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Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 15 de março de 2015
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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Sete Brasil se reestrutura para tentar sobreviver


"Endividada e sem dinheiro para desenvolver seu projeto, que previa a construção de 29 sondas, 28 das quais para a...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quinta, 14 de maio de 2015




Sete Brasil se reestrutura para tentar sobreviver

SINAVAL


A Sete Brasil, contratada pela Petrobras para construir um pacote bilionário de sondas de perfuração, tenta fechar esta semana, com o apoio de acionistas e de credores, um intrincado quebra-cabeças. Amanhã, a Sete vai submeter aos acionistas, em assembleia geral extraordinária (AGE), um plano de reestruturação que busca definir de que forma a empresa vai renegociar a sua dívida, hoje na casa dos US$ 4,5 bilhões, e qual será o novo plano de negócios da companhia. Sem pagar a um grupo de cinco estaleiros desde novembro de 2014, aos quais deve US$ 1,2 bilhão, a Sete tem pressa em encontrar saídas para uma crise que se arrasta há meses sem solução.

Sergio Bacci, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), disse que qualquer tentativa de renegociação dos afretamentos precisa considerar a oferta de sondas no mercado. “Assim como a oferta de sondas no mercado aumenta com a queda nos preços [do petróleo], essa oferta diminui quando os preços voltam a subir.”

Caso o plano de reestruturação da Sete Brasil seja aprovado amanhã pelos acionistas, será preciso que a proposta, apresentada em documento de 170 páginas, passe também pelo crivo dos credores da companhia, na sexta-feira. Se o plano for rejeitado pela AGE, precisará ser refeito até o fim de junho, quando vence o prazo acertado com seis bancos credores que aceitaram prorrogar o vencimento de dívidas de curto prazo da Sete de US$ 3,6 bilhões por 90 dias. O acordo com os bancos surgiu como contrapartida à prorrogação dos empréstimos. O acerto ocorreu em 31 de março e vale até 30 de junho. É dentro desse período que será preciso encontrar uma fórmula que permita à empresa superar a crise. Caso contrário, a Sete Brasil poderá tornar-se alvo de execuções de garantias pelos credores.

Endividada e sem dinheiro para desenvolver seu projeto, que previa a construção de 29 sondas, 28 das quais para a Petrobras, com investimentos totais de US$ 25,5 bilhões, o futuro da Sete Brasil virou uma incógnita, assim como o de vários dos estaleiros contratados. Ao mesmo tempo, o preço do petróleo, em recuperação, despencou nos últimos meses, criando dúvidas no mercado se, no atual cenário, a Petrobras poderia tentar renegociar com a Sete Brasil as taxas de afretamento (aluguel) das sondas. “Se a Petrobras quiser sustentar o plano de negócios dela tirando dos acionistas da Sete Brasil, vai quebrar a companhia”, disse fonte do setor. Procurada, a Petrobras não se pronunciou.

O presidente da Sete Brasil, Luiz Eduardo Carneiro, disse ao Valor que a empresa trabalhou nos últimos 45 dias na elaboração do plano de reestruturação. Ele não quis detalhar os pontos contidos no trabalho. Pessoas próximas aos acionistas disseram que a proposta considera várias alternativas. Inclui aspectos sobre como financiar a companhia e sobre a disponibilidade de recursos para desenvolver a construção das sondas.

No mercado doméstico, a companhia não desistiu de obter, em algum momento, financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), assim como o apoio de longo prazo do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF). “Há negociações com todos os credores para colocar mais recursos na empresa”, limitou-se a dizer Carneiro.

Além da questão de como financiar o projeto, o plano de reestruturação da Sete Brasil vai focar em pontos relacionados à performance dos estaleiros e fará uma avaliação sobre o estágio das sondas hoje em construção.

Carneiro admitiu que “dificilmente” o plano da empresa de construir 29 sondas de perfuração será mantido. Ele não quis dizer qual será o tamanho do novo portfólio, pois no plano de reestruturação da companhia há vários cenários sendo avaliados.

No mercado, há informações de que a carteira poderia ser reduzida para algo entre 16 e 19 unidades. Segundo Carneiro, a dívida total da Sete Brasil com os estaleiros, que somava US$ 850 milhões em fevereiro, alcançou US$ 1,2 bilhão. A dívida cresceu porque há dois estaleiros que, mesmo sem receber da Sete Brasil, continuaram a trabalhar nas obras. São eles KeppelFels, de Angra dos Reis (seis unidades) e Jurong, do Espírito Santo (sete unidades). Ambos são controlados por capitais de Cingapura.

Nos demais estaleiros, porém, a situação é incerta. O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), de Pernambuco, cancelou de forma unilateral o contrato que tinha com a Sete para construir sete sondas. Não está claro até agora se o EAS poderá deixar definitivamente o projeto ou se poderá executar somente parte das unidades. São todas possibilidades em aberto até o momento.

Outros estaleiros estão em situação semelhante. Um deles é o Enseada, da Bahia, que interrompeu as obras de construção do estaleiro, fechou as portas e demitiu milhares de trabalhadores. Outro caso parecido é o do Estaleiro Rio Grande (ERG), cujo grupo controlador, a Engevix, enfrenta dificuldades financeiras depois de ser envolvido na operação Lava-Jato. Tanto o Enseada como o ERG poderão terminar com um número menor de unidades ou até mesmo serem excluídos do projeto.

No financiamento, uma possibilidade considerada é que os credores aceitem transformar parte da dívida com vencimento a curto prazo em crédito de longo prazo. Mas a empresa precisa também de novos recursos, o que passa pelo aporte de potenciais investidores, entre os quais aparecem os asiáticos. Hoje, além da dívida, a Sete tem disponibilidade de caixa suficiente apenas para fazer frente a compromissos de despesas gerais e administrativas.

Em relação ao Jurong, envolvido nas denúncias da operação Lava-Jato, Carneiro disse que, legalmente, existe um contrato entre o estaleiro e a Sete Brasil que está sendo seguido. “Mais adiante vamos ver o que será decido pela Justiça e nos adequaremos ao que for decidido.” O executivo disse ainda que não poderia falar sobre como deve ficar a situação de cada estaleiro, em termos de encomendas, pois há várias opções sobre a mesa para serem decididas por acionistas e credores. Mas as indicações são de que, em confirmando-se a redução da carteira de encomendas, Keppel Fels e Jurong consigam garantir os contratos que possuem.

Para Bacci, da Abenav, o corte nas encomendas pode até ocorrer, mas depois será preciso garantir novas obras. “Esperamos que seja um passo atrás para dar dois passos à frente depois.”




segunda-feira, 11 de maio de 2015

Verba da Petrobras é alento em Rio Grande


"A angústia que ronda o polo naval do sul do Estado, após a Engevix ameaçar demitir 7 MIL TRABALHADORES caso não receba...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Segunda, 11 de maio de 2015




Verba da Petrobras é alento em Rio Grande

Zero Hora


Estatal repassará recursos para que sejam pagos valores devidos a empresas terceirizadas

A angústia que ronda o polo naval do sul do Estado, após a Engevix ameaçar demitir 7 mil trabalhadores caso não receba parcela de R$ 63 milhões de financiamento do Fundo da Marinha Mercante, retido desde o final do ano passado pela Caixa, foi amenizada na sexta-feira. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande, a Petrobras informou à entidade que, na segunda-feira, repassará recursos para que sejam pagos, no dia seguinte, valores atrasados pela empreiteira a empresas terceirizadas e seus cerca de 2,5 mil funcionários.

Envolvida na Lava-Jato, a Engevix é dona de 70% da Ecovix, que opera os estaleiros Rio Grande 1 e 2, onde são feitos cascos de plataformas para a Petrobras e navios-sonda. Com dinheiro escasso para honrar compromissos, a empresa pressiona para que o financiamento seja liberado. Em meio à profusão de informações desencontradas, também surge a possibilidade de a Petrobras adotar uma fórmula já usada com os trabalhadores da Iesa, em Charqueadas. Por meio de uma conta vinculada, a estatal assumiria a partir do próximo mês os pagamentos, sem que o dinheiro passe pela Ecovix, diz Sadi Machado, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande.

A Caixa alega que os repasses estão retidos porque algumas exigências contratuais para a liberação do recurso não teriam sido cumpridas. Procurada, a Engevix informou que as negociações com o banco prosseguem, após uma reunião sem definições na quinta-feira. Devido à falta de pagamento, algumas empresas também deixaram de prestar serviços para a Ecovix na última semana.

Prefeito buscará apoio em Brasília

Na mobilização por tentar uma saída para o impasse, o prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer (PT), vai a Brasília na terça-feira para uma audiência com o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e ainda tenta marcar um encontro com a presidente da Caixa, Miriam Belchior. Lindenmeyer diz que os recursos deveriam ser liberados porque os serviços vinculados à verba já foram realizados.

– Sem esse fluxo financeiro, eles não pagam fornecedores, prestadores de serviços, e se cria um efeito cascata – lembra o prefeito da cidade.

Financeiramente debilitada após a eclosão da Operação Lava-Jato, a Engevix tenta evitar a recuperação judicial. Atrás de dinheiro, já vendeu a participação que tinha nos aeroportos de Brasília e São Gonçalo do Amarante (RN) e a Desenvix, seu braço de energia. A própria Ecovix também está à venda.