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sexta-feira, 15 de maio de 2015
Aos canalhas que querem destruir a Petrobrás...
sábado, 9 de maio de 2015
Mauro Santayana: A disputa do Pré-sal
"Ora, se a Petrobras, que acaba de ganhar (pela terceira vez) o maior prêmio da indústria internacional de exploração de...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sábado, 9 de maio de 2015
A disputa do Pré-sal
Portal Vermelho | Por Mauro Santayana
Os jornais voltam a anunciar que se discute, dentro e fora do governo, o fim da atuação da Petrobras como operadora exclusiva do pré-sal, com fatia mínima de 30%
Alegam, entre outras coisas, seus adversários que seria inviável para a Petrobras continuar a explorar o petróleo do pré-sal com a baixa cotação atual do barril no mercado global, quando a produção oriunda dessa área cresceu 70% em março e se aproxima de 500 mil barris por dia.
Ora, se a Petrobras, que acaba de ganhar (pela terceira vez) o maior prêmio da indústria internacional de exploração de petróleo em águas marinhas, o OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, nos EUA, justamente pelo desenvolvimento de tecnologia própria para a extração do óleo do pré-sal em condições extremas de profundidade e pressão, estaria tendo prejuízo na exploração desse óleo, porque as empresas estrangeiras, a quem se quer entregar o negócio, conseguiriam ter lucro como operadoras, se não dispõem da mesma tecnologia?
Se a Petrobras explora petróleo até nos Estados Unidos, em campos como Cascade, Chinook e Hadrian South, onde acaba de descobrir reservas de 700 milhões de barris, em águas territoriais norte-americanas do Golfo do México, porque tem competência para fazer isso, qual é a lógica de abandonar a operação do pré-sal em seu próprio país, onde pode gerar mais empregos e renda com a contratação de serviços e produtos locais, e o petróleo é de melhor qualidade?
A falta de sustentação dessa tese não consegue ocultar seus principais objetivos. Se quer aproveitar uma “crise” da qual a empresa sairá em poucos meses (as ações com direito a voto já se valorizaram 60% desde janeiro; o balanço foi apresentado com enormes provisões para perdas por desvios de R$ 6 bilhões, que delatores “premiados”, cuja palavra foi considerada sagrada em outros casos, já negaram que tenham ocorrido; a produção e as vendas estão em franco crescimento) para fazer com que o país recue no regime de partilha de produção, de conteúdo nacional mínimo, e na presença de uma empresa nacional na operação de todos os poços, para promover a entrega da maior reserva de petróleo descoberta neste século para empresas ocidentais, como a Exxon, por exemplo, que acaba de perder, justamente para a Petrobras, o título de maior produtora de petróleo do mundo de capital aberto.
Como ocorreu na década de 1990, se cria um clima de terror para promover a entrega de uma das últimas empresas sob controle nacional ao estrangeiro.
Enquanto isso não for possível, procura-se diminuir sua dimensão e importância, impedindo sua operação na exploração de reservas que são suas, por direito, situadas em uma área que ela descobriu, sozinha, graças ao desenvolvimento de tecnologia própria e inédita e à capacidade de realização da nossa gente.
Mauro Santayana é jornalista autodidata brasileiro, colunista político do Jornal do Brasil e blogueiro.
Sete mil trezentos e cinco dias de resistência: A greve dos petroleiros de 1995
Sete mil trezentos e cinco dias de resistência: A greve dos petroleiros de 1995
Brasil Debate | Por Beatriz Gomes e Juliane Furno
O ano de 2015 marca exatamente duas décadas de um dos principais momentos de luta e resistência do movimento sindical brasileiro. Especificamente no dia 3 de maio de 1995 é deflagrada uma greve geral, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que contou com a participação de importantes categorias do movimento operário brasileiro.
Os petroleiros vinham de um intenso processo de greves, paralisações e debates a respeito da proposta de reajuste sistematizada pela Federação Unificada dos Petroleiros (FUP). Além da justeza da pauta econômica de reivindicações, dois outros importantes elementos alimentaram o sentimento de revolta por parte dos petroleiros.
O primeiro foi o sentimento de traição, em função de Fernando Henrique Cardoso – recém-eleito presidente da República – ter se negado a cumprir o acordo firmado entre o ex-presidente Itamar Franco e a FUP. E o segundo elemento, que aguçou a luta dos petroleiros, foi compreender que a política econômica de desenvolvimento nacional proposta por FHC, em conformidade com a perspectiva neoliberal, ia à contramão das conquistas dos trabalhadores e do povo brasileiro na década de 1980.
Essa foi uma greve paradigmática, uma vez que o ideário neoliberal tem como estratégia formar um senso comum antiestatismo. Dessa forma, utilizam os sindicatos, no caso, os petroleiros, como artifício de controle do descontentamento da sociedade frente às políticas salariais e diminuição dos gastos sociais: tenta-se convencer a opinião pública de que os trabalhadores sindicalizados são exageradamente protegidos.
Os 32 dias dessa greve que abalou o final do século 20 foram uma verdadeira queda de braço entre a impossibilidade do neoliberalismo de atender às reivindicações sindicais e a impossibilidade de os petroleiros aceitarem o descumprimento de um acordo firmado anteriormente e ceder à ofensiva neoliberal.
Famosa foi a frase proferida por Fernando Henrique Cardoso, que disse que “quebraria a espinha dorsal do movimento sindical”. Essa sinalização do ex-presidente reflete a construção política de um projeto neoliberal de desenvolvimento, que tinha como objetivo central desconstruir as organizações das classes trabalhadoras, consolidadas e em ascensão desde o fim da ditadura militar.
Para isso, a mídia e a justiça mostraram que estão a serviço da ordem, do conservadorismo e da desmoralização e criminalização dos movimentos sociais. No dia 10 de maio, ao final do Jornal Nacional da Rede Globo, é anunciada uma lista de 25 demitidos do sistema Petrobrás, entre eles Antonio Carlos Spis, coordenador nacional da FUP.
O governo se manteve firme e intransigente na tentativa de negociação. A única ação do governo com relação à greve parece ter sido dar ordem para o exército ocupar as refinarias. Isso em um contexto de renascença da democracia brasileira, ou seja, uma afronta à transição democrática e à negociação política.
Findadas as tentativas de negociação e desgastados pelo cerco midiático e judicial, os petroleiros definiram pelo fim da greve, porém pela permanência da situação de mobilização e alerta. Embora os ganhos econômicos e as pautas reivindicativas não tenham sido conquistados, a “grande greve de 1995” teve significativos ganhos políticos e sociais.
Em 32 dias, os petroleiros deram uma verdadeira aula de solidariedade de classe, de resistência, de organização social e principalmente de esperança com o aprendizado de que é só com o povo organizado que se conquista vitórias.
Após 20 anos, as lições e desafios permanecem vivos para os brasileiros. A Operação Lava Jato ilustra como a mídia e seus ataques continuam e a necessidade de ainda lutar pelo caráter estatal da Petrobrás. A Câmara dos Deputados aprovou a PL 4330, que significa um grande retrocesso na luta dos trabalhadores. Maio de 2015 e ainda se faz necessário lutar – com o espírito dos petroleiros de 1995 – para não cairmos nas armadilhas conservadoras e, pior, retrocedermos anos de resistência.
No Brasil, tendo a greve dos petroleiros de 1995 como primeiro grande embate dos trabalhadores à ofensiva neoliberal, são sete mil trezentos e cinco dias de resistência. Seguimos firmes!
Beatriz Gomes é graduada em Ciências Econômicas pela UEM e mestranda em Desenvolvimento Econômico na Unicamp.
Juliane Furno é graduada em ciências sociais pela UFRGS, mestranda em desenvolvimento econômico na Unicamp e militante do plebiscito constituinte do comitê Unicamp.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Esclarecimentos sobre a matéria “Custo de exploração do pré-sal é US$ 9 o barril”
"Foi repercutida a declaração da Diretora de Exploração e Produção Solange Guedes relativa ao custo de extração, e não de exploração, como apresentado no título"
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 8 de maio de 2015
Esclarecimentos sobre a matéria “Custo de exploração do pré-sal é US$ 9 o barril”
AEPET | Por Felipe Coutinho
Na matéria publicada no Aepet Direto de 7 de maio de 2015, foi repercutida a declaração da Diretora de Exploração e Produção Solange Guedes relativa ao custo de extração, e não de exploração, como apresentado no título.
Com relação aos custos de exploração e produção do pré-sal a Petrobrás divulgou nota a imprensa em 6 de janeiro de 2015 que reproduzimos a seguir:
EM WWW.PETROBRAS.COM.BR/AGENCIAPETROBRAS
Nota à imprensa
6 de janeiro de 2015
Pré-sal é economicamente viável
Em relação à matéria intitulada “Petróleo desaba e já é ameaça ao pré-sal”, publicada hoje, 6/1, no jornal "O Globo", a Petrobras esclarece que está aumentando a sua capacidade de produção de petróleo e gás no pré-sal brasileiro de modo economicamente viável. A companhia informa que o break even(preço mínimo do barril a partir do qual a produção é economicamente viável) planejado no momento em que foram aprovados os projetos de produção do pré-sal, situava-se no entorno de US$ 45 por barril, incluída a tributação e sem considerar os gastos com infraestrutura de escoamento de gás. Ao considerá-los, esse valor pode aumentar entre US$ 5 e US$ 7 por barril.
Além disso, o break even já mencionado, leva em consideração uma vazão de poços entre 15 e 25 mil barris por dia. Atualmente a Petrobras produz no pré-sal a uma vazão média de 20 mil barris por dia. Alguns poços do Polo Pré-sal da Bacia de Santos têm alcançado vazão superior a 30 mil barris de óleo por dia, com efeito positivo na economicidade dos projetos. Essa elevada produtividade permitiu, por exemplo, que as unidades piloto de produção do FPSO Cidade de São Paulo (navio-plataforma operando no campo de Sapinhoá) e FPSO Cidade de Paraty (instalada no campo de Lula) atingissem a sua capacidade máxima de produção, de 120 mil barris por dia, com apenas quatro poços produtores interligados a cada uma delas.
Esse cálculo considera que todos os dispêndios dos projetos (investimentos, custos operacionais e tributação) estão associados ao nível de preços dos insumos vigente no momento da sua aprovação. É importante destacar, ainda, que os custos da indústria fornecedora de bens e serviços são, historicamente, correlacionados aos preços de petróleo no mercado internacional. Quando há redução relevante, como no caso atual do patamar de preços do barril, ela é acompanhada, ainda que não imediatamente, de uma diminuição dos custos em segmentos importantes do setor de bens e serviços. O efeito dessa redução compensa, em parte, a perda de receita ocasionada pela queda do preço do barril.
Vale ressaltar, também, que as decisões de investimento em projetos de Exploração & Produção – especialmente os destinados a águas profundas – são baseadas em cenários que incorporam uma visão de longo prazo, não só para os preços, como também para todos os demais insumos e custos dos projetos.
Alta produtividade - O enorme potencial do pré-sal pode ser avaliado pela elevada produtividade dos poços em operação. No último dia 16 de dezembro, por exemplo, a produção de petróleo nos campos operados pela companhia na província do pré-sal nas bacias de Santos e Campos atingiu a marca histórica de 700 mil barris de petróleo por dia (bpd), com a contribuição de apenas 34 poços produtores interligados a 12 diferentes plataformas - sendo oito deles produzindo exclusivamente na camada pré-sal. Esse volume foi alcançado apenas oito anos depois da primeira descoberta de petróleo nessa província, em 2006, e apenas seis meses após a companhia ter atingido a marca de 500 mil bpd, em julho.
Além disso, vêm contribuindo para o desempenho da companhia no pré-sal os resultados obtidos pelos programas estratégicos PRC-Poço (Programa de Redução de Custos em Poços) e PRC-Sub (Programa de Redução de Custos em Sistema Submarinos). Esses programas integram iniciativas que vêm incorporando melhorias contínuas na redução da duração e dos custos não só de poços, como também de instalações submarinas dos projetos de Exploração e Produção, contribuindo para aumentar ainda mais a competitividade econômica dos projetos do pré-sal. Como exemplo da melhor produtividade que vem sendo obtida desde 2010, destaca-se a redução da ordem de 60% no tempo de construção de poços dos campos de Lula e Sapinhoá, ambos no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos.
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quinta-feira, 7 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
Soberania vale mais que mercado
Mesmo em momentos de "relativa trégua", é sempre bom lembrar...Aliás, agora mais do que nunca, com a partilha, a posiçã...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sábado, 2 de maio de 2015
quinta-feira, 23 de abril de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
sábado, 7 de março de 2015
Só mais um pouquinho e o petróleo é de vocês...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sábado, 7 de março de 2015
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domingo, 1 de março de 2015
Momento decisivo
21. É imperioso fortalecer a Petrobrás, o maior dos patrimônios do País, bem como os conglomerados privados nacionais...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 1 de março de 2015
Momento decisivo
AEPET | Por Adriano Benayon
1. O momento é decisivo, pois exige resposta urgente da sociedade: aproxima-se o ponto da irreversibilidade do processo de exploração predatória do povo brasileiro e de seus recursos naturais.
2. Nos últimos 60 anos, a oligarquia mundial tem regido sucessivos golpes – com e sem participação militar – para desnacionalizar a indústria e impedir o desenvolvimento tecnológico do Brasil.
3. Desse modo, os carteis financeiros e industriais transnacionais lograram alcançar extrema concentração de poder econômico em suas mãos, o que lhes proporcionou também o crescente controle do sistema político, abrangendo todos os poderes do Estado.
4. Só os que não se indagam sobre a essência das coisas, iludem-se com as aparências da democracia supostamente instaurada em 1988.
5. A Constituição foi produto híbrido das articulações reacionárias do Centrão e de avanços democráticos. Só que a maioria destes se tornou letra morta. Além disso, os mais importantes foram suprimidos por emendas constitucionais.
6. Outra não poderia ter sido a evolução (involução), dadas as relações de poder real, correspondentes às estruturas de mercado, econômicas e financeiras, caracterizadas pela concentração e pela desnacionalização, muito grandes desde o final dos anos 60.
7. Esse quadro não cessou de se agravar, foi acelerado, de 1990 a 2002, e prossegue em marcha.
8. Isso lembra o conceito de enteléquia, de Aristóteles: um princípio de “desenvolvimento” ou programa (como um software), que contém, desde a origem, os elementos conducentes à sua plena realização. No caso, um processo de degradação, como uma doença degenerativa.
9. Na Constituição promulgada em 1988, há, pelo menos, dois pontos incompatíveis com a soberania nacional: o artigo 164 e a inserção fraudulenta –durante o processo da Constituinte - do acréscimo ao art. 166, em seu parágrafo 3º.
10. O art. 164 sujeita o Tesouro – portanto a União Federal e o próprio País – a endividar-se junto aos bancos privados e demais concentradores de capital, pois: 1) dá ao Banco Central a competência exclusiva para emitir moeda; 2) o dinheiro que o BACEN cria, só o pode repassar aos bancos privados, sendo proibido de provê-lo ao Tesouro ou a qualquer ente público.
11. O acréscimo ao § 3º do art. 166 (“excluídas as que incidam sobre: a) ...; b) serviço da dívida; c) ...”) libera os juros e amortizações da dívida dos requisitos a que estão sujeitas outras despesas para serem autorizadas.
12. Em consequência desses dispositivos e do desequilíbrio nas relações de poder econômico e político, o serviço da dívida já nos custou, de 1989 a 2014, em moeda atualizada, mais de R$ 20 trilhões. Sim, mais de R$ 20.000.000.000.000,00, o equivalente a quatro PIBs de 2014.
13. Apenas doze dealers (10 bancos e duas distribuidoras de títulos) determinam as taxas efetivas dos juros dos títulos públicos vários pontos percentuais acima da já injustificadamente elevada SELIC, novamente em aumento, todo mês, desde novembro.
14. Embora só uma parte dos mais de R$ 20 trilhões tenha sido paga com recursos tributários, a maior parte é paga com a emissão de novos títulos do Tesouro. Por isso, a dívida mobiliária interna cresce sempre e ultrapassou R$ 3 trilhões.
15. Muitos dos manipuladores da opinião publicada (como diz o ex-ministro Roberto Amaral), negam os números reais do serviço da dívida, pretextando que ela se paga com novos títulos do Tesouro, mas, se fossem coerentes, deveriam negar também a própria dívida, pois foi assim que ela cresceu.
16. Além do serviço da dívida, há mais mecanismos – também escondidos do conhecimento público - através dos quais o Brasil se descapitaliza em dezenas de trilhões de reais, a cada ano, e transfere renda em favor dos concentradores, principalmente os sediados no exterior, estrangeiros e brasileiros.
17. Em contraste, escancaram-se e magnificam-se, perante o público, casos de corrupção na Petrobrás e nas empreiteiras, a fim de fulminar o que resta da indústria e da tecnologia nacionais.
18. Esses são casos reais, e sua repetição tem de ser coibida, punindo exemplarmente todos os indivíduos responsáveis e sem privilegiar os corruptíssimos delatores premiados.
19. Mas isso não será viável, sem modificar profundamente o presente sistema político, em que as instituições e os partidos estão viciados no fisiologismo.
20. As eleições são movidas a dinheiro grosso e pela corruptíssima grande mídia, que abusa da exposição sensacionalista da corrupção, inerente ao sistema, como arma a serviço dos interesses da oligarquia transnacional. E as propostas só tem chances de ser aprovadas no Congresso, à base do “é dando que se recebe”.
21. É imperioso fortalecer a Petrobrás, o maior dos patrimônios do País, bem como os conglomerados privados nacionais que desenvolvem valiosas tecnologias, como fornecedoras da Petrobrás e prestadoras de bens e serviços em áreas de igual significação estratégica.
22. Não fazê-lo implica decretar a queda do Brasil à condição de subdesenvolvido irrecuperável, intensificando a política que vem destruindo o País, ao eliminar seu capital humano e moldar a infra-estrutura segundo o interesse dos carteis transnacionais estrangeiros.
23. O modelo subjacente a essa política determinou nulo ou pífio crescimento do produto interno bruto (PIB), nos últimos anos, e ele teria sido muito negativo, não fossem os desempenhos da Petrobrás, da mineração e da agricultura.
24. Ora, isso reflete a desindustrialização, subproduto da desnacionalização da economia, que se manifesta brutalmente, fazendo o Brasil regredir, de modo devastador, à infra-estrutura colonial e desintegrar economia nacional
25. O minério de ferro é explorado, há decênios, em quantidades absurdas, mesmo considerando as fabulosas reservas do País, de resto, desnacionalizadas, desde a privatização da Vale do Rio Doce, em 1997.
26. A Vale, que tem 85% da produção brasileira, planeja chegar a 450 milhões de toneladas/ano até 2018. A exportação do Brasil atingiu 340 milhões de tons/ano em 2014.
27. O que fica no País são buracos e poluição, inclusive no caso dos minerais estratégicos como o nióbio e o quartzo, cujos produtos finais são importados por cerca de cem vezes o preço dos insumos exportados, afora o descaminho desses minérios e dos preciosos.
28. Enquanto a produção de bens de alto valor agregado retrocede, a primária cresce. Um dos maiores escândalos é a soja a ocupar 50% das terras em uso. De sua produção (90 milhões de toneladas), 80% são exportados sem processamento e 10% transformados em produtos de baixo valor agregado, como o farelo.
29. Sobra para o Brasil o empobrecimento dos solos, com emprego excessivo de fertilizantes químicos e de agrotóxicos, gasto descomunal de água, além da poluição de solo e águas.
30. Em suma, a desnacionalização da economia - dominada por carteis aqui instalados e por suas matrizes no exterior - acarreta prejuízos anuais ao País assim estimáveis:
1) diferença entre a taxa de juros efetiva da dívida pública e a adequada: 0,13 [13%] x R$ 2,5 trilhões = R$ 320 bilhões;
2) diferença entre a taxa média dos juros, no crédito às empresas e pessoas físicas, e a que deveria prevalecer: 0,2 [20%] x R$ 2,6 trilhões = R$ 520 bilhões;
3) sobrepreços nos bens e serviços produzidos para o mercado interno = 80% do PIB = R$ 4,2 trilhões;
4) sobrefaturamento das importações de produtos finais e insumos para a indústria, e de serviços: 60% de US$ 229 bilhões (bens) = US$ 137,4 x 2,8 = R$ 385 bilhões + R$ 115 bilhões (serviços) = R$ 500 bilhões;
5) subfaturamento das exportações: 50% de US$ 225,1 bilhões = US$ 112,5 bilhões x 2,8 = R$ 315 bilhões;
6) perdas na relação de troca (terms of trade), devidas à primarização da economia: importar, por preços até cem vezes superiores, bens acabados produzidos com matérias-primas exportadas a preço vil.
31. O item 6 é difícil de quantificar, mas corresponde certamente um múltiplo (2 ou 3) do presente valor do comércio exterior do País, a que se deve aplicar outro múltiplo (no mínimo, 10) decorrente de comparar o atual PIB, com o que teríamos, se o País não se tivesse submetido ao modelo dependente, desde os anos 50: R$ 800 a 1.200 bilhões x 10 = R$ 8 trilhões a R$ 12 trilhõesanuais.
32. Mesmo sem adicionar o item 6, que equivale ao dobro dos cinco anteriores, a soma destes totaliza R$ 5,85 trilhões, cujo cálculo não é exagerado: embora possa conter algumas duplas contagens, aplica alguns percentuais provavelmente subestimados.
33. As perdas acima resumidas incidem a cada ano. Não incluem as pontuais, como as enormes transferências fraudulentas para o exterior através do BANESTADO nos anos 90, nem os prejuízos superiores a R$ 50 trilhões, decorrentes das privatizações de FHC, afora os que prosseguem, desde então, em função delas.
Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.
Orgulho de trabalhar na Petrobrás
"Michelle conta que decidiu escrever a carta porque está cansada de ver os empregados da Petrobrás sofrendo injustiças e...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 1 de março de 2015
Orgulho de trabalhar na Petrobrás
AEPET | Por Alex Prado
A engenheira metalúrgica e socióloga Michelle Daher Vieira vai completar 10 anos como funcionária da Petrobrás, agora em abril, onde trabalha como analista de comercialização e logística, na diretoria de abastecimento. Tem orgulho do seu emprego. E teve coragem de desmentir uma reportagem publicada em O Globo, em 15 de fevereiro, que usou foto sua retirada do facebook, para tentar provar uma rotina de medo e tensão entre os funcionários.
Michelle ficou sabendo da reportagem, através de uma amiga, apenas na quarta-feira de cinzas. E decidiu que não iria ficar calada. Escreveu uma carta que foi enviada ao jornal e à jornalista que assinou a matéria. Até agora, sem resposta. Mas também postou seu desabafo em sua página no facebook, que logo ganhou repercussão.
Michelle conta que decidiu escrever a carta porque está cansada de ver os empregados da Petrobrás sofrendo injustiças e hostilidades, como se todos os quase 90 mil funcionários da empresa fizessem parte da quadrilha que levou à atual crise. E esta percepção, segundo ela é estimulada pela grande mídia, especialmente O Globo, como escreveu em sua carta: “o negócio do jornal é falar mal, é dar uma conotação negativa, denegrir a empresa na sua jornada diária de linchamento público da Petrobras. Não é de hoje que as Organizações Globo tem objetivo muito bem definido em relação à Petrobras: entregar um patrimônio que pertence à população brasileira à interesses privados internacionais”.
As fotos utilizadas pelo jornal, foram feitas por sua irmã, Simone. Elas retratam um grupo de funcionários que tiveram a iniciativa de criar o movimento “Eu sou Petrobrás”, para demonstrar o orgulho de trabalhar na empresa.
Sem filiação partidária, Michele, contudo, tem um discurso politizado, de uma pessoa que busca a justiça social. Está sim, indignada com o esquema de corrupção revelado pela operação Lava Jato e quer a punição dos culpados. Mas quer também mostrar que a Petrobrás não está parada e que seus funcionários seguem em suas rotinas com responsabilidade e confiança no futuro da empresa.
“Depois que publiquei a carta, recebi o apoio de muitos colegas. E senti que as pessoas estão carentes de que algo seja feito em nossa defesa”, confidenciou Michelle.
Torcedora do Vasco da Gama – gosta de ir a jogos -, Michelle curte viagens, praia e bons livros. Uma vida simples e digna, como a da maioria absoluta dos empregados da Petrobrás. Este é o seu orgulho!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
A tentativa de desmontar a Petrobras
"Para o editorial, o Globo certamente teve o auxílio do ectoplasma de algum editorialista dos anos 50. Os bordões são os...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 27 de fevereiro de 2015
A tentativa de desmontar a Petrobras
Jornal GGN | Por Luis Nassif
O editorial do jornal O Globo de ontem é claro. O interesse maior não é o de punir malfeitos, prender corruptos e corruptores: é mudar o sistema de partilha do pré-sal. Trata-se de uma bandeira profundamente rentável, a julgar pelo afinco com que veículos se dedicam a ela.
***
A geopolítica do petróleo não é uma mera teoria da conspiração: é um dado da realidade, por trás dos grandes movimentos políticos do século, especialmente em países que definiram modelos autônomos de exploração do petróleo. E as mídias nacionais sempre tiveram papel relevante, não propriamente por convicções liberais e internacionalistas.
***
Para o editorial, o Globo certamente teve o auxílio do ectoplasma de algum editorialista dos anos 50. Os bordões são os mesmos: "O PT, ao reagir ao petrolão, ressuscita um discurso da década de 50 e recoloca o Brasil na situação de antes da assinatura dos contratos de risco, no governo Geisel: o petróleo era “nosso”, mas continuava debaixo da terra. Agora, do mar".
Valia nos anos 50, antes que a Petrobras conseguisse sucesso nas suas prospecções. É uma piada em 2015, quando a empresa consegue extrair 700 mil barris diários do pré-sal. Aliás, é o segundo erro do jornal. O primeiro é supor que a Petrobras ou o sistema de exploração do petróleo é bandeira do PT.
Trata-se de um pilar de política industrial e social que vai muito além dos jogos partidários.
***
As propinas pagas são caso de polícia. Corruptores e corrompidos precisam ser identificados, processados e presos. Pretender atribuir a corrupção à empresa ou ao modelo de exploração do pré-sal é malandragem política.
Diz o editorial: "Se a Petrobras, em condições normais, já tinha dificuldades para tocar esse plano de pedigree “Brasil Grande”, agora é incapaz de mantê-lo. Não tem caixa nem crédito para isso. Não há como sustentar o modelo".
A empresa enfrenta problemas momentâneos de caixa, que poderão ser resolvidos com desmobilizações, com a entrada em operação de vários dos investimentos e assim que houver um mínimo de competência política do governo, para deslindar o novelo policial-financeiro criado pela Lava Jato.
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Ao longo das últimas décadas, os avanços proporcionados pela Petrobras foram muito além da atividade principal, de tirar petróleo. Hoje em dia, a prospecção em águas profundas é a única tecnologia global na qual o país se destaca, ao lado da aeronáutica.
A política de conteúdo nacional fortaleceu toda uma cadeia de fabricantes de máquinas e equipamentos. O transporte de combustíveis e as plataformas permitiram recriar a indústria naval. A pesquisa brasileira avançou uma enormidade através das pesquisas em rede com as principais universidades nacionais.
***
Nos últimos anos, a Petrobras foi vítima de três atentados. Do PT, ao permitir e ampliar a permanência de esquemas de financiamento de campanha, destruindo os sistemas internos de controle da empresa. Do governo Dilma, ao conferir responsabilidades inéditas à empresa e, ao mesmo, tirar-lhe o oxigênio com os sub-reajustes tarifários. E, agora, da oposição e da velha mídia, valendo-se do álibi da corrupção para bancar campanhas pouco nítidas para seus patrocinadores.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Monstro das águas turvas
"O povo brasileiro está em momento decisivo de sua história, necessitando com urgência conscientizar-se e mobilizar-se...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sábado, 14 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Paulo Roberto Costa: sua canalhice NÃO PASSARÁ!
Os escândalos em série que a imprensa vem produzindo sobre a Petrobras estão, cada vez menos disfarçadamente, mostrando...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 13 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Acidente na FPSO "Cidade de São Mateus"
Compartilhem as informações que ficaram de lado na maioria das matérias veiculadas. Quaisquer dúvidas, estamos à disposi...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quinta, 12 de fevereiro de 2015
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
CPI Popular em Defesa da Petrobrás
No dia 22 de janeiro de 2015 ocorreu um debate nacional denominado CPI Popular em Defesa da Petrobrás(CPDP),o debate...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Terça, 10 de fevereiro de 2015
“Oscar do petróleo” evidencia parcialidade da mídia contra a Petrobrás
Após ser recentemente premiada pela Sociedade Mundial de Engenheiros de Petróleo (SPE), a Petrobrás foi anunciada, pela...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Segunda, 9 de fevereiro de 2015
“Oscar do petróleo” evidencia parcialidade da mídia contra a Petrobrás
AEPET | Por Rogério Lessa Benemond
A Petrobrás acaba de ganhar, pela terceira vez, o prêmio máximo da indústria do petróleo, que é concedido pela OTC - Off Shore Tecnology Conference (Conferência de Tecnologia no Mar). No entanto, o vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, destaca que a nossa “grande” mídia não deu uma linha sequer sobre esse feito memorável, que ratifica a Petrobrás no topo da tecnologia mundial. “Nenhum jornal ou noticiário falado mencionou o feito. Só se preocupam em denegrir a imagem da Companhia, que é vítima, e não algoz, de uma corrupção execrável”, observa.
Vale lembrar que dias antes a presidente Graça Foster recebeu, em nome dos engenheiros da Companhia, o prêmio Distinguished Award, da Sociedade Mundial de Engenheiros de Petróleo – SPE.
Exaltar os feitos reais da Companhia neste momento atrapalha a campanha insidiosa dessa “grande” mídia orquestrada para denegrir sua imagem e retirá-la da condição de operadora única do pré-sal. Esse fato dificulta a ocorrência dos dois maiores focos de corrupção do petróleo mundial: superdimensionamento dos custos de produção – ressarcidos em petróleo – e a medição fraudulenta da produção. A Petrobrás sendo operadora impede a ocorrência desses desvios.
Em face dos nomes que vinham sendo ventilados para a presidência da Petrobrás, o presidente escolhido acabou sendo o menos pior. Esperamos que saiba escolher sua equipe de forma a compensar sua falta de conhecimento do ramo.
A Petrobrás tem condições excelentes de superar esta conjuntura atual desfavorável, pois possui reservas já descobertas de 74 bilhões de barris (sendo 60 bilhões só no pré-sal), tem o maior portfólio a ser posto em produção e possui um corpo técnico que é um dos melhores do mundo, reconhecida pelas premiações acima citadas.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Vigília no edifício Senado-Edisen sem “Graça”
Amanhã (terça-feira) 10/02/2015, às 12h, ocorrerá uma vigília da Sindipetro-RJ no Edifício Senado Edisen* para...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Segunda, 9 de fevereiro de 2015
Vigília no edifício Senado-Edisen sem “Graça”
APN
Próxima vigília no Edise, terça, 10/2, 12h, participe!
A vigília itinerante do Sindipetro-RJ nas bases do Rio tem novo mote: vamos intensificar a defesa da Petrobrás e dos petroleiros. A pauta continua abrangendo a reivindicação da PLR, da anistia, do pagamento dos níveis aos aposentados e do fim dos leilões, o combate sem tréguas a corrupção e o respeito aos trabalhadores do Comperj. Essa semana a Petrobrás ganhou pela 3ª vez o “Oscar” da indústria do petróleo. A OTC (Offshore Tecnology Conference 2015) considera a Petrobrás a empresa mais eficiente na produção de petróleo e gás no mar. Além disso, durante a operação “Lava a Jato”, os petroleiros aumentaram a capacidade de refino e a produção de óleo. A companhia se tornou a primeira do mundo nessa modalidade e o pré-sal já produz 715 mil barris por dia.
Se os resultados da companhia nos enchem de orgulho em trabalhar nessa empresa, ficamos tristes, pois não recebemos nossa PLR que sempre foi paga em janeiro. E o Congresso Nacional aprovou mais uma CPI da Petrobrás. Vamos ter que aturar denúncias diárias na mídia de bandidos como o ex-diretor Renato Duque, de Paulo Roberto Costa e do ex-gerente Pedro Barusco.
Interessante que apesar de pedidos para instalar CPI’s como do propinoduto do metrô de São Paulo, Sabesp, lista de Furnas, compra de votos para reeleição de FHC, aeroporto de Claudio, privatizações de FHC, parece que só querem “investigar” a Petrobrás. Será por quê? É preciso que a categoria se organize para combater com rigor corruptos e corruptores da nossa Petrobrás, defendendo a companhia e os petroleiros como fizemos na década de 90. Mas a Petrobrás é como o bolo da vovó, quanto mais batem, mais cresce! Precisamos é lutar para ampliar cada vez mais seu caráter público, sua democracia e transparência e seu compromisso com a população brasileira.
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