- Não são só cerca de 80 mil empregos* diretos e 300 mil terceirizados (dados do final de 2014);- Não são só mais de 82...

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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Maria Augusta Tibiriçá Miranda, PRESENTE!






domingo, 8 de março de 2015

"A maior página já escrita pelo povo brasileiro"

Neste 8 de março, um dos grandes nomes da "Campanha do Petróleo" (lema: "O Petróleo é Nosso"): Maria Augusta Tibiriçá...

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Nem corrupção, nem entreguismo!


Transmitido ao vivo pela internet (mais de 10 mil computadores acessaram o link), o ato na ABI no último dia 24 marcou...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 27 de fevereiro de 2015




Nem corrupção, nem entreguismo!

FUP


Transmitido ao vivo pela internet (mais de 10 mil computadores acessaram o link), o  ato na ABI no último dia 24 marcou o lançamento do manifesto "Defender a Petrobrás é defender o Brasil", que foi lido pelo petroleiro Deyvid Bacelar, representante eleito pelos trabalhadores para o Conselho de Administração da empresa. O ato foi o primeiro de muitos outros que serão realizados nas próximas semanas como parte de uma ampla campanha nacional em defesa  da Petrobrás. "No dia 13 de março, a CUT estará nas ruas, defendendo a Petrobrás e a agenda da classe trabalhadora", anunciou o presidente da CUT, Vagner Freitas, se referindo a uma grande manifestação que acontecerá em São Paulo, no vão livre do Masp, a partir das 15h.

Ele ressaltou que a luta em curso é de "enfrentamento de classe". "Não pensem que essa campanha sórdida que fazem para vender a Petrobrás a preço de banana pro capital internacional é um ato isolado", alertou o sindicalista, ressaltando que "a bandeira contra a corrupção é dos movimentos sociais e não desta direita entreguista que quis mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax". "Se querem combater a corrupção, vamos fazer a reforma política e acabar com o financiamento empresarial de campanha já", frisou Vagner.

O escritor Eric Nepomuceno destacou que a Petrobrás é muito maior do que todos os ataques que tem sofrido. "É dever de que cada um de nós saia daqui com a noção clara do que está em risco. Precisamos estar atentos", alertou. O físico Luiz Pinguelli Rosa foi enfático: "A imprensa já passou o recibo de que está numa campanha contra a Petrobrás. Punam-se os culpados, mas deixem a Petrobrás em paz".

João Pedro Stédile destacou que "o que está em jogo não é a corrupção, é o pré-sal", lembrando que o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) já apresentou um projeto no Congresso para acabar com a lei de partilha. "Só temos uma forma de ganhar essa luta e é nas ruas", declarou o líder do MST, mandando um recado aos petroleiros: "Nós marcharemos com vocês para o que der e vier".

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, conclamou os trabalhadores da Petrobrás a voltarem a ter orgulho de serem petroleiros. "Nós não temos que ter vergonha de trabalhar em uma empresa que investe em nosso país mais de R$ 300 milhões por dia, gera milhares de empregos e representa 13% do PIB nacional", ressaltou, lembrando ainda que "nenhuma empresa de petróleo investe tanto em pesquisa e em tecnologia, quanto a Petrobrás". "Foi isso que tornou capaz a descoberta e a exploração do pré-sal", reiterou Zé Maria.

Ele alertou para o risco de retrocesso nestas conquistas. "O que querem fazer no nosso país é voltar a Petrobrás de 2002 e isso nós não vamos aceitar porque a Petrobrás é de cada cidadão e cidadã brasileiros. E a nossa Petrobrás não é a do Paulo Roberto Costa, não é a Petrobrás do Barusco, não é a Petrobrás destes predadores internos e externos" ressaltou, chamando todos para se somarem à campanha em defesa da estatal. "Nós construímos essa empresa nas ruas, nós mudamos o rumo dela nas ruas e é nas ruas que defenderemos a Petrobrás, custe o que custar".




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

“O alvo é quebrar a engenharia, um dos ramos do conhecimento que mais cria postos de trabalho em todas as áreas”


Hildegard Angel, sim, sempre presente nas pautas de soberania. Assim como dois membros da administração da página - que...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quarta, 25 de fevereiro de 2015




“O alvo é quebrar a engenharia, um dos ramos do conhecimento que mais cria postos de trabalho em todas as áreas”

Coluna da Hilde | Por Hildegard Angel


Hoje, na ABI, Associação Brasileira de Imprensa, haverá um ato em defesa da Petrobras, com o objetivo de resgatar a imagem da empresa, alvo de uma campanha de desmoralização prejudicial à nossa economia, com reflexos sobre o setor de óleo e gás, responsável por geração de empregos em todo o país.

A campanha já prejudicou a empresa e o próprio Brasil em escala muito maior do que os desvios que vem sendo investigados. O que já estamos observando nessa greve dos caminhoneiros, cujos efeitos desastrosos são noticiados.

“Defender a Petrobras é defender o Brasil” é o slogan do ato de hoje, que tem confirmadas as presenças dos escritores Eric Nepumoceno e Fernando Moraes, do cineasta Luiz Carlos Barreto, da filósofa Marilena Chauí e do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, além de lideranças sindicais, estudantis e dos movimentos sociais.


Transcrevo aqui abaixo o obrigatório artigo do professor da Uerj, Weber Figueiredo da Silva, postado no blog Conversa Afiada

Prezado colega Joaquim Barbosa.

(via Lista de discussão UERJXXI)

Você cobrou a exoneração do Ministro da Justiça por ter recebido advogados das construtoras, alegando no seu Twitter: “Reflita: vc. defende alguém num processo judicial. Ao invés de usar argumentos/métodos jurídicos perante o juiz, vc. vai recorrer à Política?

Permita-me ponderar, caro colega da UERJ, a Política com P maiúsculo, conforme você bem escreveu, é a mais nobre das atividades humanas, pois é a partir dela que se constrói uma sociedade rumo ao eldorado ou rumo ao abismo.

É conveniente deixar claro que todos nós queremos a punição de corruptos, o fim da corrupção e a repatriação dos bilhões evadidos. No entanto, esse problema da Petrobras & construtoras está indo muito além disso. Já extrapolou as decisões (aplaudidas) de um único juiz e passou a ser uma questão de Estado.

Explico: (1) Países ricos são aqueles que têm autonomia tecnológica, isto é, dominam o conhecimento que transforma a natureza em riqueza, desde os projetos de engenharia até o produto final. (2) Dentre as grandes empresas sediadas no Brasil, praticamente apenas a Petrobras & construtoras têm autonomia tecnológica. As outras grandes empresas, por serem mundiais, produzem bens aqui mas não desenvolvem a tecnologia no Brasil. (3) Quem domina a tecnologia tem o poder das decisões econômicas e a primazia dos melhores lucros.

A Petrobras é responsável por cerca de 10% dos investimentos realizados no País, cujo efeito multiplicador no crescimento da economia é exponencial. São razões de estado, portanto, que deveriam levar o governo a interceder politicamente no show de horrores que está provocando paralisação de setores produtivos da economia, desemprego e redução do PIB.

O que a Petrobras e construtoras têm de perene são as suas máquinas, equipamentos, outros bens materiais, o petróleo, trabalhadores e tecnologia, sinônimo de conhecimento, que nada têm a ver com os desvios de dinheiro provocados por meia dúzia de dirigentes ironicamente colocados em liberdade “premiada”.

Digo, por experiência própria vivenciada no poder executivo estadual, que a corrupção pode ser totalmente debelada sem prejudicar as (únicas) grandes empresas nacionais que desenvolvem tecnologia de forma autônoma.

Infelizmente, ao contrário do que se esperava, a forma seletiva de divulgação de passos inconclusos e não julgados do processo ‘lava-jato” está acarretando mais malefícios do que benefícios, até porque as tais delações (absurdamente) premiadas saíram dos bafos de bandidos confessos.

Mas isso agora é o de menos. O pior é ver os negocistas e golpistas de plantão se aproveitando de todo esse caldeirão de manchetes cientificamente encomendadas para enlamear, não os corruptos, mas a empresa Petrobras e as construtoras visando à enfraquecê-las para desnacionalizá-las.

Reflita, caro Joaquim, (i) com tantas instituições há décadas sugando bilhões de dólares da nossa economia sem qualquer reação do judiciário, ministérios públicos e imprensa; (ii) com um processo criminoso de privatizações que aniquilou empresas e inteligências brasileiras sem que houvesse um só pio desses órgãos; (iii) e o que vemos agora é a exploração malévola para destruir o que de melhor nos resta na engenharia brasileira.

Se o problema fosse realmente punir corruptos, eles não estariam em liberdade premiada. O alvo é realmente quebrar as últimas grandes empresas nacionais de engenharia; e logo a engenharia, um dos ramos do conhecimento que mais cria postos de trabalho em todas as áreas.

Isso é muito triste para um país que já tem mais de 70% do seu PIB controlado por não residentes. Será que você e o voluntarioso juiz Moro conseguem enxergar que existe algo que vai muito além dos “argumentos/métodos jurídicos” a que você se refere?

Nenhum “argumento/método jurídico” pode estar acima dos interesses da sociedade, nem pode ser usado para, por consequência, desgraçar a vida de milhares de famílias inocentes que dependem do funcionamento pleno das empresas nacionais que geram conhecimento e riquezas. 

Lecionei durante 36 anos na Faculdade de Engenharia da universidade a qual você pertence, a UERJ. Sabemos o quanto é árduo a formação de engenheiros desenvolvedores de tecnologia. E o que temos visto em todo esse episódio do “petrolão” é a lubrificação dos dutos que podem, mesmo que não houvesse intenção, levar o nosso petróleo gratuitamente para alhures e destruir o que nos resta de tecnologia própria nas empresas de energia e construção civil-mecânica.

Acredite, caro Joaquim, os abutres já estão a grasnar: “entreguem tudo às empresas estrangeiras”; e, se elas tomarem conta do pedaço que nos resta, adeus à soberania e à tecnologia nacional. E isso, acredito, nem você nem o juiz Moro querem. Certo?

Seria muito bom que juristas de escol colocassem os seus saberes para impedir a alienação de riquezas e patrimônios nacionais. Que achas da ideia? Se você puder convide o juiz Moro e apareçam em dois atos em defesa da Petrobras e Soberania Nacional: dia 24/02, terça-feira (hoje), às 18h, na Associação Brasileira de Imprensa, e no dia seguinte, 25/02, quarta-feira (amanhã), às 17h, no Clube de Engenharia..

O que está em jogo são os destinos soberanos do Brasil. Quebrem-se os políticos e dirigentes corruptos, mas não a grande estatal e a engenharia nacional.

Cordialmente.

Weber Figueiredo da Silva, D.Sc.

Professor na Engenharia do CEFET-RJ

(NR: Os negritos são da jornalista)




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ato em defesa da Petrobras tem transmissão ao vivo e reunirá CUT, FUP, movimentos sociais e todos que defendem o Brasil


"Já estão confirmadas as presenças dos escritores Eric Nepumoceno e Fernando Moraes, da jornalista Hildegard Angel, do...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Segunda, 23 de fevereiro de 2015




Moraes, da FUP: A Petrobrás como operadora garante desenvolvimento, segurança ambiental e energética

CUT


Manifestação acontece hoje (24) com Lula, intelectuais e artistas, a partir das 18h, no Rio de Janeiro; assine aqui o manifesto em defesa da Companhia

Defender a Petrobras é defender o Brasil”, esse é o slogan do ato em defesa da petrolífera, que será realizado no próximo dia 24 de fevereiro, na sede da ABI, Rua Araujo Porto Alegre, 71 – Centro, Rio de Janeiro.

O ato, que está sendo organizado pela CUT e pela FUP (Federação Única dos Petroleiros da CUT), vai reunir sindicalistas, representantes do movimento sindical, advogados, jornalistas, intelectuais e todos que defendem um projeto de Nação com justiça e inclusão social, emprego de qualidade e distribuição de renda.

Já estão confirmadas as presenças dos escritores Eric Nepumoceno e Fernando Moraes, da jornalista Hildegard Angel, do cineasta Luiz Carlos Barreto, da filósofa Marilena Chauí, do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, além do presidente da CUT, Vagner Freitas, do Coordenador Geral da FUP, José Maria Rangel, dezenas de sindicalistas e de representantes do movimento social, entre outros.

A campanha em defesa da Petrobras, que já começou nas redes sociais com a coleta de assinaturas para o manifesto em defesa da Companhia (ASSINE AQUI), seguirá com o ato do dia 24 e uma grande manifestação no dia 13 de março na Avenida Paulista, em São Paulo.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, é fundamental que a população entenda que o massacre que a Petrobras vem sofrendo nos últimos meses, em especial por parte da grande mídia, tem objetivos econômicos e se eles - os donos dos meios de comunicação - saírem vitoriosos, o nosso projeto de desenvolvimento econômico com justiça social, distribuição de renda e emprego decente corre sérios riscos.

Ele lembra que a CUT tem por princípio combater, denunciar, investigar e punir exemplarmente todas as denúncias de corrupção. Tanto os corruptos quanto os corruptores devem pagar pelos seus crimes. O combate à corrupção, saliente Vagner, não pode ser usado por oportunistas que querem desmoralizar a Petrobras, com ataques especulativos que visam desconstruir a estatal, derrubar seu valor no mercado.

“Oportunistas de plantão querem usar a conduta criminosa de alguns funcionários de alto escalão para preparar a empresa para a privatização. A Petrobras representa mais de 13% do PIB brasileiro e vamos defender este patrimônio contra qualquer tipo de interesse privatista ou do capital internacional”, garante Vagner.

O de valor de mercado da Petrobras, que era de 15 bilhões de dólares em 2002, é hoje de 110 bilhões de dólares, apesar dos ataques especulativos. A Petrobras é a maior empresa da América Latina.

Para o dirigente, além de prejudicar os negócios, a credibilidade e a cotação da Petrobras na Bolsa de Valores, essas informações divulgadas de maneira distorcida e manipulada, sem comprovação, objetivam atingir o PT, mas acabam atingindo também a honra de todos os trabalhadores do sistema Petrobras.

“Defender a Petrobras é defender o Brasil, os brasileiros e a honra e a dignidade da categoria petroleira”, conclui o presidente da CUT.




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Defender a Petrobrás é defender o Brasil






segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A Petrobras e a Lava Jato

Sul21 | Por Paulo Muzell


A Petrobras completou em outubro passado 61 anos. Fundada em 1953 depois de uma batalha entre “entreguistas” (Diários Associados, UDN) e “nacionalistas” (PTB, intelectuais, jornalistas, estudantes) que defendiam sua criação como empresa pública e o monopólio estatal do petróleo.

Em 1948, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) foi fundado o Centro de Estudos e Defesa do Petróleo, que organizou a famosa campanha “O petróleo é nosso”. Rapidamente o movimento se expandiu por todo o país com o apoio da União Nacional dos Estudantes, a UNE. Intelectuais, políticos e militares lideraram o movimento: o lendário Barbosa Lima Sobrinho, Monteiro Lobato, Arthur Bernardes, os generais Felicíssimo Cardoso e Leônidas Cardoso, dentre muitos outros. Observe-se que os dois generais mencionados eram, respectivamente, tio e pai de Fernando Henrique Cardoso. Conclui-se que o ex-presidente ao se bandear dos “nacionalistas” para os “entreguistas” não apenas rompeu com seu passado político: negou, também, as origens e a história de sua própria família.

Decorridas seis décadas a Petrobras transformou-se na maior empresa do Brasil e da América Latina. Com a descoberta das reservas do pré-sal em 2006 passou a ter metas ambiciosas: da atual produção diária de 2 milhões de barris, programa superar os 4 milhões entre 2020 e 2030, quando passará a ser uma dentre as cinco gigantes mundiais do setor petrolífero. Só no quadriênio 2015/2018 os investimentos previstos superam o montante de 80 bilhões de dólares. A empresa e sua distribuidora (a BR) têm mais de 80 mil empregados.

A Petrobras e o Banco do Brasil foram ameaçados pela fúria privatista do governo FHC (1995/2002), escapando por um triz. Mas a Petrobras, em especial, continua sendo alvo preferencial dos grandes grupos internacionais, especialmente depois da descoberta das reservas do pré-sal. O descontentamento das forças do “livre mercado” com a gestão dos governos do PT na Petrobras além de uma pequena queda na rentabilidade nos últimos anos resultaram na acentuada desvalorização das ações da empresa. Em conseqüência, nos últimos cinco anos (2009/2014) ela passou de 12º para 120º no ranking da Forbes das maiores empresas do mundo segundo o critério valor de mercado. O preço de uma ação no final de 2014 correspondia a pouco mais de 60% do seu valor patrimonial.

Confirmando aquela máxima do pessimista de que “o que não está bem sempre pode piorar”, em março de 2014 a Polícia Federal (PF) tornou pública a operação Lava Jato. As primeiras investigações ocorreram em 2008: um empresário recusou-se a participar de um esquema de lavagem de dinheiro do doleiro Alberto Youssef no Paraná, abrindo investigações. A partir de Youssef a PF chegou a um ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ambos passaram a colaborar com as investigações beneficiando-se , da delação premiada. Dezenas de políticos de vários partidos e diretores de grandes empreiteiras (Odebrecht, OAS, Camargo Correa, Mendes Junior, Engevix, IESA, Queiroz Galvão) foram indiciados por lavagem de dinheiro, formação de cartel, organização criminosa, sonegação fiscal dentre outros delitos que desviaram dos cofres da empresa bilhões e bilhões de reais. Esses desvios ora denunciados e em fase de investigação não são novidade, remontam a 1996, início do primeiro período do governo FHC quando Pedro Barusco, gerente de serviços da empresa confessou o desvio de 100 milhões de reais através de operações fraudulentas.

Do episódio proporcionou à grande mídia a possibilidade de criar um novo herói, o juiz federal paranaense Sérgio Moro. Os faróis da grande mídia focam a operação Lava Jato, a exemplo do que acontecera na Ação Penal 470 que passa a ter enorme destaque em horários nobres. Sérgio Moro, tudo indica, foi escolhido para ser a versão II do ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa que da noite para o dia virou “herói nacional”, modelo de virtude, independência e honradez. Pouco tempo depois a opinião pública constatou o exagero cometido. Neste início de 2015 o jornal O Globo e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro concederam a Sérgio Moro o título de Personalidade do Ano de 2014. Sobre o magistrado pairam algumas dúvidas. Sua esposa, em 2014, foi assessora jurídica do vice-governador Flávio Arns, do governo Beto Richa (PSDB do Paraná), cargo que evidencia uma incômoda proximidade com o principal partido de oposição ao governo Dilma.

Autarquias e empresas públicas são, infelizmente, contumazes vítimas de “assaltos” de natureza semelhante ao que ocorreu com a Petrobras. Condenáveis sob todos os aspectos, devem ser punidos com todo rigor. Políticos e partidos, com a maior freqüência que se imagina, fazem “caixa de campanha” e promovem o enriquecimento ilícito através de desvio do dinheiro público. Anos atrás César Busato explicou isso, com toda clareza, ao neófito ex-vice-governador Paulo Feijó. Aqui no Estado o exemplo mais recente ocorreu no Detran onde foram desviados mais de 100 milhões de reais. Lamentavelmente, o principal responsável está por aí solto, confirmando a tese de que o nosso judiciário não pune – porque não quer ou porque não pode – a cúpula do chamado “colarinho branco”: os grandes empresários e as grandes lideranças políticas regionais ou nacionais. Na Prefeitura de Porto Alegre, constatou-se o desvio de 50 milhões de reais na Procempa, valor extraordinário se considerarmos o porte e a restrita área de atuação da empresa.

O que preocupa é que as velhas aves de rapina ressuscitem – os interesses privatistas em conluio com a grande mídia – e que estejam preparando um clima que possibilite a desnacionalização e a venda da Petrobras. Será hora, então, de mobilizar o país para uma segunda campanha do “O Petróleo é nosso”.

Paulo Muzell é economista.