- Não são só cerca de 80 mil empregos* diretos e 300 mil terceirizados (dados do final de 2014);- Não são só mais de 82...

Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 15 de março de 2015
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terça-feira, 12 de maio de 2015

Petrobrás responde por metade dos bens de capital comprados no País


"Petrobrás responde por metade dos bens de capital comprados no País.A informação é do presidente da Associação...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Terça, 12 de maio de 2015




Petrobrás responde por metade dos bens de capital comprados no País

AEPET


A informação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, e dá a dimensão (negativa) das consequências da retração dos investimentos na Petrobrás para a indústria nacional, afinal, o segmento de bens de capital é de importância estratégica para um país que pretende ser soberano e economicamente independente.

Nossa indústria, que já vive uma das maiores crises de sua história, na opinião do economista e professor da USP Julio Gomes de Almeida, encontra-se "sem limites para a queda".


Sem limites para a queda

Por Julio Gomes de Almeida

"O Brasil ficou ausente das cadeias globais de produção, nutrindo-se da ilusão das commodities, o que concorreu para valorizar sua moeda e jogar a indústria em um atraso ainda maior"

Rapidamente, a indústria brasileira passou de uma situação em que proliferavam instrumentos que lhe moldavam o ciclo econômico para uma situação em que praticamente não existem mecanismos anticíclicos e, ao contrário, apresentam-se fatores novos que tornam praticamente inesgotável a desorganização do setor nesta entrada de 2015. Segundo os últimos resultados da pesquisa industrial do IBGE, a queda da produção no período janeiro-março deste ano chegou a 5,9%, um índice que só encontra paralelo em 2009 sob os efeitos da crise global.

Como se sabe, a crise industrial brasileira vem de longa data, pelo menos desde a crise da dívida externa que atravessou os anos 1980 e não foi resolvida com a estabilização da economia, e nem com os benefícios de um contexto de comércio exterior favorável às commodities durante os anos 1990 e 2000. Neste percurso, o mundo em desenvolvimento inseriu-se de forma vantajosa nas cadeias globais de produção e promoveu políticas ativas de crédito, de incentivos e de inovação para constituir amplos setores “novos” que viriam a brilhar em seus processos de industrialização, a exemplo do complexo eletroeletrônico. O Brasil ficou ausente desse quadro, nutrindo-se da ilusão das commodities, o que concorreu para valorizar sua moeda e jogar a indústria em um atraso ainda maior.

No período mais recente, o impasse industrial brasileiro ganharia uma etapa nova. Latente desde muito antes pela longa valorização da moeda e pelos conhecidos problemas de nossa estrutura tributária, de nosso padrão de financiamento e de nossa infraestrutura, este impasse se apresentaria de forma dramática quando da crise mundial de 2008. Esta restringiu mercados de bens industriais, sobretudo nos países desenvolvidos, e levou a uma concorrência muito maior por mercados mais dinâmicos, dentre os quais o mercado brasileiro, cuja produção, no entanto, perdera competitividade.

Foi nesse contexto que a política econômica municiou-se de diversos expedientes através dos quais procurou minimizar os efeitos da crise global sobre a indústria, inicialmente com sucesso pleno, mas, crescentemente, com êxito apenas parcial e cadente. Sem que o crescimento global voltasse ao nível pré-crise e sem qualquer iniciativa interna importante para restaurar a competitividade perdida por décadas, o desgaste da política industrial revelou-se inevitável.

Entre 2011 e 2012 já era claro que o dinamismo industrial anterior à crise de 2008 se esgotara pela integral absorção dos incentivos públicos pelas importações. Nesses anos, a produção industrial praticamente não cresceu, como em 2011, ou registrou queda, ainda que modesta, em 2012 (-2,3%). No ano seguinte voltaria a crescer (2,2%), turbinada por redobrados incentivos, mas o processo não se sustentou em 2014, quando a produção cai 3,2%, decretando o término dos efeitos positivos dos incentivos da política industrial.

O ano de 2015 inaugura um momento em que não apenas os incentivos já não funcionam, como novos fatores de declínio industrial vieram a se somar aos pré-existentes: as expectativas empresariais pioram ainda mais diante da recessão e da perspectiva de ajuste da economia, os investimentos públicos cedem fortemente como condição também do ajuste, o crédito para financiamentos longos é restringido e a demanda de bens duráveis colapsa pela conjugação do pessimismo das famílias, que temem o desemprego, com a reticência dos bancos em fornecer novos créditos para a compra de duráveis.

Sem limites para cair, os segmentos mais sensíveis da indústria — vale dizer, bens de capital e bens de consumo duráveis, os dois setores que mais prontamente respondem às expectativas futuras e ao crédito — regridem sua produção em respectivamente 18% e 16% no primeiro trimestre do corrente ano. Correndo por fora, mas crescentemente influenciado adversamente pela queda da ocupação e do rendimento real da população, o setor de bens não-duráveis acusa declínio correspondente à média da indústria. Neste contexto, apenas o segmento de bens intermediários, por enquanto, amortece a intensa regressão da indústria brasileira, com queda de 2,8%.




sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sem conteúdo local Brasil volta a ser colônia


Isto é MUITO importante
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 8 de maio de 2015




Sem conteúdo local Brasil volta a ser colônia

AEPET | Por Rogério Lessa Benemond


A perspectiva de “flexibilização” das regras de exploração do pré-sal, que ameaça diretamente a política de conteúdo local, está no centro das preocupações dos industriais do estratégico segmento de bens de capital. A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) saiu em defesa dos fornecedores brasileiros, criticando o aceno dado pelo ministro Eduardo Braga, de Minas e Energia, favorável aos interesses estrangeiros. “Se o governo abandonar a política de conteúdo local estará condenando o país ao papel de mero exportador de commodities e de gerador de riquezas em outros países, como acontece com Venezuela ou Nigéria”, afirmou o presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, ao jornal Brasil Econômico.

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Indústria (Iedi) também manifestou preocupação com o desempenho da indústria, há anos mergulhada numa crise estrutural de graves proporções.  No primeiro trimestre de 2015, o setor registrou seu segundo pior resultado negativo desde 2003, quando o IBGE iniciou a medição da produção pela atual metodologia. O pior resultado foi registrado em 2009, no auge da crise financeira global. “O ajuste da economia brasileira está levando a indústria para uma situação desastrosa”, resume o instituto paulista em seu último informativo.

A crise da indústria vem andando a passos largos e se agravou com relação a 2014. No primeiro trimestre deste ano, a produção industrial caiu mais do que nos dois últimos trimestres do ano passado (–3,5%, –4,1% e –5,9%, respectivamente, no terceiro e quarto trimestres de 2014 e primeiro trimestre deste ano). “Por serem mais dependentes de expectativas sobre o futuro e por dependerem mais de financiamentos – hoje, uma mercadoria rara e cara –, os setores de bens de capital (–18,0%) e de bens duráveis (–15,8%) são aqueles cuja produção recuou mais fortemente nos primeiros três meses deste ano”, comenta o Iedi, ressalvando que a crise é generalizada e afeta também os setores de bens intermediários (–2,8%) e de bens semi e não duráveis (–5,9%).

“Se os números do primeiro trimestre apontam para um primeiro semestre muito ruim para a indústria nacional, o cenário que vai se configurando é de que dificilmente este quadro será revertido nos seis últimos meses de 2015”, conclui o Iedi.




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"Mercado" mostra a cara e desfaçatez


Você pode falar muita coisa dos especuladores. Mas não poderá acusá-los de falta de sinceridade. Vejam o que o...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quarta, 11 de fevereiro de 2015




"Mercado" mostra a cara e desfaçatez

AEPET


O mercado, palavra tão em moda nos últimos tempos, caracteriza-se por ser uma entidade sem rosto. Poderoso, ardiloso, manipulador, mas amorfo. Hoje, entretanto, o tal mercado deu as caras e, com desfaçatez zombou da Petrobrás e daqueles que investiram suas poupanças em ações da companhia. Trata-se de Mark Mobius, megainvestidor, responsável por mercados emergentes da gestora Franklin Templeton, dos EUA. Em entrevista ao jornal Brasil Econômico, sugeriu que se a nota de classificação da Petrobrás for rebaixada para “junk” (grau especulativo) seria uma grande oportunidade.

“Os preços, que já estão muito baixos, sofreriam um “crash”. Espero que isto aconteça.”, afirmou.

Também aproveitou para desaprovar a escolha de Aldemir Bendine para a presidência da Petrobrás, por ser oriundo de um banco público. Porém, terminou a entrevista entregando o motivo de que porque ainda investe em papéis da companhia:

“A empresa não vai acabar. Apesar dos desafios, vejo a Petrobrás saindo da crise, no futuro, com uma melhor governança”, sentenciou o representante do tal mercado.