partir de 2
Crédito: http://ourfiniteworld.com/2015/05/06/why-we-have-an-oversupply-of-almost-everything-oil-labor-capital-etc/

Na matéria publicada no Aepet Direto de 7 de maio de 2015, foi repercutida a declaração da Diretora de Exploração e Produção Solange Guedes relativa ao custo de extração, e não de exploração, como apresentado no título.

Com relação aos custos de exploração e produção do pré-sal a Petrobrás divulgou nota a imprensa em 6 de janeiro de 2015 que reproduzimos a seguir:

EM WWW.PETROBRAS.COM.BR/AGENCIAPETROBRAS
Nota à imprensa
6 de janeiro de 2015

Pré-sal é economicamente viável

Em relação à matéria intitulada “Petróleo desaba e já é ameaça ao pré-sal”, publicada hoje, 6/1, no jornal "O Globo", a Petrobras esclarece que está aumentando a sua capacidade de produção de petróleo e gás no pré-sal brasileiro de modo economicamente viável. A companhia informa que o break even(preço mínimo do barril a partir do qual a produção é economicamente viável) planejado no momento em que foram aprovados os projetos de produção do pré-sal, situava-se no entorno de US$ 45 por barril, incluída a tributação e sem considerar os gastos com infraestrutura de escoamento de gás. Ao considerá-los, esse valor pode aumentar entre US$ 5 e US$ 7 por barril.

Além disso, o break even já mencionado, leva em consideração uma vazão de poços entre 15 e 25 mil barris por dia. Atualmente a Petrobras produz no pré-sal a uma vazão média de 20 mil barris por dia. Alguns poços do Polo Pré-sal da Bacia de Santos têm alcançado vazão superior a 30 mil barris de óleo por dia, com efeito positivo na economicidade dos projetos. Essa elevada produtividade permitiu, por exemplo, que as unidades piloto de produção do FPSO Cidade de São Paulo (navio-plataforma operando no campo de Sapinhoá) e FPSO Cidade de Paraty (instalada no campo de Lula) atingissem a sua capacidade máxima de produção, de 120 mil barris por dia, com apenas quatro poços produtores interligados a cada uma delas.

Esse cálculo considera que todos os dispêndios dos projetos (investimentos, custos operacionais e tributação) estão associados ao nível de preços dos insumos vigente no momento da sua aprovação. É importante destacar, ainda, que os custos da indústria fornecedora de bens e serviços são, historicamente, correlacionados aos preços de petróleo no mercado internacional. Quando há redução relevante, como no caso atual do patamar de preços do barril, ela é acompanhada, ainda que não imediatamente, de uma diminuição dos custos em segmentos importantes do setor de bens e serviços. O efeito dessa redução compensa, em parte, a perda de receita ocasionada pela queda do preço do barril.

Vale ressaltar, também, que as decisões de investimento em projetos de Exploração & Produção – especialmente os destinados a águas profundas – são baseadas em cenários que incorporam uma visão de longo prazo, não só para os preços, como também para todos os demais insumos e custos dos projetos.

Alta produtividade - O enorme potencial do pré-sal pode ser avaliado pela elevada produtividade dos poços em operação. No último dia 16 de dezembro, por exemplo, a produção de petróleo nos campos operados pela companhia na província do pré-sal nas bacias de Santos e Campos atingiu a marca histórica de 700 mil barris de petróleo por dia (bpd), com a contribuição de apenas 34 poços produtores interligados a 12 diferentes plataformas - sendo oito deles produzindo exclusivamente na camada pré-sal. Esse volume foi alcançado apenas oito anos depois da primeira descoberta de petróleo nessa província, em 2006, e apenas seis meses após a companhia ter atingido a marca de 500 mil bpd, em julho.

Além disso, vêm contribuindo para o desempenho da companhia no pré-sal os resultados obtidos pelos programas estratégicos PRC-Poço (Programa de Redução de Custos em Poços) e PRC-Sub (Programa de Redução de Custos em Sistema Submarinos). Esses programas integram iniciativas que vêm incorporando melhorias contínuas na redução da duração e dos custos não só de poços, como também de instalações submarinas dos projetos de Exploração e Produção, contribuindo para aumentar ainda mais a competitividade econômica dos projetos do pré-sal. Como exemplo da melhor produtividade que vem sendo obtida desde 2010, destaca-se a redução da ordem de 60% no tempo de construção de poços dos campos de Lula e Sapinhoá, ambos no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos.

Sem conteúdo local Brasil volta a ser colônia


Isto é MUITO importante
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 8 de maio de 2015




Sem conteúdo local Brasil volta a ser colônia

AEPET | Por Rogério Lessa Benemond


A perspectiva de “flexibilização” das regras de exploração do pré-sal, que ameaça diretamente a política de conteúdo local, está no centro das preocupações dos industriais do estratégico segmento de bens de capital. A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) saiu em defesa dos fornecedores brasileiros, criticando o aceno dado pelo ministro Eduardo Braga, de Minas e Energia, favorável aos interesses estrangeiros. “Se o governo abandonar a política de conteúdo local estará condenando o país ao papel de mero exportador de commodities e de gerador de riquezas em outros países, como acontece com Venezuela ou Nigéria”, afirmou o presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, ao jornal Brasil Econômico.

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Indústria (Iedi) também manifestou preocupação com o desempenho da indústria, há anos mergulhada numa crise estrutural de graves proporções.  No primeiro trimestre de 2015, o setor registrou seu segundo pior resultado negativo desde 2003, quando o IBGE iniciou a medição da produção pela atual metodologia. O pior resultado foi registrado em 2009, no auge da crise financeira global. “O ajuste da economia brasileira está levando a indústria para uma situação desastrosa”, resume o instituto paulista em seu último informativo.

A crise da indústria vem andando a passos largos e se agravou com relação a 2014. No primeiro trimestre deste ano, a produção industrial caiu mais do que nos dois últimos trimestres do ano passado (–3,5%, –4,1% e –5,9%, respectivamente, no terceiro e quarto trimestres de 2014 e primeiro trimestre deste ano). “Por serem mais dependentes de expectativas sobre o futuro e por dependerem mais de financiamentos – hoje, uma mercadoria rara e cara –, os setores de bens de capital (–18,0%) e de bens duráveis (–15,8%) são aqueles cuja produção recuou mais fortemente nos primeiros três meses deste ano”, comenta o Iedi, ressalvando que a crise é generalizada e afeta também os setores de bens intermediários (–2,8%) e de bens semi e não duráveis (–5,9%).

“Se os números do primeiro trimestre apontam para um primeiro semestre muito ruim para a indústria nacional, o cenário que vai se configurando é de que dificilmente este quadro será revertido nos seis últimos meses de 2015”, conclui o Iedi.




quinta-feira, 7 de maio de 2015

Custo de extração no pré-sal é de US$ 9 o barril


"Fica cada vez mais fácil entender a intenção daqueles que desdenham da Petrobrás ou procuram alterar as regras que...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quinta, 7 de maio de 2015




Custo de extração no pré-sal é de US$ 9 o barril

AEPET | Por Rogério Lessa Benemond


Fica cada vez mais fácil entender a intenção daqueles que desdenham da Petrobrás ou procuram alterar as regras que garantem à Companhia a posição de operadora única e participação de 30% em todos os empreendimentos no pré-sal. De acordo com a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, o custo de extração de petróleo na camada pré-sal não para de cair e atingiu o patamar de US$ 9 o barril - abaixo da média da estatal, de US$ 14,6 por barril, e da média das empresas do setor, de US$ 15 por barril.

A executiva, que apresentou um panorama do pré-sal no almoço-palestra “Pre-Salt: What Has Been Done So Far and What is Coming Ahead” (“Pré-sal: o que já foi feito e o que vem pela frente”), nesta terça-feira (5/5), na Offshore Technology Conference 2015, em Houston (EUA), disse que a produtividade do pré-sal excedeu as expectativas e o custo de produção tende a cair ainda mais no futuro próximo. “Atualmente, a média de produção no pré-sal da bacia de Santos ultrapassa 25 mil barris de petróleo por dia (bpd). Cinco poços produzem, cada um, mais de 30 mil barris por dia. E os campos de Sapinhoá e Lula possuem poços em que a média de produção pode atingir 40 mil barris por dia”, informou.

Dez tecnologias pioneiras

Ainda na sessão sobre pré-sal, foram detalhadas as 10 soluções tecnológicas, decisivas para o sucesso da implementação dos projetos do pré-sal, e que levaram a Petrobras a ser premiada com a OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations, and Institutions, reconhecimento mais importante que uma empresa de petróleo pode receber como operadora offshore:

1 – Primeira boia de sustentação de risers (BSR) – Boia que sustenta as tubulações que conduzem o petróleo ou o gás do poço no fundo do mar até a plataforma, aliviando a carga sobre esta. Permite a instalação dos risers antes mesmo da chegada da plataforma de produção.

2 – Primeiro riser rígido desacoplado em catenária livre - steel catenary riser (SCR) - Tubulação rígida que leva o petróleo ou gás do poço às plataformas de produção.

3 – Mais profundo steel lazy wave riser (SLWR), a 2.140m (a ser instalado no primeiro trimestre de 2015) - Outro tipo especial de tubulação por onde passa a produção de petróleo e gás dos poços até a plataforma, também instalada em águas mais profundas.

4 – Mais profundo riser flexível, a 2.140m - Tubulação que transfere o petróleo ou gás dos poços no fundo do mar para as plataformas de produção. Esta é a tubulação flexível em maior profundidade de água já instalada.

5 – Primeira aplicação de risers flexíveis com monitoramento integrado – Sistema que monitora em tempo real, pela primeira vez na indústria e através de fibras ópticas, a integridade da tubulação flexível que transfere óleo e gás do poço até a plataforma.

6 – Maior profundidade de água (2.103m) onde foi perfurado poço utilizando a técnica de pressurized mud cap drilling (PMCD) em sonda de posicionamento dinâmico - Poço em águas mais profundas já perfurado com a utilização desta técnica que é mandatória em cenários de perda severa de circulação durante sua construção.

7 – Primeiro uso intensivo de completação inteligente em águas ultraprofundas - Esta tecnologia permite a otimização do gerenciamento dos reservatórios, garantindo a seletividade de dois ou mais horizontes produtores atravessados pelo poço.

8 – Primeira separação de CO2 associado ao gás natural em águas ultraprofundas - 2.200 m - com injeção de CO2 em reservatórios de produção - Esta tecnologia permite separar o CO2 do petróleo e do gás natural, reinjetando-o nos reservatórios através de poços especiais, chamados poços de injeção, visando aumentar a produtividade dos poços.

9 – Mais profundo poço de injeção de gás com CO2 - 2.200m de lâmina d'água - Com esse poço a Petrobras bateu o recorde de profundidade de poço para injeção de CO2, visando evitar a emissão de CO2 e elevar a produção de petróleo e gás natural.

10 – Primeiro uso do método alternado de injeção de água e gás em águas ultraprofundas - 2.200m - A injeção de água e gás é utilizada para aumentar a produtividade dos reservatórios de petróleo e gás, mantendo-os pressurizados.




sábado, 2 de maio de 2015

Soberania vale mais que mercado

Mesmo em momentos de "relativa trégua", é sempre bom lembrar...Aliás, agora mais do que nunca, com a partilha, a posiçã...

Posted by Em Defesa da Petrobras on Sábado, 2 de maio de 2015




quarta-feira, 4 de março de 2015

Até campos de óleo entram na venda de ativos


Nós somos CONTRA este tipo de medida. Com o barril ao preço atual, que façam como as demais petroleiras (que, a propó...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quarta, 4 de março de 2015




Até campos de óleo entram na venda de ativos

AEPET | Por Alex Prado


A Petrobrás divulgou nesta segunda-feira (02), decisão da diretoria executiva de rever o plano de desinvestimento para o biênio 2016/17, com a meta agora de se alcançar um valor de US$ 13,7 bilhões, ante uma previsão feita em 2014 de US$ 5 bilhões a US$ 11 bilhões.

Para o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração (CA) da Petrobrás e diretor da AEPET, Silvio Sinedino, a decisão mais uma vez passa por cima do CA, transformando a instância máxima da empresa em mero órgão homologador.

“Segundo o comunicado da Petrobrás, a decisão foi tomada em reunião no dia 26 de março. Ora, no dia seguinte aconteceu reunião do CA e nada disso foi informado aos conselheiros”, reclamou Sinedino.

O representante dos trabalhadores mostrou-se ainda mais surpreso porque, entre os ativos analisados para venda, estão até mesmo campos de óleo. A nota oficial divulgada diz que os desinvestimentos devem ser feitos em Exploração e Produção no Brasil e no exterior (30%), Abastecimento (30%) e Gás e Energia (40%).

“Vender campos de óleo, parece-me um total despropósito, principalmente quando as cotações internacionais estão baixas. A diretoria executiva deveria é exigir da União o ressarcimento dos R$ 60 bilhões que sangraram dos cofres da empresa, para manter os preços dos combustíveis artificialmente baixos”, opinou Sinedino.




domingo, 1 de março de 2015

Momento decisivo


21. É imperioso fortalecer a Petrobrás, o maior dos patrimônios do País, bem como os conglomerados privados nacionais...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 1 de março de 2015




Momento decisivo

AEPET | Por Adriano Benayon


1. O momento é decisivo, pois exige resposta urgente da sociedade: aproxima-se o ponto da irreversibilidade do processo de exploração predatória do povo brasileiro e de seus recursos naturais.

2. Nos últimos 60 anos, a oligarquia mundial tem regido sucessivos golpes – com e sem participação militar – para desnacionalizar a indústria e impedir o desenvolvimento tecnológico do Brasil.

3. Desse modo, os carteis financeiros e industriais transnacionais lograram alcançar extrema concentração de poder econômico em suas mãos, o que lhes proporcionou também o crescente controle do sistema político, abrangendo todos os poderes do Estado.

4. Só os que não se indagam sobre a essência das coisas, iludem-se com as aparências da democracia supostamente instaurada em 1988.

5. A Constituição foi produto híbrido das articulações reacionárias do Centrão e de avanços democráticos. Só que a maioria destes se tornou letra morta. Além disso, os mais importantes foram suprimidos por emendas constitucionais.

6. Outra não poderia ter sido a evolução (involução), dadas as relações de poder real, correspondentes às estruturas de mercado, econômicas e financeiras, caracterizadas pela concentração e pela desnacionalização, muito grandes desde o final dos anos 60.

7. Esse quadro não cessou de se agravar, foi acelerado, de 1990 a 2002, e prossegue em marcha.

8. Isso lembra o conceito de enteléquia, de Aristóteles: um princípio de “desenvolvimento” ou programa (como um software), que contém, desde a origem, os elementos conducentes à sua plena realização. No caso, um processo de degradação, como uma doença degenerativa.

9. Na Constituição promulgada em 1988, há, pelo menos, dois pontos incompatíveis com a soberania nacional: o artigo 164 e a inserção fraudulenta –durante o processo da Constituinte - do acréscimo ao art. 166, em seu parágrafo 3º.

10. O art. 164 sujeita o Tesouro – portanto a União Federal e o próprio País – a endividar-se junto aos bancos privados e demais concentradores de capital, pois: 1) dá ao Banco Central a competência exclusiva para emitir moeda; 2) o dinheiro que o BACEN cria, só o pode repassar aos bancos privados, sendo proibido de provê-lo ao Tesouro ou a qualquer ente público.

11. O acréscimo ao § 3º do art. 166 (“excluídas as que incidam sobre: a) ...; b) serviço da dívida; c) ...”) libera os juros e amortizações da dívida dos requisitos a que estão sujeitas outras despesas para serem autorizadas.

12. Em consequência desses dispositivos e do desequilíbrio nas relações de poder econômico e político, o serviço da dívida já nos custou, de 1989 a 2014, em moeda atualizada, mais de R$ 20 trilhões. Sim, mais de R$ 20.000.000.000.000,00, o equivalente a quatro PIBs de 2014.

13. Apenas doze dealers (10 bancos e duas distribuidoras de títulos) determinam as taxas efetivas dos juros dos títulos públicos vários pontos percentuais acima da já injustificadamente elevada SELIC, novamente em aumento, todo mês, desde novembro.

14. Embora só uma parte dos mais de R$ 20 trilhões tenha sido paga com recursos tributários, a maior parte é paga com a emissão de novos títulos do Tesouro. Por isso, a dívida mobiliária interna cresce sempre e ultrapassou R$ 3 trilhões.

15. Muitos dos manipuladores da opinião publicada (como diz o ex-ministro Roberto Amaral), negam os números reais do serviço da dívida, pretextando que ela se paga com novos títulos do Tesouro, mas, se fossem coerentes, deveriam negar também a própria dívida, pois foi assim que ela cresceu.

16. Além do serviço da dívida, há mais mecanismos – também escondidos do conhecimento público - através dos quais o Brasil se descapitaliza em dezenas de trilhões de reais, a cada ano, e transfere renda em favor dos concentradores, principalmente os sediados no exterior, estrangeiros e brasileiros.

17. Em contraste, escancaram-se e magnificam-se, perante o público, casos de corrupção na Petrobrás e nas empreiteiras, a fim de fulminar o que resta da indústria e da tecnologia nacionais.

18. Esses são casos reais, e sua repetição tem de ser coibida, punindo exemplarmente todos os indivíduos responsáveis e sem privilegiar os corruptíssimos delatores premiados.

19. Mas isso não será viável, sem modificar profundamente o presente sistema político, em que as instituições e os partidos estão viciados no fisiologismo.

20. As eleições são movidas a dinheiro grosso e pela corruptíssima grande mídia, que abusa da exposição sensacionalista da corrupção, inerente ao sistema, como arma a serviço dos interesses da oligarquia transnacional. E as propostas só tem chances de ser aprovadas no Congresso, à base do “é dando que se recebe”.

21. É imperioso fortalecer a Petrobrás, o maior dos patrimônios do País, bem como os conglomerados privados nacionais que desenvolvem valiosas tecnologias, como fornecedoras da Petrobrás e prestadoras de bens e serviços em áreas de igual significação estratégica.

22. Não fazê-lo implica decretar a queda do Brasil à condição de subdesenvolvido irrecuperável, intensificando a política que vem destruindo o País, ao eliminar seu capital humano e moldar a infra-estrutura segundo o interesse dos carteis transnacionais estrangeiros.

23. O modelo subjacente a essa política determinou nulo ou pífio crescimento do produto interno bruto (PIB), nos últimos anos, e ele teria sido muito negativo, não fossem os desempenhos da Petrobrás, da mineração e da agricultura.

24. Ora, isso reflete a desindustrialização, subproduto da desnacionalização da economia, que se manifesta brutalmente, fazendo o Brasil regredir, de modo devastador, à infra-estrutura colonial e desintegrar economia nacional

25. O minério de ferro é explorado, há decênios, em quantidades absurdas, mesmo considerando as fabulosas reservas do País, de resto, desnacionalizadas, desde a privatização da Vale do Rio Doce, em 1997.

26. A Vale, que tem 85% da produção brasileira, planeja chegar a 450 milhões de toneladas/ano até 2018. A exportação do Brasil atingiu 340 milhões de tons/ano em 2014.

27. O que fica no País são buracos e poluição, inclusive no caso dos minerais estratégicos como o nióbio e o quartzo, cujos produtos finais são importados por cerca de cem vezes o preço dos insumos exportados, afora o descaminho desses minérios e dos preciosos.

28. Enquanto a produção de bens de alto valor agregado retrocede, a primária cresce. Um dos maiores escândalos é a soja a ocupar 50% das terras em uso. De sua produção (90 milhões de toneladas), 80% são exportados sem processamento e 10% transformados em produtos de baixo valor agregado, como o farelo.

29. Sobra para o Brasil o empobrecimento dos solos, com emprego excessivo de fertilizantes químicos e de agrotóxicos, gasto descomunal de água, além da poluição de solo e águas.

30. Em suma, a desnacionalização da economia - dominada por carteis aqui instalados e por suas matrizes no exterior - acarreta prejuízos anuais ao País assim estimáveis:

1) diferença entre a taxa de juros efetiva da dívida pública e a adequada: 0,13 [13%] x R$ 2,5 trilhões = R$ 320 bilhões;
2) diferença entre a taxa média dos juros, no crédito às empresas e pessoas físicas, e a que deveria prevalecer: 0,2 [20%] x R$ 2,6 trilhões = R$ 520 bilhões;
3) sobrepreços nos bens e serviços produzidos para o mercado interno = 80% do PIB = R$ 4,2 trilhões;
4) sobrefaturamento das importações de produtos finais e insumos para a indústria, e de serviços: 60% de US$ 229 bilhões (bens) = US$ 137,4 x 2,8 = R$ 385 bilhões + R$ 115 bilhões (serviços) = R$ 500 bilhões;
5) subfaturamento das exportações: 50% de US$ 225,1 bilhões = US$ 112,5 bilhões x 2,8 = R$ 315 bilhões;
6) perdas na relação de troca (terms of trade), devidas à primarização da economia: importar, por preços até cem vezes superiores, bens acabados produzidos com matérias-primas exportadas a preço vil.

31. O item 6 é difícil de quantificar, mas corresponde certamente um múltiplo (2 ou 3) do presente valor do comércio exterior do País, a que se deve aplicar outro múltiplo (no mínimo, 10) decorrente de comparar o atual PIB, com o que teríamos, se o País não se tivesse submetido ao modelo dependente, desde os anos 50: R$ 800 a 1.200 bilhões x 10 = R$ 8 trilhões a R$ 12 trilhõesanuais.

32. Mesmo sem adicionar o item 6, que equivale ao dobro dos cinco anteriores, a soma destes totaliza R$ 5,85 trilhões, cujo cálculo não é exagerado: embora possa conter algumas duplas contagens, aplica alguns percentuais provavelmente subestimados.

33. As perdas acima resumidas incidem a cada ano. Não incluem as pontuais, como as enormes transferências fraudulentas para o exterior através do BANESTADO nos anos 90, nem os prejuízos superiores a R$ 50 trilhões, decorrentes das privatizações de FHC, afora os que prosseguem, desde então, em função delas.

Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

Orgulho de trabalhar na Petrobrás


"Michelle conta que decidiu escrever a carta porque está cansada de ver os empregados da Petrobrás sofrendo injustiças e...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 1 de março de 2015




Orgulho de trabalhar na Petrobrás

AEPET | Por Alex Prado


A engenheira metalúrgica e socióloga Michelle Daher Vieira vai completar 10 anos como funcionária da Petrobrás, agora em abril, onde trabalha como analista de comercialização e logística, na diretoria de abastecimento. Tem orgulho do seu emprego. E teve coragem de desmentir uma reportagem publicada em O Globo, em 15 de fevereiro, que usou foto sua retirada do facebook, para tentar provar uma rotina de medo e tensão entre os funcionários.

Michelle ficou sabendo da reportagem, através de uma amiga, apenas na quarta-feira de cinzas. E decidiu que não iria ficar calada. Escreveu uma carta que foi enviada ao jornal e à jornalista que assinou a matéria. Até agora, sem resposta. Mas também postou seu desabafo em sua página no facebook, que logo ganhou repercussão.

Michelle conta que decidiu escrever a carta porque está cansada de ver os empregados da Petrobrás sofrendo injustiças e hostilidades, como se todos os quase 90 mil funcionários da empresa fizessem parte da quadrilha que levou à atual crise. E esta percepção, segundo ela é estimulada pela grande mídia, especialmente O Globo, como escreveu em sua carta: “o negócio do jornal é falar mal, é dar uma conotação negativa, denegrir a empresa na sua jornada diária de linchamento público da Petrobras. Não é de hoje que as Organizações Globo tem objetivo muito bem definido em relação à Petrobras: entregar um patrimônio que pertence à população brasileira à interesses privados internacionais”.

As fotos utilizadas pelo jornal, foram feitas por sua irmã, Simone. Elas retratam um grupo de funcionários que tiveram a iniciativa de criar o movimento “Eu sou Petrobrás”, para demonstrar o orgulho de trabalhar na empresa.

Sem filiação partidária, Michele, contudo, tem um discurso politizado, de uma pessoa que busca a justiça social. Está sim, indignada com o esquema de corrupção revelado pela operação Lava Jato e quer a punição dos culpados. Mas quer também mostrar que a Petrobrás não está parada e que seus funcionários seguem em suas rotinas com responsabilidade e confiança no futuro da empresa.

“Depois que publiquei a carta, recebi o apoio de muitos colegas. E senti que as pessoas estão carentes de que algo seja feito em nossa defesa”, confidenciou Michelle.

Torcedora do Vasco da Gama – gosta de ir a jogos -, Michelle curte viagens, praia e bons livros. Uma vida simples e digna, como a da maioria absoluta dos empregados da Petrobrás. Este é o seu orgulho!




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Aliança pelo Brasil em Defesa da Soberania Nacional

Mais um ato confirmado no Rio de Janeiro.

Posted by Em Defesa da Petrobras on Segunda, 23 de fevereiro de 2015




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Acidente na FPSO "Cidade de São Mateus"


Compartilhem as informações que ficaram de lado na maioria das matérias veiculadas. Quaisquer dúvidas, estamos à disposi...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quinta, 12 de fevereiro de 2015




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O histórico cerco à Petrobrás e a corrupção


Dicas de Felipe Coutinho, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), para defender a companhia...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quarta, 11 de fevereiro de 2015

"Mercado" mostra a cara e desfaçatez


Você pode falar muita coisa dos especuladores. Mas não poderá acusá-los de falta de sinceridade. Vejam o que o...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quarta, 11 de fevereiro de 2015




"Mercado" mostra a cara e desfaçatez

AEPET


O mercado, palavra tão em moda nos últimos tempos, caracteriza-se por ser uma entidade sem rosto. Poderoso, ardiloso, manipulador, mas amorfo. Hoje, entretanto, o tal mercado deu as caras e, com desfaçatez zombou da Petrobrás e daqueles que investiram suas poupanças em ações da companhia. Trata-se de Mark Mobius, megainvestidor, responsável por mercados emergentes da gestora Franklin Templeton, dos EUA. Em entrevista ao jornal Brasil Econômico, sugeriu que se a nota de classificação da Petrobrás for rebaixada para “junk” (grau especulativo) seria uma grande oportunidade.

“Os preços, que já estão muito baixos, sofreriam um “crash”. Espero que isto aconteça.”, afirmou.

Também aproveitou para desaprovar a escolha de Aldemir Bendine para a presidência da Petrobrás, por ser oriundo de um banco público. Porém, terminou a entrevista entregando o motivo de que porque ainda investe em papéis da companhia:

“A empresa não vai acabar. Apesar dos desafios, vejo a Petrobrás saindo da crise, no futuro, com uma melhor governança”, sentenciou o representante do tal mercado.




terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Feliz ano velho: Nação outra vez em defesa da Petrobrás

Oitavo navio do Promef entra em operação


Notícia de dezembro do ano passado, quando o navio Henrique Dias entrou em operação. A partir de então temos 8 navios do...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Terça, 10 de fevereiro de 2015




Oitavo navio do Promef entra em operação

AEPET | Por Rogério Lessa Benemond


Em meio a tantas notícias negativas, vale registrar que a Petrobrás continua sendo uma empresa indutora do desenvolvimento nacional. O navio Henrique Dias seguiu para a sua viagem inaugural na última quinta-feira (11), após cerimônia no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE). A embarcação, depois de abastecer em Salvador, segue para a Bacia de Campos, onde fará a sua primeira operação de carregamento de petróleo. Com o Henrique Dias, são oito os navios do Promef que estão em operação. Na ocasião, também foi realizado o batismo do navio André Rebouças, cuja construção está na fase de acabamento. No momento, um total de 15 navios encomendados pela Transpetro a estaleiros nacionais estão em diferentes fases de construção.


Os homenageados

Henrique Dias - Henrique Dias foi um dos heróis negros na luta contra a invasão holandesa no Brasil. Pernambucano e filho de escravos africanos libertos, ele é considerado um dos fundadores das Forças Armadas por sua atuação nas duas batalhas de Guararapes.
André Rebouças - André Pinto Rebouças deu grandes contribuições para a construção do Brasil no século 19 e teve participação importante no movimento abolicionista. Implementou no país técnicas inovadoras de engenharia, incluindo o uso do concreto armado.

“Oscar do petróleo” evidencia parcialidade da mídia contra a Petrobrás


Após ser recentemente premiada pela Sociedade Mundial de Engenheiros de Petróleo (SPE), a Petrobrás foi anunciada, pela...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Segunda, 9 de fevereiro de 2015




“Oscar do petróleo” evidencia parcialidade da mídia contra a Petrobrás

AEPET | Por Rogério Lessa Benemond


A Petrobrás acaba de ganhar, pela terceira vez, o prêmio máximo da indústria do petróleo, que é concedido pela OTC - Off Shore Tecnology Conference (Conferência de Tecnologia no Mar). No entanto, o vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, destaca que a nossa “grande” mídia não deu uma linha sequer sobre esse feito memorável, que ratifica a Petrobrás no topo da tecnologia mundial. “Nenhum jornal ou noticiário falado mencionou o feito. Só se preocupam em denegrir a imagem da Companhia, que é vítima, e não algoz, de uma corrupção execrável”, observa.

Vale lembrar que dias antes a presidente Graça Foster recebeu, em nome dos engenheiros da Companhia, o prêmio Distinguished Award, da Sociedade Mundial de Engenheiros de Petróleo – SPE.

Exaltar os feitos reais da Companhia neste momento atrapalha a campanha insidiosa dessa “grande” mídia orquestrada para denegrir sua imagem e retirá-la da condição de operadora única do pré-sal. Esse fato dificulta a ocorrência dos dois maiores focos de corrupção do petróleo mundial: superdimensionamento dos custos de produção – ressarcidos em petróleo – e a medição fraudulenta da produção. A Petrobrás sendo operadora impede a ocorrência desses desvios.

Em face dos nomes que vinham sendo ventilados para a presidência da Petrobrás, o presidente escolhido acabou sendo o menos pior. Esperamos que saiba escolher sua equipe de forma a compensar sua falta de conhecimento do ramo.

A Petrobrás tem condições excelentes de superar esta conjuntura atual desfavorável, pois possui reservas já descobertas de 74 bilhões de barris (sendo 60 bilhões só no pré-sal), tem o maior portfólio a ser posto em produção e possui um corpo técnico que é um dos melhores do mundo, reconhecida pelas premiações acima citadas.