- Não são só cerca de 80 mil empregos* diretos e 300 mil terceirizados (dados do final de 2014);- Não são só mais de 82...

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domingo, 17 de maio de 2015

Produção do pré-sal deve crescer 70% neste ano, diz Bendine






Produção do pré-sal deve crescer 70% neste ano, diz Bendine

O Globo


Presidente da Petrobras destacou que estatal atingiu marca de 800 mil barris por dia nas bacias de Santos e Campos

IPOJUCA - A produção do pré-sal deve crescer 70 por cento neste ano, disse nesta quinta-feira o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, durante cerimônia de entrega de navio petroleiro à Transpetro pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE).

O executivo destacou, durante discurso no evento, que contava com a presença da presidente Dilma Rousseff, que a produção nas áreas do pré-sal, nas bacias de Santos e Campos, atingiu recentemente a marca de 800 mil barris de petróleo por dia (bpd), configurando um novo recorde (o volume inclui óleo de parceiros).

Bendine não estimou um volume médio para a produção do pré-sal em 2015.

A produção de petróleo no pré-sal tem contribuído de forma expressiva com o crescimento da produção no país, neste ano, em relação ao ano passado. Os volumes têm ajudado também a compensar o forte declínio de alguns campos maduros do país.

Em dezembro do ano passado, o pré-sal produziu média de 667 mil bpd, enquanto em janeiro de 2014 a produção média foi de 358,8 bpd, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Durante o evento, Bendine destacou ainda em seu discurso que a Petrobras sairá mais forte do momento que está enfrentando agora. A companhia está envolvida em um escândalo de desvio de dinheiro de contratos que teve a participação de empreiteiras, políticos, partidos e executivos de diversas companhias.




quarta-feira, 13 de maio de 2015

Para Petrobras, produção e custos já mostram acerto do regime de partilha do pré-sal


Para Petrobras, produção e custos já mostram acerto do regime de partilha do pré-sal"Produtividade é maior do que se...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quarta, 13 de maio de 2015




Para Petrobras, produção e custos já mostram acerto do regime de partilha do pré-sal

RBA


Produtividade é maior do que se previa; calculava-se que os poços renderiam de 15 a 20 mil barris diários, mas a média está em 25 mil, chegando a 40 mil

São Paulo – As primeiras notícias do pré-sal correram o mundo há oito anos e colocaram o Brasil imediatamente no grupo das potências globais de energia. Especialistas chegaram a duvidar da capacidade de se retirar petróleo a 300 quilômetros da costa brasileira e a mais de 5 mil de profundidade no mar. Hoje, porém, os resultados são surpreendentes e mostram o pré-sal como uma realidade bastante concreta.

Em março deste ano, a produção no pré-sal chegou 672 mil barris por dia (equivalente a 28% da produção nacional), bem acima dos 395 mil de 2014 e dos 42 mil de 2010. A produtividade também é maior do que se previa. Calculou-se inicialmente que os poços renderiam de 15 a 20 mil barris diários. Atualmente, a média está em 25 mil, chegando 40 mil em poços dos campos de Sapinhoá e Lula (na bacia de Santos).

Os custos de produção eram outra fonte de dúvida, por conta do desafio tecnológico. No começo, estimou-se que o pré-sal seria viável a US$ 45 por barril. Nesta semana, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, informou que os números de viabilidade econômica caminham para valores bem menores, em torno de US$ 9, graças à escala de produção maior e aos investimentos em tecnologia.

“Nós podemos garantir que o pré-sal é viável com um custo de produção de nove dólares por barril. Se considerarmos que duas unidades de produção ainda não estão produzindo com sua capacidade total, o custo de produção será menor ainda. A eficiência operacional em torno de 92% contribuiu significativamente para atingirmos estes baixos custos”, afirmou.

Segundo ela, o pré-sal se desenvolveu com mais velocidade na bacia de Campos, no litoral norte do Rio de Janeiro, devido à infraestrutura já existente. A primeira produção comercial ocorreu em 2008. Já na bacia de Santos, os desafios foram bem maiores, uma vez que não havia infraestrutura instalada, os reservatórios estão a 2.500 metros de profundidades no mar, além de uma camada de sal de 2 mil metros de espessura. No final das contas, o petróleo encontra-se até 7 mil metros abaixo da superfície do mar.

Educação e Saúde

Com resultados expressivos, uma das vantagens do pré-sal é o modelo de exploração. Foi escolhido o sistema de “partilha” que garante à Petrobras uma participação de, pelo menos, 30% nos consórcios. Se O Pré-sal fosse pelo formato de “concessão”, a empresa operadora seria detentora integral do que se produz. A lei brasileira garante ainda que 75% dos royaltes do pré-sal devem ser aplicados na área de Educação e 25% em Saúde

“O modelo de partilha é o mais compensador para o país, pelo fato de o pré-sal ser uma reserva testada e segura”, diz o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Para ele, a escolha do governo foi muita acertada e tem uma dimensão estratégica para além da área de petróleo. “É muito importante o uso dos 75% dos royalties para Educação e os 25% para Saúde”, acrescentou.


Produção que operamos no pré-sal bate novo recorde e ultrapassa o patamar de 800 mil barris de petróleo por dia


"A produção de petróleo nos campos que operamos na província do pré-sal nas bacias de Santos e Campos atingiu, no dia 11...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quarta, 13 de maio de 2015




Produção que operamos no pré-sal bate novo recorde e ultrapassa o patamar de 800 mil barris de petróleo por dia

Petrobras - Fatos e Dados


A produção de petróleo nos campos que operamos na província do pré-sal nas bacias de Santos e Campos atingiu, no dia 11 de abril de 2015, a marca de 800 mil barris de petróleo por dia (bpd), configurando novo recorde de produção diária. Desse volume, cerca de 74% (590 mil bpd) correspondem à nossa parcela e o restante à das empresas parceiras nas diversas áreas de produção da camada pré-sal.

A produção de 800 mil barris por dia foi alcançada apenas oito anos após a primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, ocorrida em 2006, tempo inferior ao que foi necessário para se chegar ao mesmo patamar em outras áreas de produção marítima. Para que alcançássemos, no Brasil, a produção de petróleo de 800 mil barris por dia foram necessários 40 anos, com a contribuição de 6.374 poços. Na Bacia de Campos, esse mesmo volume de produção foi alcançado em 24 anos, com 423 poços.

A marca de 800 mil bpd foi obtida agora, no pré-sal, através de 39 poços produtores. Desses poços, 20 estão localizados na Bacia de Santos, que responde por 64% da produção (511 mil barris por dia). Os demais 19 poços estão localizados na Bacia de Campos e respondem por 36% da produção (291 mil barris por dia).

No dia do recorde, 11 sistemas de produção definitivos e um sistema de produção antecipado estavam em operação na camada pré-sal. Sete desses sistemas produziam exclusivamente petróleo proveniente dessa camada geológica.

Contribuiu para o alcance desse recorde o início da operação do sistema de produção antecipada instalado no campo de Búzios em março deste ano, por meio do navio-plataforma Dynamic Producer, que constituiu a primeira produção de petróleo e gás de longa duração na área da chamada Cessão Onerosa. Além desse sistema, contribuiu, também, para esse resultado o início da produção da plataforma P-20, na camada pré-sal, no campo de Marlim na Bacia de Campos, que será importante para futuros incrementos da produção na área.




sexta-feira, 8 de maio de 2015

Esclarecimentos sobre a matéria “Custo de exploração do pré-sal é US$ 9 o barril”


"Foi repercutida a declaração da Diretora de Exploração e Produção Solange Guedes relativa ao custo de extração, e não de exploração, como apresentado no título"
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 8 de maio de 2015




Esclarecimentos sobre a matéria “Custo de exploração do pré-sal é US$ 9 o barril”

AEPET | Por Felipe Coutinho


Ainda sobre os custos de exploração e produção de petróleo, em termos médios e globais, cabe destacar sua escalada a partir de 2
Crédito: http://ourfiniteworld.com/2015/05/06/why-we-have-an-oversupply-of-almost-everything-oil-labor-capital-etc/

Na matéria publicada no Aepet Direto de 7 de maio de 2015, foi repercutida a declaração da Diretora de Exploração e Produção Solange Guedes relativa ao custo de extração, e não de exploração, como apresentado no título.

Com relação aos custos de exploração e produção do pré-sal a Petrobrás divulgou nota a imprensa em 6 de janeiro de 2015 que reproduzimos a seguir:

EM WWW.PETROBRAS.COM.BR/AGENCIAPETROBRAS
Nota à imprensa
6 de janeiro de 2015

Pré-sal é economicamente viável

Em relação à matéria intitulada “Petróleo desaba e já é ameaça ao pré-sal”, publicada hoje, 6/1, no jornal "O Globo", a Petrobras esclarece que está aumentando a sua capacidade de produção de petróleo e gás no pré-sal brasileiro de modo economicamente viável. A companhia informa que o break even(preço mínimo do barril a partir do qual a produção é economicamente viável) planejado no momento em que foram aprovados os projetos de produção do pré-sal, situava-se no entorno de US$ 45 por barril, incluída a tributação e sem considerar os gastos com infraestrutura de escoamento de gás. Ao considerá-los, esse valor pode aumentar entre US$ 5 e US$ 7 por barril.

Além disso, o break even já mencionado, leva em consideração uma vazão de poços entre 15 e 25 mil barris por dia. Atualmente a Petrobras produz no pré-sal a uma vazão média de 20 mil barris por dia. Alguns poços do Polo Pré-sal da Bacia de Santos têm alcançado vazão superior a 30 mil barris de óleo por dia, com efeito positivo na economicidade dos projetos. Essa elevada produtividade permitiu, por exemplo, que as unidades piloto de produção do FPSO Cidade de São Paulo (navio-plataforma operando no campo de Sapinhoá) e FPSO Cidade de Paraty (instalada no campo de Lula) atingissem a sua capacidade máxima de produção, de 120 mil barris por dia, com apenas quatro poços produtores interligados a cada uma delas.

Esse cálculo considera que todos os dispêndios dos projetos (investimentos, custos operacionais e tributação) estão associados ao nível de preços dos insumos vigente no momento da sua aprovação. É importante destacar, ainda, que os custos da indústria fornecedora de bens e serviços são, historicamente, correlacionados aos preços de petróleo no mercado internacional. Quando há redução relevante, como no caso atual do patamar de preços do barril, ela é acompanhada, ainda que não imediatamente, de uma diminuição dos custos em segmentos importantes do setor de bens e serviços. O efeito dessa redução compensa, em parte, a perda de receita ocasionada pela queda do preço do barril.

Vale ressaltar, também, que as decisões de investimento em projetos de Exploração & Produção – especialmente os destinados a águas profundas – são baseadas em cenários que incorporam uma visão de longo prazo, não só para os preços, como também para todos os demais insumos e custos dos projetos.

Alta produtividade - O enorme potencial do pré-sal pode ser avaliado pela elevada produtividade dos poços em operação. No último dia 16 de dezembro, por exemplo, a produção de petróleo nos campos operados pela companhia na província do pré-sal nas bacias de Santos e Campos atingiu a marca histórica de 700 mil barris de petróleo por dia (bpd), com a contribuição de apenas 34 poços produtores interligados a 12 diferentes plataformas - sendo oito deles produzindo exclusivamente na camada pré-sal. Esse volume foi alcançado apenas oito anos depois da primeira descoberta de petróleo nessa província, em 2006, e apenas seis meses após a companhia ter atingido a marca de 500 mil bpd, em julho.

Além disso, vêm contribuindo para o desempenho da companhia no pré-sal os resultados obtidos pelos programas estratégicos PRC-Poço (Programa de Redução de Custos em Poços) e PRC-Sub (Programa de Redução de Custos em Sistema Submarinos). Esses programas integram iniciativas que vêm incorporando melhorias contínuas na redução da duração e dos custos não só de poços, como também de instalações submarinas dos projetos de Exploração e Produção, contribuindo para aumentar ainda mais a competitividade econômica dos projetos do pré-sal. Como exemplo da melhor produtividade que vem sendo obtida desde 2010, destaca-se a redução da ordem de 60% no tempo de construção de poços dos campos de Lula e Sapinhoá, ambos no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos.




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Produção de petróleo da Petrobras bateu recorde em dezembro

G1


No dia 21, empresa produziu 2,286 milhões de barris.
Novo patamar decorre da contribuição de nove sistemas de produção.

A Petrobras informou nesta terça-feira (22) que bateu um novo recorde de produção própria diária de petróleo e LGN (gás natural liquefeito) no domingo (21), quando produziu 2,286 milhões de barris. O volume produzido, que não considera a parcela de seus parceiros, supera o recorde anterior de 2,257 milhões de barris alcançado no dia 27 de dezembro de 2010. A Petrobras também bateu recorde diário de produção operada no dia 21 de dezembro, tendo produzido 2,470 milhões de barris de petróleo ao dia.

Segundo a Petrobras, o novo patamar decorre da contribuição de nove sistemas de produção. Cinco deles começaram a operar em 2013 e tiveram novos poços interligados ao longo de 2014. Outros quatro sistemas de produção foram instalados este ano.


Pré-sal

A produção de petróleo nos campos operados pela Petrobras na província do pré-sal das bacias de Santos e Campos atingiu a marca histórica de 700 mil barris de petróleo por dia (bpd) no dia 16 de dezembro. Desse volume, cerca de 74% (523 mil bpd) correspondem à parcela da companhia e o restante à das empresas parceiras nas diversas áreas de produção da camada pré-sal.

Segundo a Petrobras, a produção de 700 mil barris por dia foi alcançada oito anos depois da primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, ocorrida em 2006, e seis meses após a marca dos 500 mil barris, obtida em junho.

O patamar de 700 mil bpd foi conseguido com a contribuição de 34 poços produtores, 16 deles localizados na Bacia de Santos, que responde por cerca de 61% do volume produzido no pré-sal – aproximadamente 429 mil barris por dia. Os demais 18 poços estão localizados no pré-sal da Bacia de Campos e respondem pelos 39% restantes da produção – cerca de 273 mil barris por dia. Atualmente, o petróleo do pré-sal é produzido por 12 diferentes plataformas, oito delas produzindo exclusivamente naquela camada geológica.




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Petrobras: a grande sabotagem

Desenvolvimentistas | Por Bento Araújo


A mídia noticiou recentemente uma “suposta redução da produção na Petrobrás”, com a qual discordo e julgo descabido.

Foi noticiado internamente na empresa e no blog Desenvolvimentistas, e ainda continua sendo publicado, o que, na verdade, é um “Plano de Total Desinvestimento no Exterior”, ou seja, desde 2012, o que mais se fala na empresa, é a mudança radical do cenário que ele representa, pois tudo o que tudo o que foi comprado no exterior naquele “Plano de Internacionalização de FHC”, foi, na época, um ato intencional de vender a preços ínfimos ações na Bolsa de NY (NYSE) para propiciar uma drástica mudança de foco da empresa para o exterior, – uma espécie de “privatização branca” da gigantesca estatal petrolífera, pois naquela época, março de 1999, a Petrobras foi classificada pelo Forbes como a sexta empresa do mundo.

Esse programa de FHC teve várias denominações “programa desnacionalização”, “programa de internacionalização”, e, desde 2012, dada a importância da descoberta do Pré-sal, como mudou o cenário e também os planos, a Petrobras precisa vender essas unidades antigas no Exterior, compradas desde o início desse programa de FHC de internacionalização (desnacionalização), cujos resultados serão totalmente revertidos nos próximos anos. A Petrobras venderá a médio prazo, todas essas antigas unidades operacionais, pois muitas são antigas e obsoletas, e seu custeio para mantê-las seria muito alto. Todas essas unidades, seis compradas na era FHC no Exterior, pertencentes a multinacionais inglesas, espanholas e americanas na América Latina, mais as duas compradas pelo governo Lula (Okinawa e Pasadena) serão colocadas à venda, assim como as seis refinarias e unidades de produção, sendo uma delas a refinaria de Bahia Blanca.

O caso de Bahia Blanca foi uma negociata vergonhosa, feita com a empresa espanhola REPSOL, sete meses depois do afundamento da P-36, causado pelas ingerências do governo. Esse negócio foi um escândalo, que gerou perdas financeiras enormes para a Petrobras, coisa que a mídia e os políticos sequer comentam; tal sucata foi objeto de uma troca absurda, entregando-se uma refinaria de porte considerável, a moderna e eficiente REFAP – Canoas/RS, e mais o “brinde” de dez por cento das reservas do campo gigante de Albacora Leste (P-50). Todo esse patrimônio, que vale mais de três e meio bilhões de dólares foi trocado por uma bandeira de postos da Repsol – que valia muito pouco, – incluiu a obsoleta, minúscula refinaria de baixa complexidade de Bahia Blanca, a qual, além de não valer mais que 40 milhões de dólares, nunca deu lucro, e só amargou prejuízos para a Petrobras.

Tal negociata foi feita pelo genro do FHC, então chefe da ANP, sr David Zylbersztajn e pelo presidente estrangeiro da Petrobras, Monsieur Henry Phillipe, em dezembro de 2001, através de entendimentos com um parente de Carlos Menem, dono de um cassino de Buenos Aires, e antigo dono da Refinaria de Bahia Blanca.

As perdas financeiras provocadas por essa troca da Refap pela Refinaria de Bahia Blanca se agravaram depois da explosão ocorrida na unidade em 2012. Essa explosão causou mortes, e obrigou a unidade a permanecer fechada, sem condições de operar por muito tempo, com prejuízos enormes. Além disso, a Petrobrás ainda teve que pagar multas milionárias determinadas pela Justiça Argentina.

Portanto, esse acertado “Programa de Desinvestimento no Exterior”, anunciado em maio de 2012, foi amplamente divulgado no blog público da Petrobrás, logo após a demissão de Costa, em 30 de abril de 2012, e a demissão de Nestor Cerveró, que era diretor da Area Internacional. Ao assumir a presidência em 2012, a senhora Graça Foster exonerou o Cerveró da área internacional criada por FHC logo após a demissão de Costa, pois, além ser mudado o foco da empresa do mercado nacional para o Exterior, eles ainda realizaram, em março de 1999, uma absurda venda de um lote bilionário de ações (quase metade da Petrobras – 40% das ações OP PETR4), por um bilhão de dólares.

O governo brasileiro de então fez essa venda no pregão de Nova Iorque, ao mega-especulador norte-americano Sr George Soros, da Soros Fund Management e patrão de Armínio Fraga, então ministro do Banco Central (!) Na época, o comprador pagou com moedas podres do mercado imobiliário norte-americano, que nominalmente valiam 40 bilhões de dólares,– que pagou com moedas podres do mercado imobiliário americano, arrastados esses títulos na crise de alguns anos após. Esse negócio significou um enorme prejuízo para a Petrobrás, que deixou no NYSE a metade de seus lucros desde o ano 2000. George Soros, desde então já embolsou , apenas com a Petrobrás, mais de 90 bilhões somente no jogo de compra/vende aproveitando as altas e baixas das ações.

O patrimônio do Soros Fund Management” supera o PIB de muitos países, sendo ele o maior mega-especulador e mega-agiota do mundo. Armindo Fraga, que trabalha para Soros, muito ajudou nesses “negócios da China” no Brasil, e a empresa de Soros é o maior sócio privado da Petrobrás. Este foi um golpe de golpe de mestre na Bolsa de NY, pois as ações valiam mais de 45 bilhões de dólares e foram vendidas a um bilhão. Desde 2000, a Petrobras deixa no NYSE uma boa parte de seus lucros.

Sendo um antigo aplicador do mercado imobiliário norte-americano, Georges Soros percebeu ou antecipou o futuro colapso daquele sistema (que ocorreu em 2008) , e através de seu assistente ou assessor , o economista Arminio Fraga, passou a comprar os “negócios da China”, as “privatarias” de 65 empresas estatais brasileiras, 45 empresas estatais mexicanas e mais de 20 estatais na Argentina. Todos esses “negócios”, foram feitos respectivamente nos governos de FHC, Salinas e Menem. Esses verdadeiros “China Business” foram amplamente anunciados na imprensa internacional pelos bancos das privatizações, desses país, incluindo o BBA (Banco Bracher e Arida, pertencente aos senhores Fernão Bracher e Pérsio Arida), e o Banco Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, que teve sua prisão diligenciada pelo delegado Protógenes, e por cuja causa, para abafar o caso, Protógenes foi exonerado de suas funções na Polícia Federal.

Embora aposentado há dois anos na Petrobrás, lembro que em meus últimos anos passados na empresa esta já operava em muitos campos do Pré-Sal, reserva descoberta em julho de 2007, estimada em 80 bilhões de barris, que quintuplicou as reservas do Brasil. Acho que essa é a única explicação para os ataques ferozes do maior império consumidor de petróleo do mundo (EUA e Inglaterra). Todos esses campos do Pré-Sal estão batendo recordes diários e já estavam em operação inúmeros TLDs (Testes de Longa Duração) e FPSOs (Float Production Storage Operation), gigantesco navio-plataforma, que produz, no caso da Petrobras, cerca de 180 mil barris por dia e estoca mais de um milhão de barris. Essa carga é depois transferida para navios petroleiros, que leva o óleo para os Terminais da Petrobras.

Insisto, todas essas unidades estão em plena operação no Pré-sal, batendo recordes impressionantes a cada dia, e, na maioria das unidades com uma dezena de “poços produtores” e “poços de teste” – muitos uma com vazão surpreendente média de 40 a 45 mil barris por dia por poço, cada um capaz de abastecer uma refinaria.

Os TLDs são as unidades que operam na fase inicial do campo. Há 30 anos, essas unidades de produção inicial eram chamadas SPAs (Sistemas de Produção Antecipada) cujo objetivo, num prazo médio de 2 a 3 anos, é obter os dados da Geologia do petróleo, tais como viscosidade e grau API médio, para adequar a operação das futuras unidades definitivas.

No Brasil, novas regras legais surgiram desde 1997 com a criação da ANP (Agência Nacional do Petróleo), quando elas passaram a ser denominados TLDs (teste de longa duração), geralmente “unidades fretadas” disponíveis no mercado para operar na fase de testes. Essa é a maneira como atuam em todo o mundo, existindo grandes fretadoras de FPSOs de pequeno porte (SBM, Modec, BW, etc). Aqui no Brasil temos uma “limitação legal” criada pela ANP, pois em função dos “prazos prazos legais diferenciados” determinados pela ANP durante a sua criação em 1997, foi estabelecido para a Petrobras, um “prazo legal de três anos antes do início da operação após a “declaração da descoberta e da comercialidade do campo”. Esse prazo pode ser considerado arbitrário, porque para as petrolíferas estrangeiras, esse prazo é dilatado para oito anos.

Isso fez com que a Petrobras desde 1997, partisse para a opção dos “afretamentos” (aluguel de unidades na “fase de teste”, principalmente após o acidente da P-36, pois a pressa, a pressão e a ingerência da ANP, obrigaram a Petrobras, logo na descoberta do gigantesco Campo de Roncador em 1997, a fazer “contrato turn-key” para reduzir o prazo da obra, e atender aquela limitação legal absurda de apenas 3 anos para inicio da operação.

Se, no caso das grandes unidades, somarmos o prazo do “projeto conceitual e da Base de Projeto”, geralmente de um ano, e mais o prazo do “Projeto Básico”, que dura em média 18 meses nos casos de grandes unidades, considerando ainda o prazo do ‘Projeto de Detalhamento”, que demora na média, uns 24 meses e o prazo da obra que se inicia após o detalhamento, mais a fase de “pré-operação”, o prazo imposto não tem sentido, quando deveria, no mínimo, para cumprir com todas essas etapas, de 5 anos para a implantação de uma grande plataforma petrolífera. Também não se justifica que os prazos sejam diferentes para a empresa nacional e as estrangeiras privilegiadas. Tais regras foram estabelecidas pelos burocratas e advogados ligados aos senhores FHC e a seu genro, sr David Zylbersztajn, que nada entendem de obras de Engenharia.

Essa improvisação foi uma das causas do acidente e desastre da P-36. A ANP em concordância com a diretoria da época da empresa, Barusco e Duque, promoveram o contrato turn key, que não permite sequer uma eficiente fiscalização e controle. Nessa modalidade, a contratada assume todos os riscos, e o documento foi assinado com a Marítima em 1997. Tal empresa pertencia a um amigo de Zylbersztajn, sem qualquer experiência em plataformas petrolíferas. O acidente contou com outras causas coadjuvantes: falhas de construção pela inexperiência da empresa Marítima (o dono dessa empresa que construiu a P-36 é o Senhor German Eframovitch, um “testa-de-ferro” de Zylbersztajn, sendo que, com os lucros da P-36, ele pôde criar a empresa de aviação Oceanair, além de comprar a AVIANCA.

A produção na camada Pré-Sal, é portanto de alta produtividade em razão das características geológicas do petróleo leve da camada. Quando eu embarcava para resolver assuntos técnicos, os Geplats (Gerentes das plataformas) comentavam muito essa alta produtividade dos poços na camada Pré-Sal, que se estende numa faixa de 200 km da costa brasileira desde Santa Catarina até o sul da Bahia, na Bacia do Espirito Santo.

O que tenho acompanhado no blog da Petrobras, e nos sites do Sindipetro, é justamente o contrário da antipropaganda de “desinvestimento”: todos os investimentos da Petrobrás “no Brasil” serão mantidos, até porque os projetos estão adiantados, muitos já em fase de detalhamento e construção, incluindo os FPSOs “Replicantes” da Bacia de Santos, e os FPSOs da Cessão Onerosa. É interessante anotar que a empresa teve que pagar em dinheiro para a ANP, 5 bilhões de reais em 2011, para que não fosse leiloado.

Portanto, a notícia da redução dos investimentos da Petrobras só pode ser um equívoco ou uma interpretação equivocada da divulgação no blog da Petrobras sobre o Plano de Desinvestimento no Exterior, anunciado desde a demissão de Costa e Cerveró em março de 2012. Na mesma época, outros ex-diretores nomeados por FHC, ferozmente alinhados aos desmontes da internacionalização e extinção dos departamentos, e o fatiamento da empresa pela criação das Unidades de Negócio, foram demitidos (dois) e os outros se desligaram da Petrobrás para trabalhar em mercados privados ou para se aposentarem.

É importante também entender o desastre provocado pelo desmonte das 65 estatais lucrativas que foram privatizadas, sendo duas no governo Collor (Usiminas e Acesita) e as outras 63 no governo FHC, incluindo o negócio mais lucrativo do mundo: as seis petroquímicas da Holding Petrobras que foram construídas pela Petrobras nas décadas de 1960 e 1970. Elas geram lucros exorbitantes para a Nação e agora esses lucros exorbitantes vão para os “bolsos privados” que as compraram a preços ínfimos em outros tantos “negócios da China”, ou seja, negociatas feitas por FHC em 1995 e 1996 como favores ao capital privado. Portanto todas as estatais lucrativas incluindo a metade das ações da Petrobrás e suas petroquímicas subsidiárias foram vendidas a preços ínfimos, além das 26 empresas de telecomunicações da Telebras, vendidas a “preço de banana” e com concessão de empréstimos, na maior parte para os espanhóis da Telefonica, crimes que se podem considerar de “lesa-pátria”.

Se as estatais fossem vendidas a preços corretos, na remuneração justa do capital, forneceriam recursos para construir e equipar vinte mil hospitais públicos, construir dez mil escolas, duas para cada cidade brasileira, e ainda sobraria para reconstruir as ferrovias brasileiras, sucateadas mais ferozmente também nos governos Collor e FHC.

Por essa razão, FHC criou uma REDE DE PROTEÇÃO, no “apagar das luzes” do governo em 2002, que proíbe por trinta anos (portanto até 2032) investigar todos os processos de privatização feitos no seu governo e ainda tornam sigilosos todos os documentos das privatizações, incluindo a venda das ações preferencias da Petrobras para o patrão de Armínio Praga, digo, Armínio Fraga, o megaespeculador George Soros dono da empresa de fomento que detém hoje o maior controle acionário privado da Petrobrás e ainda ele controla outras 25 empresas estatais de energia elétrica privatizadas no México, Argentina, Leste Europeu e Ásia.

Fernando Collor inclusive, contratou a consultoria de um banco estrangeiro para propor um maquiavélico Plano de Desnacionalização e Privatização das Estatais Brasileiras. O plano vazou na mídia empresarial por ser altamente lesivo aos interesses públicos, foi publicado na íntegra no jornal RR (Relatório Reservado – edição de Julho de 1990), com o título do relatório “Preliminary ideas for a privatization master plan in Brail of Petrbrás Group, Eletrobras Group, Telebras Group, Siderbras Group and Infraero Group – The First Suisse Bank of Boston – april 1990”.

O documento propôs centenas de ações governamentais e políticas “passo a passo” para fazer os desmontes nas 65 estatais brasileiras mais lucrativas, incluindo, o fatiamento dessas empresas em “Asets”, Unidades de Negócio, extinção de departamentos estratégicos e de todas as subsidiárias lucrativas, provocar sindicatos para fomentar “greves desgastantes”, internacionalizar a petroleira brasileira e vender ações no Exterior para tirar o foco nacional, desnacionalizar as empresas, nomear “aliados internos”, com algumas promoções “meteóricas” e muitas outras maldades.

Desejando-se conhecer o que sobrou após esses desmontes, digite-se o título no Google “George Soros e a Petrobrás”, e lá se encontrarão as últimas movimentações de Soros. Em 1999, ele ganhou a “raspadinha” do lote bilionário de quase metade das ações preferenciais da Petrobrás (PETR4) vendidas no NYSE por FHC e seu genro, a preços ínfimos. Soros pagou a bagatela de um bilhão de dólares com moedas podres do mercado imobiliário, depois ainda revendeu uma parte para outros investidores americanos em agosto de 2007, quando as ações tiveram a maior alta da história. Elas explodiram após a descoberta do Pré-Sal em julho de 2007, e agora, mais recentemente, durante todo o ano de 2014, com os ataques políticos no Brasil e o dumping mundial do preço do petróleo, iniciado em janeiro de 2014 – o qual fez cair pela metade o valor do barril de petróleo – golpe do Império para afetar os países produtores não-alinhados (Irã e Venezuela). As ações de 20 petrolíferas caíram desde janeiro do ano passado, e Soros aproveitou para recomprar as ações que ele vendeu na alta em 2007, recomprando agora na baixa.

Bento Araújo, professor e engenheiro, tem uma carreira de 45 anos na indústria, sendo que 26 anos na Petrobrás. Anteriormente trabalhou (19 anos) em outros setores da área de infra-etrutura, como o Setor Elétrico, pela subsidiária SBE da Eletrobras; na construção e ampliação da ACESITA, empresa siderúrgica produtora de aços especiais; e na Cia Vale do Rio Doce – obras de ampliação da Mina Conceição e Mina do Campestre, em Itabira.