Relembrando:
Posted by Em Defesa da Petrobras on Segunda, 18 de maio de 2015
- Não são só cerca de 80 mil empregos* diretos e 300 mil terceirizados (dados do final de 2014);- Não são só mais de 82...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 15 de março de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Relembrando: CONCESSÃO x PARTILHA
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Indústria brasileira em situação "gravíssima"
Lembrar que a Petrobrás responde por 70 a 80% das encomendas à indústria naval¹ e por METADE das compras de bens de...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 15 de maio de 2015
Indústria brasileira em situação "gravíssima"
AEPET
A situação gravíssima da indústria brasileira não se restringe a um de seus segmentos ou a uma localidade do País. Ela é geral. E mais: no primeiro trimestre deste ano, os números do IBGE mostram que a crise do setor industrial se aprofundou.
De fato, a atividade produtiva da indústria nacional fechou o primeiro trimestre com queda de 5,9%, piorando seu quadro evolutivo observado desde o primeiro trimestre de 2014 – cujas taxas trimestrais foram, respectivamente, do primeiro ao quarto trimestre, de +0,6%, –5,3%, –3,5% e –4,1% (variações calculadas com relação ao mesmo período do ano anterior). A taxa acumulada em doze meses projeta uma retração da produção industrial de 4,7% em 2015, ou ainda, um decréscimo maior do que o registrado no ano passado (–3,2%).
Em São Paulo, a produção industrial, que apresentou a maior retração em 2014 (–6,3%) relativamente a outras localidades do País, continua amargando uma queda fortíssima no primeiro trimestre deste ano, de –5,4%. Isso não se deve somente ao encolhimento expressivo (–13,7%) da produção do segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias nesse período, mas também a quedas significativas em outros de seus ramos industriais, como, por exemplo, o de máquinas e equipamentos (–10,1%), de produtos alimentícios (–7,3%), de outros produtos químicos (–6,6%), de metalurgia (–9,8%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (–9,3%) e de celulose, papel e produtos de papel (–7,1%) – todas as taxas calculadas com relação ao primeiro trimestre do ano passado.
A produção industrial vai claramente piorando, trimestre após trimestre, no Amazonas e nos estados do Sul. Tomando-se o terceiro e quarto trimestres do ano passado e o primeiro deste ano, sempre nessa ordem, a evolução da atividade produtiva da indústria amazonense foi a seguinte: –7,3%, –11,1% e –17,8%. No Rio Grande do Sul, ela também despencou: –5,6%, –3,9% e –8,8%. Algo semelhante pode ser visto em Santa Catarina (–2,0%, –3,7% e –7,0%) e no Paraná (–8,1%, –4,2% e –10,5%). No Nordeste, o ligeiro crescimento no quarto trimestre de 2014 não era um prenúncio de um melhor início em 2015. As taxas de variação da produção industrial nessa região foram de –0,3%, +0,3% no terceiro e quarto trimestres do ano passado e –5,8% no primeiro trimestre deste ano.
E se as produções das indústrias do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, outros dois importantes centros industriais do País, apresentaram resultados relativamente melhores no ano passado – ou seja, a produção nesses estados caiu menos em 2014, a saber: –2,8% no Rio de Janeiro e –2,9% em Minas –, no primeiro trimestre deste ano, a atividade produtiva fluminense recuou 6,3% e a mineira, 8,0%!
Por fim, vale dizer que os números positivos da produção industrial no Espírito Santo refletem, sobretudo, a recuperação de sua indústria extrativa, cuja atividade havia caído de modo expressivo em períodos anteriores.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
terça-feira, 12 de maio de 2015
Petrobrás responde por metade dos bens de capital comprados no País
"Petrobrás responde por metade dos bens de capital comprados no País.A informação é do presidente da Associação...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Terça, 12 de maio de 2015
Petrobrás responde por metade dos bens de capital comprados no País
AEPET
A informação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, e dá a dimensão (negativa) das consequências da retração dos investimentos na Petrobrás para a indústria nacional, afinal, o segmento de bens de capital é de importância estratégica para um país que pretende ser soberano e economicamente independente.
Nossa indústria, que já vive uma das maiores crises de sua história, na opinião do economista e professor da USP Julio Gomes de Almeida, encontra-se "sem limites para a queda".
Sem limites para a queda
Por Julio Gomes de Almeida
"O Brasil ficou ausente das cadeias globais de produção, nutrindo-se da ilusão das commodities, o que concorreu para valorizar sua moeda e jogar a indústria em um atraso ainda maior"
Rapidamente, a indústria brasileira passou de uma situação em que proliferavam instrumentos que lhe moldavam o ciclo econômico para uma situação em que praticamente não existem mecanismos anticíclicos e, ao contrário, apresentam-se fatores novos que tornam praticamente inesgotável a desorganização do setor nesta entrada de 2015. Segundo os últimos resultados da pesquisa industrial do IBGE, a queda da produção no período janeiro-março deste ano chegou a 5,9%, um índice que só encontra paralelo em 2009 sob os efeitos da crise global.
Como se sabe, a crise industrial brasileira vem de longa data, pelo menos desde a crise da dívida externa que atravessou os anos 1980 e não foi resolvida com a estabilização da economia, e nem com os benefícios de um contexto de comércio exterior favorável às commodities durante os anos 1990 e 2000. Neste percurso, o mundo em desenvolvimento inseriu-se de forma vantajosa nas cadeias globais de produção e promoveu políticas ativas de crédito, de incentivos e de inovação para constituir amplos setores “novos” que viriam a brilhar em seus processos de industrialização, a exemplo do complexo eletroeletrônico. O Brasil ficou ausente desse quadro, nutrindo-se da ilusão das commodities, o que concorreu para valorizar sua moeda e jogar a indústria em um atraso ainda maior.
No período mais recente, o impasse industrial brasileiro ganharia uma etapa nova. Latente desde muito antes pela longa valorização da moeda e pelos conhecidos problemas de nossa estrutura tributária, de nosso padrão de financiamento e de nossa infraestrutura, este impasse se apresentaria de forma dramática quando da crise mundial de 2008. Esta restringiu mercados de bens industriais, sobretudo nos países desenvolvidos, e levou a uma concorrência muito maior por mercados mais dinâmicos, dentre os quais o mercado brasileiro, cuja produção, no entanto, perdera competitividade.
Foi nesse contexto que a política econômica municiou-se de diversos expedientes através dos quais procurou minimizar os efeitos da crise global sobre a indústria, inicialmente com sucesso pleno, mas, crescentemente, com êxito apenas parcial e cadente. Sem que o crescimento global voltasse ao nível pré-crise e sem qualquer iniciativa interna importante para restaurar a competitividade perdida por décadas, o desgaste da política industrial revelou-se inevitável.
Entre 2011 e 2012 já era claro que o dinamismo industrial anterior à crise de 2008 se esgotara pela integral absorção dos incentivos públicos pelas importações. Nesses anos, a produção industrial praticamente não cresceu, como em 2011, ou registrou queda, ainda que modesta, em 2012 (-2,3%). No ano seguinte voltaria a crescer (2,2%), turbinada por redobrados incentivos, mas o processo não se sustentou em 2014, quando a produção cai 3,2%, decretando o término dos efeitos positivos dos incentivos da política industrial.
O ano de 2015 inaugura um momento em que não apenas os incentivos já não funcionam, como novos fatores de declínio industrial vieram a se somar aos pré-existentes: as expectativas empresariais pioram ainda mais diante da recessão e da perspectiva de ajuste da economia, os investimentos públicos cedem fortemente como condição também do ajuste, o crédito para financiamentos longos é restringido e a demanda de bens duráveis colapsa pela conjugação do pessimismo das famílias, que temem o desemprego, com a reticência dos bancos em fornecer novos créditos para a compra de duráveis.
Sem limites para cair, os segmentos mais sensíveis da indústria — vale dizer, bens de capital e bens de consumo duráveis, os dois setores que mais prontamente respondem às expectativas futuras e ao crédito — regridem sua produção em respectivamente 18% e 16% no primeiro trimestre do corrente ano. Correndo por fora, mas crescentemente influenciado adversamente pela queda da ocupação e do rendimento real da população, o setor de bens não-duráveis acusa declínio correspondente à média da indústria. Neste contexto, apenas o segmento de bens intermediários, por enquanto, amortece a intensa regressão da indústria brasileira, com queda de 2,8%.
domingo, 10 de maio de 2015
O Pré-sal, a Indústria e a Lava-Jato - Parte 2
Alerta importante. Quem não pôde ver as duas partes, veja a segunda.As nossas indústrias naval e pesada correm sérios...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 10 de maio de 2015
O Pré-sal, a Indústria e a Lava-Jato
Muito importante. Quem puder assista!
Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 10 de maio de 2015
O Pré-sal, a Indústria e a Lava-Jato
Jornal GGN | Por Ronaldo Bicalho
Neste episódio do programa InfoPetro, Carlos Frederico Rocha, Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fala sobre os grandes desafios da política industrial associada ao Pré-sal e analisa os impactos da operação Lava-Jato sobre este esforço de qualificação tecnológica e industrial ensaiado pelo país.
Parte 1
Parte 2
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Sem conteúdo local Brasil volta a ser colônia
Sem conteúdo local Brasil volta a ser colônia
AEPET | Por Rogério Lessa Benemond
A perspectiva de “flexibilização” das regras de exploração do pré-sal, que ameaça diretamente a política de conteúdo local, está no centro das preocupações dos industriais do estratégico segmento de bens de capital. A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) saiu em defesa dos fornecedores brasileiros, criticando o aceno dado pelo ministro Eduardo Braga, de Minas e Energia, favorável aos interesses estrangeiros. “Se o governo abandonar a política de conteúdo local estará condenando o país ao papel de mero exportador de commodities e de gerador de riquezas em outros países, como acontece com Venezuela ou Nigéria”, afirmou o presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, ao jornal Brasil Econômico.
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Indústria (Iedi) também manifestou preocupação com o desempenho da indústria, há anos mergulhada numa crise estrutural de graves proporções. No primeiro trimestre de 2015, o setor registrou seu segundo pior resultado negativo desde 2003, quando o IBGE iniciou a medição da produção pela atual metodologia. O pior resultado foi registrado em 2009, no auge da crise financeira global. “O ajuste da economia brasileira está levando a indústria para uma situação desastrosa”, resume o instituto paulista em seu último informativo.
A crise da indústria vem andando a passos largos e se agravou com relação a 2014. No primeiro trimestre deste ano, a produção industrial caiu mais do que nos dois últimos trimestres do ano passado (–3,5%, –4,1% e –5,9%, respectivamente, no terceiro e quarto trimestres de 2014 e primeiro trimestre deste ano). “Por serem mais dependentes de expectativas sobre o futuro e por dependerem mais de financiamentos – hoje, uma mercadoria rara e cara –, os setores de bens de capital (–18,0%) e de bens duráveis (–15,8%) são aqueles cuja produção recuou mais fortemente nos primeiros três meses deste ano”, comenta o Iedi, ressalvando que a crise é generalizada e afeta também os setores de bens intermediários (–2,8%) e de bens semi e não duráveis (–5,9%).
“Se os números do primeiro trimestre apontam para um primeiro semestre muito ruim para a indústria nacional, o cenário que vai se configurando é de que dificilmente este quadro será revertido nos seis últimos meses de 2015”, conclui o Iedi.
ABIMAQ cria força tarefa para óleo e gás
ABIMAQ cria força tarefa para óleo e gás
Jornal GGN
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) está preocupada com o setor de petróleo e gás. A entidade entende que a inadimplência das empreiteiras, a falta de perspectiva de novos investimentos e as ameaças constantes às políticas de conteúdo local colocam em risco a sobrevivência dos fabricantes nacionais.
Por isso, a ABIMAQ está instalando uma Sala de Crise, para “coordenar esforços e concentrar as ações necessárias na busca de soluções”. Os trabalhos serão realizados pela coordenação do Conselho de Óleo e Gás da associação, que ficará responsável por criar um mecanismo automático para receber informações das associadas prejudicadas.
A entidade também promete realizar reuniões com as autoridades e definir uma pauta para comunicar o problema para a imprensa. E defender a manutenção das exigências de conteúdo local, “propondo melhorias no processo”.
Compõem a Sala, o presidente do Conselho de Óleo e Gás da ABIMAQ, Cesar Prata, e o diretor executivo de Petróleo, Gás, Bioenergia e Petroquímica, Alberto Machado. As câmaras setoriais também irão participar. A sede ficará no Rio de Janeiro, a sala vai utilizar a estrutura da ABIMAQ.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Wärtsilä vê oportunidade com a Petrobras em vácuo deixado pela Lava Jato
"A Wärtsilä, empresa da Finlândia fornecedora de equipamentos navais para construtores e operadores de embarcações e...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quinta, 7 de maio de 2015
Wärtsilä vê oportunidade com a Petrobras em vácuo deixado pela Lava Jato
R7 Notícias
A Wärtsilä, empresa da Finlândia fornecedora de equipamentos navais para construtores e operadores de embarcações e instalações offshore e que também atua no setor de energia, vê oportunidades de negócios com a Petrobras em áreas em que construtoras foram vetadas de participar pela petroleira por causa das investigações da operação Lava Jato, afirmou o presidente da companhia, Robson Campos.
A Wärtsilä já procurou a petroleira para apresentar projetos e serviços. "Estamos de olho nisso. Já batemos na porta da Petrobras", disse o executivo, ressaltando que já houve conversas com a petroleira.
A Wärtsilä não concorre diretamente com as construtoras envolvidas na Lava Jato, ressaltou Campos, mas ele destacou que a companhia opera em alguns segmentos, como construção de módulos de geração, construção de plantas, termelétricas e terminais de regaseificação que podem ser de interesse da Petrobras.
Para as operações no Brasil em 2015, em meio ao ajuste na economia e à desaceleração da atividade, a previsão da Wärtsilä é de crescimento praticamente zero. A expectativa é de manutenção do faturamento no nível de 2014. "Será um ano de ajuste no País preparando-se para 2016", afirmou. No ano passado, a expansão foi de dois dígitos, na casa dos 14%.
"Existe um misto de desânimo com esperança", disse o executivo ao falar do Brasil e do setor de petróleo. O preço do petróleo não deve ficar no atual patamar durante muito tempo, mas também não volta ao nível acima de US$ 100 no curto prazo. "O mercado vê com esperança a 13ª rodada dos leilões de concessão de petróleo e gás", afirmou, ressaltando que o desânimo do mercado deve ser temporário.
A sede do grupo na Finlândia tem mostrado preocupação com o Brasil. O presidente global esteve no Rio de Janeiro no começo do ano e, segundo o executivo, saiu mais preocupado do País do que quando chegou.
domingo, 3 de maio de 2015
Concessão x Partilha
CONCESSÃO x PARTILHAVamos recorrer a Guilherme Estrella¹, o "pai do Pré-Sal", e a Paulo Metri², engenheiro e...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 3 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
Soberania vale mais que mercado
Mesmo em momentos de "relativa trégua", é sempre bom lembrar...Aliás, agora mais do que nunca, com a partilha, a posiçã...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sábado, 2 de maio de 2015
domingo, 26 de abril de 2015
É fundamental que os brasileiros tenham noção dos seguintes pontos
É fundamental que os brasileiros tenham noção dos seguintes pontos segundo Guilherme Estrella, o "pai do pré-sal":-...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 26 de abril de 2015
quarta-feira, 25 de março de 2015
"Nós não teremos a mínima capacidade de industrialização"
Roberto Amaral ressalta o papel estratégico da Petrobrás assim como sua importância ao País em termos de industrializaçã...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quarta, 25 de março de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
"Momento crítico decisivo da história do Brasil"
Adriano Benayon alerta para a urgência de conscientizar e mobilizar a população em defesa da Petrobras e dos interesses...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Terça, 10 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
domingo, 1 de março de 2015
Momento decisivo
21. É imperioso fortalecer a Petrobrás, o maior dos patrimônios do País, bem como os conglomerados privados nacionais...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 1 de março de 2015
Momento decisivo
AEPET | Por Adriano Benayon
1. O momento é decisivo, pois exige resposta urgente da sociedade: aproxima-se o ponto da irreversibilidade do processo de exploração predatória do povo brasileiro e de seus recursos naturais.
2. Nos últimos 60 anos, a oligarquia mundial tem regido sucessivos golpes – com e sem participação militar – para desnacionalizar a indústria e impedir o desenvolvimento tecnológico do Brasil.
3. Desse modo, os carteis financeiros e industriais transnacionais lograram alcançar extrema concentração de poder econômico em suas mãos, o que lhes proporcionou também o crescente controle do sistema político, abrangendo todos os poderes do Estado.
4. Só os que não se indagam sobre a essência das coisas, iludem-se com as aparências da democracia supostamente instaurada em 1988.
5. A Constituição foi produto híbrido das articulações reacionárias do Centrão e de avanços democráticos. Só que a maioria destes se tornou letra morta. Além disso, os mais importantes foram suprimidos por emendas constitucionais.
6. Outra não poderia ter sido a evolução (involução), dadas as relações de poder real, correspondentes às estruturas de mercado, econômicas e financeiras, caracterizadas pela concentração e pela desnacionalização, muito grandes desde o final dos anos 60.
7. Esse quadro não cessou de se agravar, foi acelerado, de 1990 a 2002, e prossegue em marcha.
8. Isso lembra o conceito de enteléquia, de Aristóteles: um princípio de “desenvolvimento” ou programa (como um software), que contém, desde a origem, os elementos conducentes à sua plena realização. No caso, um processo de degradação, como uma doença degenerativa.
9. Na Constituição promulgada em 1988, há, pelo menos, dois pontos incompatíveis com a soberania nacional: o artigo 164 e a inserção fraudulenta –durante o processo da Constituinte - do acréscimo ao art. 166, em seu parágrafo 3º.
10. O art. 164 sujeita o Tesouro – portanto a União Federal e o próprio País – a endividar-se junto aos bancos privados e demais concentradores de capital, pois: 1) dá ao Banco Central a competência exclusiva para emitir moeda; 2) o dinheiro que o BACEN cria, só o pode repassar aos bancos privados, sendo proibido de provê-lo ao Tesouro ou a qualquer ente público.
11. O acréscimo ao § 3º do art. 166 (“excluídas as que incidam sobre: a) ...; b) serviço da dívida; c) ...”) libera os juros e amortizações da dívida dos requisitos a que estão sujeitas outras despesas para serem autorizadas.
12. Em consequência desses dispositivos e do desequilíbrio nas relações de poder econômico e político, o serviço da dívida já nos custou, de 1989 a 2014, em moeda atualizada, mais de R$ 20 trilhões. Sim, mais de R$ 20.000.000.000.000,00, o equivalente a quatro PIBs de 2014.
13. Apenas doze dealers (10 bancos e duas distribuidoras de títulos) determinam as taxas efetivas dos juros dos títulos públicos vários pontos percentuais acima da já injustificadamente elevada SELIC, novamente em aumento, todo mês, desde novembro.
14. Embora só uma parte dos mais de R$ 20 trilhões tenha sido paga com recursos tributários, a maior parte é paga com a emissão de novos títulos do Tesouro. Por isso, a dívida mobiliária interna cresce sempre e ultrapassou R$ 3 trilhões.
15. Muitos dos manipuladores da opinião publicada (como diz o ex-ministro Roberto Amaral), negam os números reais do serviço da dívida, pretextando que ela se paga com novos títulos do Tesouro, mas, se fossem coerentes, deveriam negar também a própria dívida, pois foi assim que ela cresceu.
16. Além do serviço da dívida, há mais mecanismos – também escondidos do conhecimento público - através dos quais o Brasil se descapitaliza em dezenas de trilhões de reais, a cada ano, e transfere renda em favor dos concentradores, principalmente os sediados no exterior, estrangeiros e brasileiros.
17. Em contraste, escancaram-se e magnificam-se, perante o público, casos de corrupção na Petrobrás e nas empreiteiras, a fim de fulminar o que resta da indústria e da tecnologia nacionais.
18. Esses são casos reais, e sua repetição tem de ser coibida, punindo exemplarmente todos os indivíduos responsáveis e sem privilegiar os corruptíssimos delatores premiados.
19. Mas isso não será viável, sem modificar profundamente o presente sistema político, em que as instituições e os partidos estão viciados no fisiologismo.
20. As eleições são movidas a dinheiro grosso e pela corruptíssima grande mídia, que abusa da exposição sensacionalista da corrupção, inerente ao sistema, como arma a serviço dos interesses da oligarquia transnacional. E as propostas só tem chances de ser aprovadas no Congresso, à base do “é dando que se recebe”.
21. É imperioso fortalecer a Petrobrás, o maior dos patrimônios do País, bem como os conglomerados privados nacionais que desenvolvem valiosas tecnologias, como fornecedoras da Petrobrás e prestadoras de bens e serviços em áreas de igual significação estratégica.
22. Não fazê-lo implica decretar a queda do Brasil à condição de subdesenvolvido irrecuperável, intensificando a política que vem destruindo o País, ao eliminar seu capital humano e moldar a infra-estrutura segundo o interesse dos carteis transnacionais estrangeiros.
23. O modelo subjacente a essa política determinou nulo ou pífio crescimento do produto interno bruto (PIB), nos últimos anos, e ele teria sido muito negativo, não fossem os desempenhos da Petrobrás, da mineração e da agricultura.
24. Ora, isso reflete a desindustrialização, subproduto da desnacionalização da economia, que se manifesta brutalmente, fazendo o Brasil regredir, de modo devastador, à infra-estrutura colonial e desintegrar economia nacional
25. O minério de ferro é explorado, há decênios, em quantidades absurdas, mesmo considerando as fabulosas reservas do País, de resto, desnacionalizadas, desde a privatização da Vale do Rio Doce, em 1997.
26. A Vale, que tem 85% da produção brasileira, planeja chegar a 450 milhões de toneladas/ano até 2018. A exportação do Brasil atingiu 340 milhões de tons/ano em 2014.
27. O que fica no País são buracos e poluição, inclusive no caso dos minerais estratégicos como o nióbio e o quartzo, cujos produtos finais são importados por cerca de cem vezes o preço dos insumos exportados, afora o descaminho desses minérios e dos preciosos.
28. Enquanto a produção de bens de alto valor agregado retrocede, a primária cresce. Um dos maiores escândalos é a soja a ocupar 50% das terras em uso. De sua produção (90 milhões de toneladas), 80% são exportados sem processamento e 10% transformados em produtos de baixo valor agregado, como o farelo.
29. Sobra para o Brasil o empobrecimento dos solos, com emprego excessivo de fertilizantes químicos e de agrotóxicos, gasto descomunal de água, além da poluição de solo e águas.
30. Em suma, a desnacionalização da economia - dominada por carteis aqui instalados e por suas matrizes no exterior - acarreta prejuízos anuais ao País assim estimáveis:
1) diferença entre a taxa de juros efetiva da dívida pública e a adequada: 0,13 [13%] x R$ 2,5 trilhões = R$ 320 bilhões;
2) diferença entre a taxa média dos juros, no crédito às empresas e pessoas físicas, e a que deveria prevalecer: 0,2 [20%] x R$ 2,6 trilhões = R$ 520 bilhões;
3) sobrepreços nos bens e serviços produzidos para o mercado interno = 80% do PIB = R$ 4,2 trilhões;
4) sobrefaturamento das importações de produtos finais e insumos para a indústria, e de serviços: 60% de US$ 229 bilhões (bens) = US$ 137,4 x 2,8 = R$ 385 bilhões + R$ 115 bilhões (serviços) = R$ 500 bilhões;
5) subfaturamento das exportações: 50% de US$ 225,1 bilhões = US$ 112,5 bilhões x 2,8 = R$ 315 bilhões;
6) perdas na relação de troca (terms of trade), devidas à primarização da economia: importar, por preços até cem vezes superiores, bens acabados produzidos com matérias-primas exportadas a preço vil.
31. O item 6 é difícil de quantificar, mas corresponde certamente um múltiplo (2 ou 3) do presente valor do comércio exterior do País, a que se deve aplicar outro múltiplo (no mínimo, 10) decorrente de comparar o atual PIB, com o que teríamos, se o País não se tivesse submetido ao modelo dependente, desde os anos 50: R$ 800 a 1.200 bilhões x 10 = R$ 8 trilhões a R$ 12 trilhõesanuais.
32. Mesmo sem adicionar o item 6, que equivale ao dobro dos cinco anteriores, a soma destes totaliza R$ 5,85 trilhões, cujo cálculo não é exagerado: embora possa conter algumas duplas contagens, aplica alguns percentuais provavelmente subestimados.
33. As perdas acima resumidas incidem a cada ano. Não incluem as pontuais, como as enormes transferências fraudulentas para o exterior através do BANESTADO nos anos 90, nem os prejuízos superiores a R$ 50 trilhões, decorrentes das privatizações de FHC, afora os que prosseguem, desde então, em função delas.
Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Feliz ano velho: Nação outra vez em defesa da Petrobrás
Posted by Em Defesa da Petrobras on Terça, 10 de fevereiro de 2015
CPI Popular em Defesa da Petrobrás
No dia 22 de janeiro de 2015 ocorreu um debate nacional denominado CPI Popular em Defesa da Petrobrás(CPDP),o debate...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Terça, 10 de fevereiro de 2015