- Não são só cerca de 80 mil empregos* diretos e 300 mil terceirizados (dados do final de 2014);- Não são só mais de 82...

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quarta-feira, 4 de março de 2015

Movimentos vão às ruas no dia 13 em defesa da Petrobrás


O MAB também sempre presente nas lutas por soberania! Cabe lembrar que todos os movimentos, coletivos, partidos e indiví...
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Movimentos vão às ruas no dia 13 em defesa da Petrobrás

MAB | Por Vanessa Ramos


No próximo dia 13, movimentos sociais e sindicais ocupam a Avenida Paulista, em São Paulo, em defesa da Petrobrás, dos direitos trabalhistas e do Plebiscito Popular por uma Constituinte do Sistema Político. Atos também estão sendo organizados em outras capitais brasileiras. 

Uma grande mobilização nacional está agendada para o dia 13 de março em São Paulo. Movimentos sindical e social, do campo e da cidade, irão se concentrar às 15h, em frente ao prédio da Petrobras, na Avenida Paulista, 901. De lá sairão em marcha pelas ruas da capital.

Participam da atividade a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF-CUT/SP), Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Consulta Popular, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central de Movimentos Populares (CMP), Levante Popular da Juventude, Campanha do Plebiscito Constituinte, entre outras organizações.


Direitos não se perdem

O fim das Medidas Provisórias (MP´s) 664 e 665, que alteram direitos da classe trabalhadora, é uma das questões centrais. Os movimentos do Brasil estão em alerta desde que foram editadas pelo governo federal, em 30 de dezembro de 2014. Entre outros assuntos, elas apresentam novas regras para pensões por morte e acesso a benefícios previdenciários como o seguro desemprego, o auxílio-doença e o abono salarial. No lugar dessas medidas, o que se propõe é a taxação de grandes fortunas.

Para o presidente da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima, a democracia plena está ameaçada. “Queremos um país em que os direitos não sofram retrocessos e que sejam para todos e todas. Nem a grande mídia irá nos intimidar. Vamos unir muita gente nas ruas e contaremos também com a presença do ex-presidente Lula”, garante.


Soberania se conquista

Uma das bandeiras é também a defesa da Petrobras, empresa que corresponde a 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, afirma que a defesa da soberania nacional e do emprego dos petroleiros é urgente. Da mesma forma, o controle das reservas.

Segundo ele, a empresa reúne mais de 86 mil trabalhadores diretos e milhares de indiretos que fazem a estatal ser reconhecida mundialmente por sua excelência. “A Petrobras investe, por dia, R$300 milhões na economia brasileira e sabemos que o Petróleo por muitos anos ainda será a matriz energética do mundo. Nesse contexto, quem tem petróleo tem poder”.


Já é a hora de mudar

A terceira bandeira é pelo Plebiscito sobre a Constituinte Exclusiva e Soberana para reforma do sistema político. A representante da Secretaria Operativa Nacional do Plebiscito Popular, Paola Estrada, explica que existe uma manobra no Congresso para que se aprove a reforma política pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/2013, considerada pelos movimentos como a “PEC da Corrupção” porque defende temas polêmicos, como o financiamento privado de campanha eleitoral.

“Setores conservadores e parlamentares, como Eduardo Cunha, querem constitucionalizar a corrupção, com a lógica de que pessoas jurídicas [empresas] votam neste país e tomam decisões acima de nós eleitores. Ou seja, querem constitucionalizar o poder econômico nas eleições brasileiras”, orienta.

A proposta que dialoga com a classe trabalhadora é a da Constituinte pela Reforma do Sistema Político. A consulta popular está prevista no Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1508/14, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP).

O Plebiscito Constituinte pretende combater a corrupção, além de permitir, por exemplo, que haja financiamento público de campanha eleitoral e, ainda, uma maior representação democrática de mulheres, negros, indígenas e minorias no Congresso.


Ato Nacional em defesa da Petrobras, pelo Plebiscito Constituinte da Reforma Política e contra a retirada de direitos
Dia: 13 de março
Horário: 15h
Local: Avenida Paulista nº 901 – prédio da Petrobras.




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Nem corrupção, nem entreguismo!


Transmitido ao vivo pela internet (mais de 10 mil computadores acessaram o link), o ato na ABI no último dia 24 marcou...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 27 de fevereiro de 2015




Nem corrupção, nem entreguismo!

FUP


Transmitido ao vivo pela internet (mais de 10 mil computadores acessaram o link), o  ato na ABI no último dia 24 marcou o lançamento do manifesto "Defender a Petrobrás é defender o Brasil", que foi lido pelo petroleiro Deyvid Bacelar, representante eleito pelos trabalhadores para o Conselho de Administração da empresa. O ato foi o primeiro de muitos outros que serão realizados nas próximas semanas como parte de uma ampla campanha nacional em defesa  da Petrobrás. "No dia 13 de março, a CUT estará nas ruas, defendendo a Petrobrás e a agenda da classe trabalhadora", anunciou o presidente da CUT, Vagner Freitas, se referindo a uma grande manifestação que acontecerá em São Paulo, no vão livre do Masp, a partir das 15h.

Ele ressaltou que a luta em curso é de "enfrentamento de classe". "Não pensem que essa campanha sórdida que fazem para vender a Petrobrás a preço de banana pro capital internacional é um ato isolado", alertou o sindicalista, ressaltando que "a bandeira contra a corrupção é dos movimentos sociais e não desta direita entreguista que quis mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax". "Se querem combater a corrupção, vamos fazer a reforma política e acabar com o financiamento empresarial de campanha já", frisou Vagner.

O escritor Eric Nepomuceno destacou que a Petrobrás é muito maior do que todos os ataques que tem sofrido. "É dever de que cada um de nós saia daqui com a noção clara do que está em risco. Precisamos estar atentos", alertou. O físico Luiz Pinguelli Rosa foi enfático: "A imprensa já passou o recibo de que está numa campanha contra a Petrobrás. Punam-se os culpados, mas deixem a Petrobrás em paz".

João Pedro Stédile destacou que "o que está em jogo não é a corrupção, é o pré-sal", lembrando que o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) já apresentou um projeto no Congresso para acabar com a lei de partilha. "Só temos uma forma de ganhar essa luta e é nas ruas", declarou o líder do MST, mandando um recado aos petroleiros: "Nós marcharemos com vocês para o que der e vier".

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, conclamou os trabalhadores da Petrobrás a voltarem a ter orgulho de serem petroleiros. "Nós não temos que ter vergonha de trabalhar em uma empresa que investe em nosso país mais de R$ 300 milhões por dia, gera milhares de empregos e representa 13% do PIB nacional", ressaltou, lembrando ainda que "nenhuma empresa de petróleo investe tanto em pesquisa e em tecnologia, quanto a Petrobrás". "Foi isso que tornou capaz a descoberta e a exploração do pré-sal", reiterou Zé Maria.

Ele alertou para o risco de retrocesso nestas conquistas. "O que querem fazer no nosso país é voltar a Petrobrás de 2002 e isso nós não vamos aceitar porque a Petrobrás é de cada cidadão e cidadã brasileiros. E a nossa Petrobrás não é a do Paulo Roberto Costa, não é a Petrobrás do Barusco, não é a Petrobrás destes predadores internos e externos" ressaltou, chamando todos para se somarem à campanha em defesa da estatal. "Nós construímos essa empresa nas ruas, nós mudamos o rumo dela nas ruas e é nas ruas que defenderemos a Petrobrás, custe o que custar".