- Não são só cerca de 80 mil empregos* diretos e 300 mil terceirizados (dados do final de 2014);- Não são só mais de 82...

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quinta-feira, 14 de maio de 2015

20 anos de resistência

"Os petroleiros tiveram que enfrentar até mesmo o Exército, que, a mando dos tucanos, invadiu várias refinarias da...

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sábado, 9 de maio de 2015

Sete mil trezentos e cinco dias de resistência: A greve dos petroleiros de 1995






Sete mil trezentos e cinco dias de resistência: A greve dos petroleiros de 1995

Brasil Debate | Por Beatriz Gomes e Juliane Furno


O ano de 2015 marca exatamente duas décadas de um dos principais momentos de luta e resistência do movimento sindical brasileiro. Especificamente no dia 3 de maio de 1995 é deflagrada uma greve geral, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que contou com a participação de importantes categorias do movimento operário brasileiro.

Os petroleiros vinham de um intenso processo de greves, paralisações e debates a respeito da proposta de reajuste sistematizada pela Federação Unificada dos Petroleiros (FUP). Além da justeza da pauta econômica de reivindicações, dois outros importantes elementos alimentaram o sentimento de revolta por parte dos petroleiros.

O primeiro foi o sentimento de traição, em função de Fernando Henrique Cardoso – recém-eleito presidente da República – ter se negado a cumprir o acordo firmado entre o ex-presidente Itamar Franco e a FUP. E o segundo elemento, que aguçou a luta dos petroleiros, foi compreender que a política econômica de desenvolvimento nacional proposta por FHC, em conformidade com a perspectiva neoliberal, ia à contramão das conquistas dos trabalhadores e do povo brasileiro na década de 1980.

Essa foi uma greve paradigmática, uma vez que o ideário neoliberal tem como estratégia formar um senso comum antiestatismo. Dessa forma, utilizam os sindicatos, no caso, os petroleiros, como artifício de controle do descontentamento da sociedade frente às políticas salariais e diminuição dos gastos sociais: tenta-se convencer a opinião pública de que os trabalhadores sindicalizados são exageradamente protegidos.

Os 32 dias dessa greve que abalou o final do século 20 foram uma verdadeira queda de braço entre a impossibilidade do neoliberalismo de atender às reivindicações sindicais e a impossibilidade de os petroleiros aceitarem o descumprimento de um acordo firmado anteriormente e ceder à ofensiva neoliberal.

Famosa foi a frase proferida por Fernando Henrique Cardoso, que disse que “quebraria a espinha dorsal do movimento sindical”. Essa sinalização do ex-presidente reflete a construção política de um projeto neoliberal de desenvolvimento, que tinha como objetivo central desconstruir as organizações das classes trabalhadoras, consolidadas e em ascensão desde o fim da ditadura militar.

Para isso, a mídia e a justiça mostraram que estão a serviço da ordem, do conservadorismo e da desmoralização e criminalização dos movimentos sociais. No dia 10 de maio, ao final do Jornal Nacional da Rede Globo, é anunciada uma lista de 25 demitidos do sistema Petrobrás, entre eles Antonio Carlos Spis, coordenador nacional da FUP.

O governo se manteve firme e intransigente na tentativa de negociação. A única ação do governo com relação à greve parece ter sido dar ordem para o exército ocupar as refinarias. Isso em um contexto de renascença da democracia brasileira, ou seja, uma afronta à transição democrática e à negociação política.

Findadas as tentativas de negociação e desgastados pelo cerco midiático e judicial, os petroleiros definiram pelo fim da greve, porém pela permanência da situação de mobilização e alerta. Embora os ganhos econômicos e as pautas reivindicativas não tenham sido conquistados, a “grande greve de 1995” teve significativos ganhos políticos e sociais.

Em 32 dias, os petroleiros deram uma verdadeira aula de solidariedade de classe, de resistência, de organização social e principalmente de esperança com o aprendizado de que é só com o povo organizado que se conquista vitórias.

Após 20 anos, as lições e desafios permanecem vivos para os brasileiros. A Operação Lava Jato ilustra como a mídia e seus ataques continuam e a necessidade de ainda lutar pelo caráter estatal da Petrobrás. A Câmara dos Deputados aprovou a PL 4330, que significa um grande retrocesso na luta dos trabalhadores. Maio de 2015 e ainda se faz necessário lutar – com o espírito dos petroleiros de 1995 – para não cairmos nas armadilhas conservadoras e, pior, retrocedermos anos de resistência.

No Brasil, tendo a greve dos petroleiros de 1995 como primeiro grande embate dos trabalhadores à ofensiva neoliberal, são sete mil trezentos e cinco dias de resistência. Seguimos firmes!

Beatriz Gomes é graduada em Ciências Econômicas pela UEM e mestranda em Desenvolvimento Econômico na Unicamp.
Juliane Furno é graduada em ciências sociais pela UFRGS, mestranda em desenvolvimento econômico na Unicamp e militante do plebiscito constituinte do comitê Unicamp.




terça-feira, 24 de março de 2015

"Ô, Congresso, não volte atrás, eu vou pra rua defender a Petrobrás"





terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Trabalhadores do Comperj fazem protesto e fortalecem vigília no Edise


Próxima vigília petroleira acontecerá no Edifício Ventura - Edven, NESSA SEXTA, 13/2, às 12hAv República do Chile,...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Terça, 10 de fevereiro de 2015




Trabalhadores do Comperj fazem protesto e fortalecem vigília no Edise

APN


Próxima vigília petroleira acontecerá no Edifício Ventura - Edven, nessa sexta, 13/2, 12h


Os petroleiros nessa terça (10), junto com os trabalhadores do Comperj, realizaram a vigília no Edise. Um grupo de trabalhadores do Comperj que estão sem salário desde dezembro, fecharam a ponte Rio-Niteroi pela manhã e marcharam para o Edise. A Petrobrás é co-responsável por esses contratos e poderia através do Fundo Garantidor criado para esse fim no último ACT resolver o drama desses trabalhadores. Enquanto isso não acontecer os trabalhadores estarão fechando ponte e protestando na porta do Edise.

Os petroleiros também estão com seu direito legal a PLR violado, os aposentados sem os níveis de 2004/2005/2006; e a anistia não anda na Petrobrás. Ainda exigimos o fim da corrupção na Petrobrás com a prisão de todos corruptos e corruptores e o confisco dos bens desses bandidos.

Em tempo: estamos promovendo a “Praga da Casa” o Inspetor de Segurança Patrimonial, Moura da Petrobrás, lotado no Cenpes. Esse senhor impediu no último dia 3 de fevereiro a colocação de faixa no Cenpes que continuam as palavras “canalha” e “Rede Globo”. Foi dito a esse inspetor que ele iria para a “Praga da Casa” se impedisse o sindicato de colocar seus materiais, os mesmo que foram afixados em outras unidades da companhia sem nenhum problema. O Sindipetro-RJ ficará de olho nos executores da censura dos tempos de hoje, que atacam contra a liberdade de expressão e de mobilização do movimento sindical.








segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Vigília no edifício Senado-Edisen sem “Graça”


Amanhã (terça-feira) 10/02/2015, às 12h, ocorrerá uma vigília da Sindipetro-RJ no Edifício Senado Edisen* para...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Segunda, 9 de fevereiro de 2015




Vigília no edifício Senado-Edisen sem “Graça”

APN


Próxima vigília no Edise, terça, 10/2, 12h, participe!




A vigília itinerante do Sindipetro-RJ nas bases do Rio tem novo mote: vamos intensificar a defesa da Petrobrás e dos petroleiros. A pauta continua abrangendo a reivindicação da PLR, da anistia, do pagamento dos níveis aos aposentados e do fim dos leilões, o combate sem tréguas a corrupção e o respeito aos trabalhadores do Comperj. Essa semana a Petrobrás ganhou pela 3ª vez o “Oscar” da indústria do petróleo. A OTC (Offshore Tecnology Conference 2015) considera a Petrobrás a empresa mais eficiente na produção de petróleo e gás no mar. Além disso, durante a operação “Lava a Jato”, os petroleiros aumentaram a capacidade de refino e a produção de óleo. A companhia se tornou a primeira do mundo nessa modalidade e o pré-sal já produz 715 mil barris por dia.

Se os resultados da companhia nos enchem de orgulho em trabalhar nessa empresa, ficamos tristes, pois não recebemos nossa PLR que sempre foi paga em janeiro. E o Congresso Nacional aprovou mais uma CPI da Petrobrás. Vamos ter que aturar denúncias diárias na mídia de bandidos como o ex-diretor Renato Duque, de Paulo Roberto Costa e do ex-gerente Pedro Barusco.

Interessante que apesar de pedidos para instalar CPI’s como do propinoduto do metrô de São Paulo, Sabesp, lista de Furnas, compra de votos para reeleição de FHC, aeroporto de Claudio, privatizações de FHC, parece que só querem “investigar” a Petrobrás. Será por quê? É preciso que a categoria se organize para combater com rigor corruptos e corruptores da nossa Petrobrás, defendendo a companhia e os petroleiros como fizemos na década de 90. Mas a Petrobrás é como o bolo da vovó, quanto mais batem, mais cresce! Precisamos é lutar para ampliar cada vez mais seu caráter público, sua democracia e transparência e seu compromisso com a população brasileira.