- Não são só cerca de 80 mil empregos* diretos e 300 mil terceirizados (dados do final de 2014);- Não são só mais de 82...

Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 15 de março de 2015
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

ABIMAQ vê pouco esclarecimento e quer ser ouvida sobre mudança de conteúdo local






ABIMAQ vê pouco esclarecimento e quer ser ouvida sobre mudança de conteúdo local

Portal Petronotícias


HOUSTON - As possíveis alterações na política de conteúdo local foram um dos temas mais comentados em todo o Pavilhão Brasil, durante a atual edição da Offshore Technologies Conference (OTC) 2015. A notícia pegou de surpresa o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Alberto Machado, que também é o coordenador do MBA de Gestão em Petróleo e Gás da Fundação Getúlio Vargas.

Apesar de não ver a flexibilização como uma mudança necessariamente ruim, Machado defendeu que a política de conteúdo local esteja aliada à política industrial, a fim de viabilizar vendas. “O que não pode ser são outros tipos de incentivo sem data marcada. Qualquer incentivo tem que ter prazo de validade, para estimular o prazo seguinte. Por um incentivo em dois anos, você tem que me devolver alguma coisa daqui a dois anos, seja aumento de emprego, de conteúdo local, alguma coisa”, afirmou.

Para Machado, além da visão de si mesma como empresa, a Petrobrás tem de considerar mais seu papel no desenvolvimento do país. “Uma coisa é empresa de petróleo, com atuação na Bolsa de Nova Iorque, que abriu o capital. A Petrobrás está certa, quer produzir, tem que produzir. Mas ela tem que lembrar da visão do País”, disse. De acordo com o diretor da Abimaq, pode faltar esclarecimento sobre o que está realmente acontecendo. Mesmo buscando conversar com a estatal e agência reguladora, Alberto Machado frisou que a alteração dificilmente resolverá muita coisa se feita de maneira fixa. “Se a gente não definir isso integralmente, não adianta. Não adianta mexer no indicador sem mexer no conteúdo. Ninguém acaba com a febre só pondo um termômetro. Fixar o índice do conteúdo é usar o termômetro.“, analisou.


A flexibilização do conteúdo local, depois de muita especulação, foi confirmada aqui em Houston pela Petrobrás, pelo Ministro de Minas e Energia e pela ANP. A Abimaq foi chamada para discutir o assunto? Como vê isso?

Estamos esperando sermos chamados para discutir esse assunto. Temos uns 400 fornecedores que atendem ao segmento de petróleo, com uns 100 que dependem exclusivamente do setor, e ainda tem uma quantidade enorme de fornecedores que vendem para óleo e gás sem que se saiba. Não que seja de propósito, mas, às vezes, a pessoa não percebe com o que um especialista no setor pode contribuir. Por exemplo, tem indústrias extensivas em conteúdo agregado, existem caldeirarias com produtos de altíssimo nível, produtos que requerem mais de 10 anos de especialização para qualquer um. E a gente ainda tem o famoso Custo-Brasil. Além de juros, impostos, infraestrutura, política de valorização trabalhista, ainda há a burocracia, que a cada caso de corrupção aumenta. E em alguns casos existe mesmo a incompetência e falta de visão de que não pode fazer uma obra sem processos de engenharia básica, entre outras coisas. Isso tudo acaba inviabilizando projetos, é o Custo-Brasil. As multas que têm sido anunciadas agora, por exemplo, são da fase de exploração. Então, se a indústria de petróleo não está alcançando o conteúdo local, não é problema da indústria que vende máquinas, mas sim da área de serviços. Equipamento mesmo é muito pouco. A fase indefesa não está sendo aferida. E a gente entra na fase de desenvolvimento da produção.

A Abimaq pretende responder à essa posição com algum movimento?

Estamos tentando conversar com o próprio pessoal da ANP, porque a gente acha, na verdade, que talvez falte esclarecimento do que está acontecendo realmente. Nas apresentações que eu faço, tenho uma figura que mostra que a própria Petrobrás não enxerga a cadeia toda. As empresas hoje que também sobrevivem na área de máquinas e equipamentos são as que vendem também para operação, porque na operação o contato é mais direto. Um exemplo é o subsea. Por que o subsea tem conteúdo local alto? Porque é comprado direto. Mas a Petrobrás não pode comprar direto mais, pelo seu porte, então tem que arrumar um meio intermediário.

A Abimaq se sentiu traída com esse anúncio?

Não, porque não sei o que vai acontecer. Pode até melhorar para a gente. Sensibilizar não quer dizer que vá piorar. Se você contabilizar ou combinar antes os percentuais, onde serão etc, pode melhorar. Conteúdo local para tudo também não existe, cada país tem seus nichos. Se a gente não definir isso integralmente, não adianta. Não adianta mexer no indicador sem mexer no conteúdo. Ninguém acaba com a febre só pondo um termômetro. Fixar o índice do conteúdo é usar o termômetro.

A Petrobrás disse que a mudança se deu por pressão das operadoras. Como o senhor vê isso?

É legítimo. Eles têm um negócio e estão lutando pelo melhor do negócio. Agora, uma coisa são as operadores, outra coisa é a decisão tomada pelo país. Se você olhar com atenção, 45 países representam 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Desses países, só quatro, que representam 3% do PIB mundial, são exportadores de petróleo (e são da OPEP). Do resto, dos outros 10% do PIB mundial, apenas 4% deles têm petróleo. Então, se um país olhar só para a empresa do petróleo e não olhar para o que envolve aquele negócio, cadeias produtivas, empregos gerados, impostos gerados, é uma visão que não atende ao país.




segunda-feira, 11 de maio de 2015

Moraes, da FUP: A Petrobrás como operadora garante desenvolvimento, segurança ambiental e energética


"Flexibilizar a partilha, não garantir a Petrobras como operadora única do pré-sal e abrandar a exigência de conteúdo...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Segunda, 11 de maio de 2015




Moraes, da FUP: A Petrobrás como operadora garante desenvolvimento, segurança ambiental e energética

Viomundo


Moraes, da FUP: Se o Brasil abrir a operação do pré-sal, adeus royalties para Educação e Saúde

Em entrevista no último domingo, 2 de maio, o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB-AM), durante entrevista realizada antes da Offshore Technology Conference, em Houston, nos Estados Unidos, deixou abertas duas portas perigosas. Acenou com mudanças no marco regulatório do pré-sal e abrandamento da norma de conteúdo local, que determina à Petrobras a compra preferencial de equipamentos e serviços de origem nacional.

Verdadeira sinfonia para os ouvidos das grandes petroleiras estrangeiras, como Shell, ExxonMobil, Chevron, BP e Total.

Até agora, Eduardo Braga não desmentiu a entrevista, que saiu em vários veículos da mídia brasileira.

Para João Antônio de Moraes, diretor de relações internacionais da Federação Única dos Petroleiros (FUP), é muito grave a declaração de Braga nos EUA.

“Onde já se viu abordar uma questão estratégica para o Brasil, fora do Brasil, num lugar onde a disputa pelo petróleo é gigantesca?”, critica. “Se já está havendo pressão sobre o Congresso Nacional para flexibilizar a partilha, com essa declaração absurda, a tendência é que a pressão só aumente.”

Nota da FUP (na íntegra, abaixo) publicada nessa quinta-feira 7 lembra: “Só o PSDB já tem três projetos em andamento no Congresso para alterar o modelo de partilha e retirar da estatal o papel de operadora única”.

Têm projetos para abrir o pré-sal às petroleiras internacionais os senadores tucanos José Serra, Aloysio Nunes e o deputado federal Jutahy Júnior. O deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ) também projeto nessa linha.

Moraes adverte: “Flexibilizar a partilha, não garantir a Petrobras como operadora única do pré-sal e abrandar a exigência de conteúdo local, como prega o ministro, significam abrir as portas para o Brasil ser saqueado novamente nos seus recursos naturais por interesses externos como já aconteceu ao longo da história, com o pau-brasil, o ouro, por exemplo”.

Ele enfatiza: “A operação só nas mãos da Petrobras nos garante desenvolvimento, segurança ambiental e segurança energética. Essas três coisas ficariam fragilizadas se empresas estrangeiras entrarem na operação”.

Ele denuncia: “Se o Brasil abrir a operação para as petroleiras estrangeiras, podemos dizer adeus aos royalties do petróleo para Educação e Saúde. No mundo inteiro, a história das petroleiras é uma história de não cumprimento da destinação social das riquezas”.

Segue a íntegra da nossa entrevista.

Viomundo — O que achou da declaração do ministro Eduardo Braga nos EUA?

João Moraes – Muito grave. Onde já se viu abordar uma questão estratégica para o Brasil, fora do Brasil, num país onde a disputa pelo petróleo é gigantesca? Se já está havendo pressão sobre o Congresso Nacional para flexibilizar a partilha, com essa declaração absurda, a tendência é que a pressão só aumente. Lembre-se de que há no Congresso vários projetos de tucanos que visam justamente flexibilizar o modelo de partilha no pré-sal.

Viomundo – O que acontece se o Brasil alterar o modelo?

João Moraes — Flexibilizar a partilha, não garantir a Petrobras como operadora única do pré-sal e abrandar a exigência de conteúdo local significam abrir as portas do Brasil para que seja saqueado novamente nos seus recursos naturais por interesses externos, como já foi ao longo da história, com o pau-brasil, o ouro, por exemplo.

Definitivamente, se o povo brasileiro não garantir esses três sustentáculos do modelo brasileiro, o ciclo econômico do petróleo vai repetir o que já aconteceu em outros ciclos econômicos. Vai embora o recurso natural, não fica o desenvolvimento aqui. Então, nós temos de realmente nos mobilizar para impedir que iniciativas para alterar o modelo de partilha  tenham sucesso.

Viomundo –  Em que setor do pré-sal as petroleiras internacionais podem atuar?

João Moraes – O modelo de partilha permite que elas invistam junto com a Petrobras. Foi o que aconteceu no campo de Libra, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. Em Libra, a Petrobras ficou com 40% dos investimentos,  os europeus (Total e Elf), também com 40%, e os chineses com 20%.

Na verdade, o modelo de partilha só não permite atuar na operação. A declaração do ministro toca justamente nesse ponto. A declaração dele e os projetos dos tucanos no Congresso Nacional vão todos no mesmo sentido: o de abrir a operação do pré-sal para as petroleiras estrangeiras. Em resumo, é isso que eles e elas querem.

Viomundo – Qual o mérito da partilha?

João Moraes – As empresas estrangeiras podem investir junto com a Petrobras, mas quem vai operar é a Petrobras.

Viomundo — O que significa operar?

João Moraes – É a Petrobras que vai pegar esses investimentos, comprar os equipamentos, desenvolver os projetos e o mais importante –  depois vai controlar a produção de petróleo. A Petrobras é que vai dizer se vai vai produzir 100 mil, 200 mil, 300 mil barris.

Viomundo — Com isso o que o Brasil tem a lucrar?

João Moraes – Primeiro, a garantia do conteúdo local, porque as empresas estrangerias não estão cumprindo o conteúdo local nas áreas em que atuam.

Viomundo – Não estão cumprindo?!

João Moraes – Não. Elas encontram um monte de subterfúgios para não comprar aqui.  A Shell, por exemplo, é a segunda produtora no Brasil. Ela tem ativos importantes nas áreas já licitadas do pré-sal. Mas a Shell não tem nenhuma plataforma encomendada aos estaleiros brasileiros.

Se flexibilizar o pré-sal vai acontecer o que já acontece com áreas licitadas antes da lei da partilha.As petroleiras estrangeiras não cumprem o conteúdo local. Não cumprindo o conteúdo local, elas não geram emprego aqui, não geram renda aqui, não geram desenvolvimento aqui. Essa é uma etapa importante do ponto de vista do desenvolvimento.

Viomundo – O que Brasil tem a ganhar mais com o modelo de partilha?

João Moraes — Soberania energética e meio ambiente. Por que aconteceu aquele acidente importante da Chevron, no Campo de Frade, em 2012? Por que a Chevron avançou na produção além do que podia e dos equipamentos que detinha. Isso causou uma fratura no subsolo do oceano, provocando dano ambiental muito grande.

Viomundo – Mas a Petrobras não está livre de produzir danos ambientais.

João Moraes – Não está. Nenhuma petroleira está livre disso. Mas os mecanismos de pressão do povo brasileiro sobre a Petrobras são muito maiores do que sobre as petroleiras estrangeiras.  Então, a Petrobras como operadora única nos dá uma garantia ambiental muito maior do que as estrangeiras.

Viomundo – O que mais o Brasil tem a lucrar mais com a partilha?

João Moraes – Impedir a produção predatória. Qual é o grande dilema que a Argentina vive hoje em dia? A Argentina privatizou a YPF. A  maior empresa que assumiu foi a Repsol espanhola. A Repsol começou a ter produção predatória , não investiu em desenvolvimento de novas reservas nem em novas tecnologias.  Resultado: hoje  a Argentina é dependente da  importação de petróleo e gás.

Viomundo — Por quê?

João Moraes — Justamente porque não era uma empresa estatal nacional que detinha a operação. Então esse é outro aspecto muito negativo dos projetos dos tucanos que estão no Congresso e buscam garantir a entrada de estrangeiras na operação.

A operação só nas mãos da Petrobras nos garante desenvolvimento, segurança ambiental e segurança energética. Essas três coisas ficariam fragilizadas se empresas estrangeiras entrarem na operação.

Viomundo – Pela lei da partilha foi criado um fundo social – o Fundo Social Soberano – que prevê a destinação dos royalties para Educação e Saúde. As petroleiras estrangeiras fariam isso?

João Moraes – De jeito nenhum. A história das petroleiras no mundo é uma história de não cumprimento da destinação social das riquezas. Então, essa batalha importante que tivemos para garantir os royalties para Educação e Saúde vai  para o espaço se a operação do pré-sal for aberta para as empresas estrangeiras. Portanto, é muito ruim se acontecer isso que o ministro Eduardo Braga disse.

Viomundo – Nos últimos meses, estamos assistindo ao acirramento na disputa do petróleo brasileiro. Teria a ver com as denúncias da Lava Jato?

João Moraes – Tudo isso é fruto da campanha de desmoralização da Petrobras desenvolvida pela grande imprensa nos últimos meses. Não tem a ver com corrupção. É uma campanha antinacional. É uma campanha antipatriótica como se as nossas grandes redes de comunicação fossem de outros países e estivessem fazendo aqui uma campanha de interesse delas.

Portanto, é um absurdo sem tamanho, nessa conjuntura, um ministro de Estado ir lá fora e dar uma declaração tenebrosa como a que deu.

Mesmo que o governo tivesse a intenção, o ministro não poderia fazer essa declaração. Porque ao fazê-lo, se um dia isso vier acontecer, a Petrobras vai estar com o preço rebaixado.

Olhando pela lógica do capital, mesmo que fosse uma decisão de governo fazer isso – o que eu não acredito que seja –, ele não poderia declarar isso no exterior. Realmente um despreparo, um absurdo.  É um negócio descabido.

Viomundo – A FUP pretende fazer algo em relação a isso?

João Moraes — A direção da FUP está reunida, aqui, em Curitiba, nesta quinta e sexta em Curitiba, onde vamos discutir o assunto. Nós trouxemos a nossa reunião mensal para cá como forma de darmos a nossa solidariedade. Na quarta-feira, inclusive, participamos de atos de solidariedade aos professores.

Mas, desde já, a sociedade tem de estar ciente. Se houver flexibilização no modelo de partilha do pré-sal, o povo brasileiro pode dizer adeus ao Fundo Social e ao uso dos seus recursos para a Educação e Saúde.

*

Nota da FUP publicada nesta quinta-feira 7, no boletim da entidade

Tirem as mãos do que é nosso!

Em vez de fortalecer a Petrobrás, ministro de Minas e Energia quer flexibilizar partilha

Enquanto a Petrobrás recebia o prêmio OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, o maior reconhecimento de uma operadora offshore por tecnologias desenvolvidas e desafios vencidos, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, pregava publicamente a redução da participação da estatal na exploração do pré-sal.

Em entrevista coletiva aos jornalistas que cobriam o evento em Houston (EUA), o ministro do PMDB não mediu palavras e anunciou que o Congresso (onde seu partido comanda a Câmara e o Senado) está aberto a alterar o modelo de partilha.

“O que se discute é a obrigatoriedade da operação. Defendo que a Petrobrás tenha direito à recusa”, declarou, alegando que a empresa não tem condições hoje de “alavancar os investimentos que a economia brasileira necessita”.

Na mesma linha foi a diretora geral da ANP, Magda Chambriard, que também participou da feira de petróleo em Houston e defendeu “uma flexibilização muito bem calibrada” da lei do pré-sal, com vistas aos leilões futuros.

Declarações deste tipo reforçam e alimentam os ataques da oposição contra a Petrobrás. Só o PSDB já tem três projetos em andamento no Congresso para alterar o modelo de partilha e retirar da estatal o papel de operadora única.

A defesa intransigente da soberania é um compromisso que deve ser honrado por um governo eleito pelos trabalhadores. A hora é de fortalecer a Petrobrás para que siga avançando na exploração do pré-sal, cuja riqueza deve ser servir ao povo brasileiro e não às multinacionais.




quinta-feira, 7 de maio de 2015

Custo de extração no pré-sal é de US$ 9 o barril


"Fica cada vez mais fácil entender a intenção daqueles que desdenham da Petrobrás ou procuram alterar as regras que...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quinta, 7 de maio de 2015




Custo de extração no pré-sal é de US$ 9 o barril

AEPET | Por Rogério Lessa Benemond


Fica cada vez mais fácil entender a intenção daqueles que desdenham da Petrobrás ou procuram alterar as regras que garantem à Companhia a posição de operadora única e participação de 30% em todos os empreendimentos no pré-sal. De acordo com a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, o custo de extração de petróleo na camada pré-sal não para de cair e atingiu o patamar de US$ 9 o barril - abaixo da média da estatal, de US$ 14,6 por barril, e da média das empresas do setor, de US$ 15 por barril.

A executiva, que apresentou um panorama do pré-sal no almoço-palestra “Pre-Salt: What Has Been Done So Far and What is Coming Ahead” (“Pré-sal: o que já foi feito e o que vem pela frente”), nesta terça-feira (5/5), na Offshore Technology Conference 2015, em Houston (EUA), disse que a produtividade do pré-sal excedeu as expectativas e o custo de produção tende a cair ainda mais no futuro próximo. “Atualmente, a média de produção no pré-sal da bacia de Santos ultrapassa 25 mil barris de petróleo por dia (bpd). Cinco poços produzem, cada um, mais de 30 mil barris por dia. E os campos de Sapinhoá e Lula possuem poços em que a média de produção pode atingir 40 mil barris por dia”, informou.

Dez tecnologias pioneiras

Ainda na sessão sobre pré-sal, foram detalhadas as 10 soluções tecnológicas, decisivas para o sucesso da implementação dos projetos do pré-sal, e que levaram a Petrobras a ser premiada com a OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations, and Institutions, reconhecimento mais importante que uma empresa de petróleo pode receber como operadora offshore:

1 – Primeira boia de sustentação de risers (BSR) – Boia que sustenta as tubulações que conduzem o petróleo ou o gás do poço no fundo do mar até a plataforma, aliviando a carga sobre esta. Permite a instalação dos risers antes mesmo da chegada da plataforma de produção.

2 – Primeiro riser rígido desacoplado em catenária livre - steel catenary riser (SCR) - Tubulação rígida que leva o petróleo ou gás do poço às plataformas de produção.

3 – Mais profundo steel lazy wave riser (SLWR), a 2.140m (a ser instalado no primeiro trimestre de 2015) - Outro tipo especial de tubulação por onde passa a produção de petróleo e gás dos poços até a plataforma, também instalada em águas mais profundas.

4 – Mais profundo riser flexível, a 2.140m - Tubulação que transfere o petróleo ou gás dos poços no fundo do mar para as plataformas de produção. Esta é a tubulação flexível em maior profundidade de água já instalada.

5 – Primeira aplicação de risers flexíveis com monitoramento integrado – Sistema que monitora em tempo real, pela primeira vez na indústria e através de fibras ópticas, a integridade da tubulação flexível que transfere óleo e gás do poço até a plataforma.

6 – Maior profundidade de água (2.103m) onde foi perfurado poço utilizando a técnica de pressurized mud cap drilling (PMCD) em sonda de posicionamento dinâmico - Poço em águas mais profundas já perfurado com a utilização desta técnica que é mandatória em cenários de perda severa de circulação durante sua construção.

7 – Primeiro uso intensivo de completação inteligente em águas ultraprofundas - Esta tecnologia permite a otimização do gerenciamento dos reservatórios, garantindo a seletividade de dois ou mais horizontes produtores atravessados pelo poço.

8 – Primeira separação de CO2 associado ao gás natural em águas ultraprofundas - 2.200 m - com injeção de CO2 em reservatórios de produção - Esta tecnologia permite separar o CO2 do petróleo e do gás natural, reinjetando-o nos reservatórios através de poços especiais, chamados poços de injeção, visando aumentar a produtividade dos poços.

9 – Mais profundo poço de injeção de gás com CO2 - 2.200m de lâmina d'água - Com esse poço a Petrobras bateu o recorde de profundidade de poço para injeção de CO2, visando evitar a emissão de CO2 e elevar a produção de petróleo e gás natural.

10 – Primeiro uso do método alternado de injeção de água e gás em águas ultraprofundas - 2.200m - A injeção de água e gás é utilizada para aumentar a produtividade dos reservatórios de petróleo e gás, mantendo-os pressurizados.