- Não são só cerca de 80 mil empregos* diretos e 300 mil terceirizados (dados do final de 2014);- Não são só mais de 82...

Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 15 de março de 2015
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terça-feira, 19 de maio de 2015

Sinedino: Lucro no trimestre demonstra que Petrobás não tem problema operacional


"Para Silvio Sinedino, ex-conselheiro eleito pelos funcionários para o Conselho de Administração da Petrobrás, o lucro...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Terça, 19 de maio de 2015




Sinedino: Lucro no trimestre demonstra que Petrobás não tem problema operacional

AEPET | Por Rogério Lessa Benemond


Alguns aspectos do balanço do primeiro trimestre de 2015, que não receberam o devido destaque nas notícias sobre o recente desempenho da Petrobrás:

- O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 21,518 bilhões, representando um crescimento de 50% ante igual período de 2014.

- O lucro operacional foi de R$ 13,3 bilhões, 76% superior ao do primeiro trimestre do ano passado, principalmente devido ao crescimento da produção de petróleo e gás, às maiores margens na comercialização de derivados e aos menores gastos com participação governamental e importações. Além disso, o resultado do 1º trimestre de 2014 foi impactado pelo provisionamento de gastos com o Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (R$ 2,4 bilhões), o que não se repetiu em 2015.

Para Silvio Sinedino, ex-conselheiro eleito pelos funcionários para o Conselho de Administração da Petrobrás, o  lucro de R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre só confirma o que ele vem reiterando insistentemente: os problemas da Companhia não são de ordem operacional. "Se os preços estiverem minimamente alinhados, sem o subsídio aos preços dos combustíveis, a empresa continuará lucrando", disse.

Sinedino, que é diretor da AEPET, considera que, além do subsídio aos combustíveis, os contratos do tipo EPC contribuíram para a crise vivida pela Companhia. Ele espera que a mudança neste quesito será decisiva para manter a Petrobrás nos trilhos. "Na RNEST (Abreu e Lima), os contratos das obras tiveram nada menos que 362 aditivos, o que é um absurdo. No mais, basta deixar o petroleiro trabalhar que o resultado será positivo", disse, minimizando as análises pessimistas quanto ao nível de endividamento da empresa, sobretudo as notícias após a divulgação do balanço trimestral.

"O endividamento subiu, mas é importante reparar que a quantidade de barris que temos no pré-sal não está devidamente contabilizada nos balanços, pois com aquelas reservas a relação entre a dívida e os ativos da Companhia seria outra", ponderou.

O destaque dado aos preços dos combustíveis pela Petrobrás na divulgação do balanço trimestral mostra convergência com a opinião de Sinedino, que foi presidente da AEPET. A Companhia destacou que houve, no trimestre, o efeito integral dos reajustes de 5% no preço do diesel e de 3% no preço da gasolina ocorridos em 7 de novembro de 2014. Também influenciaram no resultado, segundo a Petrobrás, os menores custos de vendas por conta da redução dos gastos.

Vale ressaltar que nem todo o noticiário foi negativo para a empresa. A Folha de S. Paulo, por exemplo, veiculou que a recuperação das ações da Petrobrás têm o potencial de impulsionar um novo ciclo de alta na Bolsa brasileira e uma entrada maior de investimentos estrangeiros no país. Na avaliação de analistas ouvidos pelo jornal paulista, a empresa conseguiu se apropriar da defasagem no preço dos combustíveis vendidos no país e mostrou resiliência para lidar com o impacto da alta do dólar nas importações e na gestão da dívida. "O resultado foi um lucro líquido de R$ 5,33 bilhões no primeiro trimestre, 1,2% abaixo do mesmo período de 2014, mas acima da previsão de ganho próximo de R$ 2,5 bilhões", pontua o jornal. De acordo com o veículo, as ações da Petrobrás respondem por 9,85% do Ibovespa, principal índice da Bolsa, atrás apenas dos bancos Itaú (11,14%) e Bradesco (9,93%).




segunda-feira, 18 de maio de 2015

Petrobrás lucra R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre


"Para o futuro, análises preliminares de especialistas consideram que pesará a favor da empresa o fim do subsídio forç...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Segunda, 18 de maio de 2015




Petrobrás lucra R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre

AEPET | Por Rogério Lessa Benemond


Apesar da baixa de 7,3% no volume de vendas e de 28% no preço do barril de petróleo brent nos últimos 12 meses, a Petrobrás apresentou nesta sexta-feira (15) o balanço do primeiro trimestre, que registrou lucro R$ 5,3 bilhões. O resultado é praticamente igual ao auferido no mesmo período do ano passado (R$ 5,4 bilhões).

Para o futuro, análises preliminares de especialistas consideram que pesará a favor da empresa o fim do subsídio forçado nos preços de combustíveis que, segundo cálculos, causaram perdas de R$ 60 bilhões à Companhia, e o avanço da produção no pré-sal, que já cresceu 70% neste ano.

Cabe agora à presidente Dilma Rousseff, que declarou na última quinta-feira (14) que não haverá mudanças na política de conteúdo nacional nem no regime de partilha, honrar seus compromissos políticos e manter a empresa no caminho da recuperação, driblando os entreguistas e evitando que se repitam os malfeitos que determinaram o prejuízo verificado em 2014, o primeiro desde 1991.




quinta-feira, 14 de maio de 2015

Petrobras quer concluir obras no Comperj e na Rnest o quanto antes






Petrobras quer concluir obras no Comperj e na Rnest o quanto antes

Correio do Brasil


A conclusão de refinarias em Pernambuco e no Rio de Janeiro estará prevista no Plano de Negócios 2015-2019 da Petrobras a ser divulgado até junho, mas ainda há incertezas sobre quando e como serão efetivados os investimentos para o encerramento das obras nas unidades envolvidas no escândalo de corrupção, de acordo com uma fonte próxima à companhia. A finalização da Refinaria do Nordeste (Rnest), também conhecida como Abreu e Lima, e do Comperj dependerá do fôlego da estatal para aportes e da disponibilidade de empreiteiras, uma vez que as maiores estão proibidas de fechar novos contratos com a petroleira em razão dos desvios apontados pela Polícia Federal.

Eventuais investidores interessados em ter uma fatia minoritária nos ativos de refino –ainda que a política de preços de combustíveis no Brasil seja pouco estimulante para um sócio privado– também poderiam ajudar na conclusão dos projetos, disse a fonte, que está envolvida na elaboração do plano.

– As duas (refinarias) estão no plano, e o timing depende de algumas variáveis – afirmou a fonte, na condição de anonimato, sem dar detalhes sobre investimentos projetados para 2015-2019.

Procurada, a Petrobras não comentou imediatamente o assunto.

No balanço do ano passado, a companhia anunciou redução de mais de 44 bilhões de reais no valor de seus ativos, com a Rnest e o Comperj respondendo por cerca de 70% dessa desvalorização, e a empresa citando diversos problemas, como falha no planejamento dos projetos. A estatal ainda contabilizou perdas de R$ 6,2 bilhões de reais por corrupção em 2014. Apesar dos atrasos e dos bilhões já gastos na Rnest e no Comperj, os projetos estarão no plano de negócios porque, com eles, a Petrobras ficará muito próxima de ter no futuro uma autossuficiência em refino.

A refinaria no Rio de Janeiro está com mais de 80% das obras concluídas e poderá agregar até 200 mil barris de capacidade, disse a fonte. Já o segundo trem de refino da Rnest – o primeiro foi inaugurado em 2014 – também fará parte do plano de negócios, com previsão de agregar 115 mil barris/dia de processamento.

A fonte também confirmou que não mais haverá complexo petroquímico no Comperj. No início de fevereiro, a petroquímica Braskem já havia indicado desistência do projeto. O plano de investimento para os próximos cinco anos da Petrobras, atualizado anualmente, que sempre projeta a maior parte dos aportes para a área de Exploração & Produção, também virá menor que o anterior, disse a fonte, sem detalhar.

Uma boa medida disso é intenção da Petrobras no próximo leilão de áreas exploratórias do governo, em outubro, quando a empresa terá uma atuação “precisa” e “não será megalomaníaca”, disse a fonte. Normalmente, a petroleira domina tais licitações.


Investidores

Para concluir a Rnest e a unidade de refino em obras no Rio de Janeiro, a Petrobras cogita a possibilidade de fechar parcerias com investidores nacionais e estrangeiros. Nas próximas semanas, duas missões de China e Japão estarão no país para estudar oportunidade de investimentos no Brasil, incluindo ativos da Petrobras, disse a fonte. Afetada pela corrupção, queda do preço do barril de petróleo e um endividamento crescente, a estatal tem agora um plano de desinvestimentos em 2015 e 2016 mais agressivo, de cerca de US$ 13 bilhões.

– Se aparecer um interessado nesse investimento, o que permitiria sobra de caixa para outros projetos, vamos fazer essa parceria. Poderíamos dar 10% ou 20% de uma refinaria, por que não? – questiona.

Um investidor privado de fora do Brasil para a área de refino, porém, certamente teria mais interesse em atuar no país com uma política mais transparente de reajustes de combustíveis e que reflita cotações de mercado. A nova diretoria da estatal, no entanto, tem evitado fazer comentários detalhados sobre os preços administrados do governo.


Projetos e pagamentos

O “timing” para o andamento de Comperj e Rnest esbarra na capacidade de investimentos e também nos prestadores de serviço acusados de envolvimento no esquema de sobrepreço em projetos e pagamentos de propinas. Dependendo do andamento das investigações e dos acordos de leniência entre empreiteiras e governo, além das decisões judiciais, a Petrobras poderia recorrer a empresas de fora do país, caso fornecedores locais continuem impedidos de realizar negócios com a estatal, em função dos casos de corrupção. E a fonte acrescenta:

– Há dois problemas para esses projetos: capacidade de investimento e problema de fornecedor. Quando os fornecedores vão fazer acordo com a Justiça e vão estar novamente habilitados para continuar? O outro problema é: em não havendo acordo de leniência, há no mercado fornecedor capacitado para continuar?.

A ideia da estatal, superadas as adversidades, é primeiro finalizar a obra do Comperj e depois concluir a obra da refinaria de Pernambuco, que já está em operação com seu primeiro trem de refino.


Produção

A queda na produção mensal de petróleo da Petrobras nos primeiros meses deste ano, na comparação com o mês anterior, tem chamado a atenção do mercado e de analistas sobre a capacidade de recuperação e de geração de caixa da Petrobras. No entanto, disse a fonte, os dados negativos do primeiro trimestre se devem a paradas programadas e não programadas de plataformas, que não comprometem a meta prevista para este ano.

– Isso é comum, tem parada programada, não programada, mais ou menos dias úteis… Mas está tudo muito bem planejado e dentro da ideia de crescimento da produção este ano de pelo menos uns 3%. Dificilmente isso vai ter alteração – adicionou.

A meta da companhia divulgada no início do ano é de um crescimento de 4,5% na produção de petróleo no Brasil em 2015 ante 2014, com variação de 1 ponto percentual para mais ou para menos. Em 2014, a produção da nacional de petróleo da Petrobras somou 2,034 milhões de barris/dia, crescimento de pouco mais de 5% ante 2013 – após dois anos seguidos de queda na extração anual – com a colaboração do pré-sal.

De acordo com a fonte, a produção no pré-sal já chegou a atingir o pico de 808 mil barris/dia de óleo equivalente (boe, petróleo e gás), e a tendência é expansionista, com possibilidade de se atingir 1 milhão de boe até 2016.




quarta-feira, 4 de março de 2015

Até campos de óleo entram na venda de ativos


Nós somos CONTRA este tipo de medida. Com o barril ao preço atual, que façam como as demais petroleiras (que, a propó...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quarta, 4 de março de 2015




Até campos de óleo entram na venda de ativos

AEPET | Por Alex Prado


A Petrobrás divulgou nesta segunda-feira (02), decisão da diretoria executiva de rever o plano de desinvestimento para o biênio 2016/17, com a meta agora de se alcançar um valor de US$ 13,7 bilhões, ante uma previsão feita em 2014 de US$ 5 bilhões a US$ 11 bilhões.

Para o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração (CA) da Petrobrás e diretor da AEPET, Silvio Sinedino, a decisão mais uma vez passa por cima do CA, transformando a instância máxima da empresa em mero órgão homologador.

“Segundo o comunicado da Petrobrás, a decisão foi tomada em reunião no dia 26 de março. Ora, no dia seguinte aconteceu reunião do CA e nada disso foi informado aos conselheiros”, reclamou Sinedino.

O representante dos trabalhadores mostrou-se ainda mais surpreso porque, entre os ativos analisados para venda, estão até mesmo campos de óleo. A nota oficial divulgada diz que os desinvestimentos devem ser feitos em Exploração e Produção no Brasil e no exterior (30%), Abastecimento (30%) e Gás e Energia (40%).

“Vender campos de óleo, parece-me um total despropósito, principalmente quando as cotações internacionais estão baixas. A diretoria executiva deveria é exigir da União o ressarcimento dos R$ 60 bilhões que sangraram dos cofres da empresa, para manter os preços dos combustíveis artificialmente baixos”, opinou Sinedino.




terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Para que serve o "ouro negro"?


Pois bem: esta página está empenhada na defesa da maior empresa brasileira - a Petrobrás - e da maior riqueza natural do...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Terça, 10 de fevereiro de 2015




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A Petrobrás e a campanha do capital internacional: Entrevista com Fernando Siqueira

Desenvolvimentistas


Prossegue a oportunista campanha da imprensa que instrumentaliza as revelações do esquema de corrupção atuante na Petrobras para justificar a desnacionalização e entrega do petróleo brasileiro ao cartel internacional, ainda mais corruptos, já que se apoiam também em guerras e no uso de mercenários para garantir seus interesses em diversas partes do mundo.

Cumprindo nossa missão de fazer o contraponto à narrativa hegemônica, atuando na guerrilha semiológica, como propôs Umberto Eco, o Blog dos Desenvolvimentistas segue colhendo e disseminando informações a fim de retratar o mundo de uma perspectiva que não a dos poderosos, essa já fartamente propagandeada.

É pra isso que entrevistei mais uma vez Fernando Siqueira, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET). Siqueira defende que se deve investigar cada indício de corrupção, mas que a Petrobras é vítima dos saqueadores, “e não um antro de corrupção como eles tentam mostrar”. Ressalta que é uma companhia em melhor situação que as outras cinco grandes petrolíferas internacionais, lastreada em 84 bilhões de barris, e é justamente por essa riqueza que é tão atacada.

Confira essa importante entrevista:

Qual a posição da AEPET em relação ao cartel/propinoduto que saqueou a Petrobras?

Siqueira: Achamos essa prática execrável, que deve ser punida com o máximo de rigor e prisão de todos os envolvidos. Em todo o Brasil. O ponto positivo é que a operação lava-jato trouxe as informações necessárias, inclusive dos corruptores, o que só foi possível com as delações premiadas. Vimos denunciando em todas as AGO´s (Assembleia Geral Ordinária, anual, dos acionistas) os indícios da corrupção (por exemplo, a cartelização pela prática de EPCismo – contratação de obras por pacote fechado – que sistematizou a cartelização). Mas não dispúnhamos das provas concretas. Sabíamos que o Duque (segundo dizem, concunhado do Zé Dirceu), o Paulo Roberto, o Barusco tinham procedimentos suspeitos, mas faltavam as provas. Agora temos a chance de deflagrar um combate sem tréguas à corrupção. Em todos os segmentos do País. Mas alguns membros do Ministério Público têm alertado para o risco de impunidade. A sociedade não pode aceitar um novo Satiagraha, que deu em nada.

Procedem os rumores de que a estatal está atolada em dívidas?

Siqueira: A Companhia tem realmente uma grande dívida. Porque tem a maior carteira de campos de petróleo a serem postos em produção. Portanto é uma dívida positiva, visto que é uma dívida para investimentos, os quais dão retorno superior a 80% ao ano. O retorno demora um pouco, mas já temos uma produção superior a 700 mil barris por dia no pré-sal. E o pré-sal já tem uma reserva descoberta de cerca de 70 bilhões de barris, que somada aos 14 bilhões pré-existentes, chegam a 84 bilhões de barris. Portanto, a dívida, além de ser positiva, tem um grande lastro.

O que explica a grande queda nos preços das ações da estatal? Em que extensão o escândalo de corrupção influencia nessa questão?

Siqueira: Há vários fatores. A queda do preço internacional do petróleo (temporária), a explicitação da nefasta corrupção, além da campanha sistemática da mídia defensora do capital internacional. Eles querem tirar a Petrobrás da condição de operadora única do pré-sal, pois isto inibe os dois focos de corrupção: superdimensionamento dos custos de produção, ressarcidos em petróleo e a medição fraudulenta da produção. Embora haja corrupção dessas empreiteiras em todos os segmentos do País, a da Petrobrás foi exacerbada ao máximo para desmoralizar a empresa. Na realidade a Petrobrás é vítima, e não um antro de corrupção como eles tentam mostrar. Ela tem 88000 empregados sérios, honestos e competentes.

Na esteira das revelações do esquema muitos analistas criticaram o modelo de partilha. Que pensa a AEPET sobre o atual modelo de exploração?

Siqueira: O modelo de partilha, não é o ideal, faltando, inclusive fixar o percentual do óleo-lucro que fica com a União. Mas é muito melhor do que o de concessão que eles defendem. A concessão dá todo o petróleo para quem produz. Por ela, o Brasil fica com 10% de royalties e cerca de 20% em impostos – tudo em dinheiro. No mundo, os países exportadores ficam com a média de 80% do petróleo produzido. Em nossa visão o modelo ideal é a volta do modelo existente antes da era FHC, previsto no artigo 177 da Constituição Federal de 1988: o Monopólio Estatal do Petróleo, conforme constava na Lei 2004/53. Ou a contratação por prestação de serviços, como é na Venezuela.

A proposta de retorno do regime de concessões interessa ao país? Quem ganha e quem perde com este modelo?

Siqueira: O modelo de concessão é pernicioso para o País, é puro entreguismo, pois conforme dito acima, só favorece as concessionárias integrantes do cartel internacional, em detrimento do povo brasileiro. Quem ganha com esse modelo é esse cartel do petróleo e os defensores do modelo, que, provavelmente, não fazem essa defesa gratuitamente.

A narrativa da grande mídia retrata nossa estatal como se estivesse à beira da falência. Por quê? Com que objetivos?

Siqueira: Faz parte da campanha do capital internacional. A Petrobrás, comparada às cinco grandes companhias petrolíferas internacionais, está muito melhor que elas. Aumentou suas reservas, aumentou a produção, o faturamento bruto, enquanto as outras têm indicadores negativos nesses quesitos. Ela ainda tem 70 bilhões de barris de petróleo descobertos no pré-sal, que fazem dela uma potência econômica e tecnológica. Aliás, ela poderia estar bem melhor se o Governo Dilma, por ditames eleitoreiros, não a houvesse obrigado a importar derivados e revender para suas concorrentes por preços inferiores. Segundo o Conselheiro Administrativo eleito, Silvio Sinedino, presidente da Aepet, esse rombo já atingiu a R$ 60 bilhões.

Que postura devem assumir os brasileiros que valorizam uma Petrobras forte e nacional?

Siqueira: Devem assumir a sua defesa como vítima da corrupção e combater sem tréguas essa prática. Lembrar que a Companhia é a mais estratégica do País e que ela pode alavancar o desenvolvimento tecnológico, econômico e financeiro, gerando empregos, tecnologia e desenvolvimento sustentado. Gosto sempre de citar a Noruega, que passou de segundo país mais pobre da Europa para o mais evoluído do Planeta: tem o melhor IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – de todos por cinco anos consecutivos, o melhor bem-estar social e a segunda renda per capta do planeta. Por que a Noruega cresceu assim? Porque soube usar o petróleo que descobriu no Mar do Norte na década de 70. Desenvolveu-se magistralmente e criou um fundo soberano pós-petróleo, que já chega a US$ 900 bilhões. E nós temos muito mais petróleo do que eles, além de imensas riquezas fora do ramo petróleo – minérios, biodiversidade, água.