- Não são só cerca de 80 mil empregos* diretos e 300 mil terceirizados (dados do final de 2014);- Não são só mais de 82...

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domingo, 17 de maio de 2015

Economistas confirmam o valor do pré-sal para a Petrobrás e para o Brasil


"Análise feita por economistas consultados pelo Jornal do Brasil confirma o alto valor estratégico do pré-sal. Para...
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Economistas confirmam importância do pré-sal para a Petrobrás e para o Brasil

AEPET


Análise feita por economistas consultados pelo Jornal do Brasil confirma o alto valor estratégico do pré-sal. Para Fernando Sarti, diretor do Instituto de Economia da Unicamp, a Petrobrás tem condições de buscar recursos para seus investimentos sem precisar desinvestir no pré-sal. Para Sarti, "não há dúvida de que a Petrobrás deva manter sua participação em uma área estratégica como é a do pré-sal. No contexto atual, nenhuma mudança seria positiva".

A matéria coloca abaixo os argumentos dos que querem modificar a legislação a pretexto de "ajudar a Petrobrás a fazer investimentos". Evidencia também porque, na opinião do executivo-chefe da Shell, Ben van Beurden, o Brasil é "o país mais excitante do mundo". A Shell acaba de realizar o maior negócio anunciado no mundo em 2015: a compra do BG Group pela Shell por US$ 70 bilhões, tem como pano de fundo o petróleo brasileiro. No comunicado ao mercado, a empresa anglo-holandesa afirmou que, após a aquisição, poderá saltar de uma produção de 52 mil barris/dia de petróleo para mais de 550 mil barris/dia.

Por sua vez, Guilherme Santos Mello, também professor da Unicamp, considera o Pré-sal uma questão estratégica não só para a estatal mas também para o país. "A Petrobrás pesquisou, descobriu e desenvolveu a tecnologia necessária para explorar esses poços, e agora possui reservas de alto rendimento em um setor muito arriscado, que é o do Gás e Petróleo".

Já Cláudio Gontijo, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), avalia que "desfazer-se de ativos do pré-sal neste momento seria vendê-los por um valor abaixo do que realmente valem, por conta do contexto econômico. A médio prazo, o preço do barril do petróleo deve voltar a se valorizar e a empresa vai perder uma renda importante, além de recursos que poderiam ser revertidos em receitas fiscais para o Estado".

O modelo de partilha é o que nos interessa!

Produção do pré-sal deve crescer 70% neste ano, diz Bendine






Produção do pré-sal deve crescer 70% neste ano, diz Bendine

O Globo


Presidente da Petrobras destacou que estatal atingiu marca de 800 mil barris por dia nas bacias de Santos e Campos

IPOJUCA - A produção do pré-sal deve crescer 70 por cento neste ano, disse nesta quinta-feira o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, durante cerimônia de entrega de navio petroleiro à Transpetro pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE).

O executivo destacou, durante discurso no evento, que contava com a presença da presidente Dilma Rousseff, que a produção nas áreas do pré-sal, nas bacias de Santos e Campos, atingiu recentemente a marca de 800 mil barris de petróleo por dia (bpd), configurando um novo recorde (o volume inclui óleo de parceiros).

Bendine não estimou um volume médio para a produção do pré-sal em 2015.

A produção de petróleo no pré-sal tem contribuído de forma expressiva com o crescimento da produção no país, neste ano, em relação ao ano passado. Os volumes têm ajudado também a compensar o forte declínio de alguns campos maduros do país.

Em dezembro do ano passado, o pré-sal produziu média de 667 mil bpd, enquanto em janeiro de 2014 a produção média foi de 358,8 bpd, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Durante o evento, Bendine destacou ainda em seu discurso que a Petrobras sairá mais forte do momento que está enfrentando agora. A companhia está envolvida em um escândalo de desvio de dinheiro de contratos que teve a participação de empreiteiras, políticos, partidos e executivos de diversas companhias.




sábado, 16 de maio de 2015

O Pré-Sal por Samuel Pinheiro

Entendam o que está em jogo.O pré-sal tem reservas abundantes e de baixo risco exploratório, com custos cada vez menores. Em tais condições, derrubar o sistema de partilha é um retrocesso injustificável.

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O pré-sal é delas?

"Recomendamos a leitura desta ampla reportagem, publicada pela Revista Retrato do Brasil. O texto é imprescindível para...

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Pré-sal vai à votação no Senado


Este é o grande golpe. E se ninguém reagir, o golpe passa.
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Pré-sal vai à votação no Senado

Brasil Econômico


Relator quer agilizar análise em comissões do projeto de José Serra (PSDB-SP) que altera o regime de partilha

Brasília - Na reta final das votações do ajuste fiscal na Câmara, o governo se prepara para entrar uma nova batalha no Congresso. Na próxima quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado colocará em votação o projeto de lei que propõe alterações no regime de partilha do pré-sal, tema que durante a última campanha colocou em lados opostos a presidenta Dilma Rousseff e seu adversário no segundo turno, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB). De autoria do senador tucano José Serra (SP), o PL 131/2015 desobriga a Petrobras de integrar consórcios de exploração do pré-sal e exclui a cláusula estabelecida na lei de partilha, de 2010, que condiciona a participação da estatal em, no mínimo, 30% em cada licitação.

O relator da proposta é o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que já avisou que tem pressa em vê-lo aprovado. Pelo rito normal, o PL teria de passar, além da CCJ, pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Infraestrutura, antes de ir à votação no plenário do Senado. Mas, para acelerar o processo, Ferraço está negociando com os presidentes das três comissões uma votação conjunta, de modo que, em um mês, o projeto possa ser apreciado pelo plenário da Casa.

A presidenta Dilma Rousseff é contra o projeto e já avisou que ninguém no governo está autorizado a tocar no assunto enquanto não houver uma posição de consenso entre os ministros da área econômica. Por enquanto, já se manifestaram a favor da revisão do regime de partilha o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga. Mas, há indicações que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também é favorável a uma regra que permita a Petrobras decidir pela não participação dos leilões, se entender que não há necessidade estratégica ou suporte financeiro adequado.

Oficialmente, o Planalto nega que quaisquer mudanças no regime de partilha do pré-sal estejam em discussão neste momento, quando todo o núcleo de articulação política está voltado para votar o ajuste fiscal no Congresso. Mas, fontes ouvidas pelo Brasil Econômico disseram que a presidenta passou a avaliar com preocupação o assunto e já sinalizou que, na hipótese do texto-base de Serra ser aprovado sem alterações, o desfecho “certamente” seria o veto presidencial. “Da forma como está, não há qualquer chance de esse projeto contar com o aval do governo. A presidenta, inclusive, não quer ouvir falar nesse assunto”, disse um auxiliar de Dilma, acrescentando que todas as atenções estão voltadas para o ajuste fiscal.

A defesa do modelo de partilha vigente não é apenas ideológica, frisa um integrante do governo, sob condição de anonimato. A avaliação oficial é que tanto a regra que condiciona a participação mínima em 30%, quanto a que determina que a Petrobras seja a operadora única do pré-sal são vantajosas à Petrobras, embora reconheça que as regras possam colocar em risco a saúde financeira da empresa num ano de dificuldades de obter recursos para tocar projetos prioritários.

Envolvida em um esquema de corrupção deflagrado pela Operação Lava Jato, a Petrobras acumula dívidas cinco vezes superiores a sua capacidade operacional de geração de receitas. A empresa também já avisou, por meio de seu novo presidente, Aldemir Bendine, que não tem condições de participar em novas licitações do pré-sal neste momento. Mas também reconhece que os resultados na exploração da camada profunda de petróleo têm sido mais do que satisfatórios. Ao mesmo tempo em que elevou a produção na Bacia de Campos para cerca de 800 mil barris ao dia, a Petrobras conseguiu derrubar o custo de extração para US$ 9 o barril, 38% menos que a média obtida pela estatal nos demais campos de petróleo, de cerca de US$ 14,6 por barril.

São esses números que o governo se apega para defender a manutenção do modelo de partilha sem alterações. Essa posição só será revista, disse uma fonte, se a presidenta Dilma entender que a Petrobras não terá como arcar com os custos de participar de um novo leilão. Ou se a petista entender que um veto ao projeto do senador José Serra, caso seja aprovado no Congresso, poderá colocar em risco a capacidade de articulação política do governo. “Se a situação estiver muito difícil, é possível que a presidenta opte por não vetar o projeto. Mas, se assim o fizer, não será por convicção, e sim para evitar mais uma fadiga com o Congresso.”


AS OPÇÕES EM JOGO

Modelo de concessão 

■  Como funciona — Empresas interessadas disputam o direito de explorar e produzir petróleo em áreas licitadas pelo Estado. Em caso de descoberta comercial, o concessionário tem de pagar à União, em dinheiro, tributos incidentes sobre a renda, além de ressarcir o Estado com royalties, participações especiais e pagamento pela ocupação ou retenção de área.

■  Áreas onde o modelo é adotado — Marlim, Roncador, Lula e Jubarte.

Modelo de partilha

Como funciona — Durante a licitação do bloco, a empresa que oferecer à União a maior participação no volume de óleo produzido sagra-se vencedora. Se houver descoberta comercial, ela pode solicitar o ressarcimento de despesas na exploração (o chamado óleo-custo). Como em outros modelos, há a cobrança de royalties, além do pagamento de bônus de assinatura do contrato, fixado no edital. Outra exigência é a participação da Petrobras como operadora exclusiva, com participação mínima de 30% no consórcio.

Áreas onde é adotado — Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, foi a primeira a ser licitada sob esse regime. A Petrobras tem 40% de participação nesse bloco. Mas ainda há mais áreas a ser licitadas. Atualmente, o pré-sal engloba cerca de cerca de 800 km de extensão, que vai dos litorais dos estados de Santa Catarina ao Espírito Santo.

Cessão onerosa

Como funciona — A União cedeu à Petrobras o direito de exercer, por meio de contratação direta, atividades de exploração e produção em áreas do pré-sal que não estão sob o modelo de concessão, limitadas ao volume máximo de 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural. Os contratos de cessão têm duração de 40 anos, prorrogáveis por mais cinco anos.

Áreas onde o modelo é adotado — Franco, Florim, Nordeste de Tupi, Sul de Tupi, Sul de Guará, Entorno de Iara e Peroba.

O que está em jogo no pré-sal

Menor custo de exploração
Atualmente, o custo de exploração do pré-sal, segundo a Petrobras, caiu para US$ 9 o barril. Representa 38% menos que a média da estatal, de US$ 14,6 por barril, e 40% menos que o valor praticado pelas empresas do setor, de cerca de US$ 15 por barril.

Agilidade na exploração

Em dezembro, a produção diária no pré-sal atingiu a marca de 800 mil barris. Em junho de 2014, esse patamar era de 500 mil barris diários, diz a Petrobras, acrescentando que, para atingir essa marca em outros campos de exploração, foram necessários 31 anos de trabalho e a construção de 4.108 poços produtores. Na Bacia de Campos, esse volume foi atingido com 21 anos de exploração e apenas 411 poços produtores.

Ociosidade de produção ainda elevada

A Petrobras acredita ter conseguido elevar a produção no pré-sal para algo como 20% da capacidade. A meta da empresa é elevar essa utilização para 52% em 2018. Outra vantagem, diz a empresa, diz respeito ao alto poder de acerto na exploração. “Alcançamos 100% de sucesso exploratório no polo pré-Sal da Bacia de Santos em 2014, ou seja, encontramos óleo em todas as perfurações realizadas nessa área”, conta a estatal.

Nosso lucro líquido no 1º trimestre de 2015 foi de R$ 5,3 bilhões






Nosso lucro líquido no 1º trimestre de 2015 foi de R$ 5,3 bilhões

Petrobras - Fatos e Dados


Leia o comunicado que divulgamos nesta sexta-feira (15/5) sobre nossos resultados do 1º trimestre de 2015:

• A Petrobras obteve lucro líquido de R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre de 2015, 1% inferior ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete o aumento da despesa financeira líquida da companhia, principalmente em função da maior depreciação do real em relação ao dólar.

• O lucro operacional foi de R$ 13,3 bilhões, 76% superior ao do primeiro trimestre do ano passado, principalmente devido ao crescimento da produção de petróleo e gás, às maiores margens na comercialização de derivados e aos menores gastos com participação governamental e importações. Além disso, o resultado do 1º trimestre de 2014 foi impactado pelo provisionamento de gastos com o Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (R$ 2,4 bilhões), o que não se repetiu em 2015.

• O EBITDA ajustado do trimestre foi de R$ 21,5 bilhões, um aumento de 50% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. O resultado reflete os aumentos nos preços de diesel e gasolina em novembro de 2014, assim como o maior lucro operacional acima destacado.

• Os investimentos totalizaram R$ 17,8 bilhões, 13% inferior a do 1º trimestre de 2014. O foco dos investimentos foi o segmento de Exploração e Produção no Brasil, que recebeu 79% dos recursos, com destaque para os projetos de aumento da capacidade produtiva.

• A Petrobras terminou o trimestre com R$ 68,2 bilhões em caixa.


Destaques operacionais

• A produção de petróleo e gás natural da Petrobras (Brasil e exterior) cresceu 11% em relação ao 1º trimestre de 2014, atingindo a média de 2 milhões 803 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). Em abril, foi atingido recorde na produção mensal de petróleo no pré-sal, de 715 mil barris por dia.

• Neste trimestre, foi iniciada a operação do sistema de produção antecipada do campo de Búzios (Bacia de Santos); da P-61, no campo de Papa-Terra (Bacia de Campos); e do campo de Hadrian South, em águas ultraprofundas no Golfo do México (EUA).

• No refino, a produção total de derivados no Brasil e exterior foi de 2 milhões 119 mil bpd, 8% inferior ao mesmo período de 2014. A queda na produção doméstica deveu-se à parada programada na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, parcialmente compensada pela contribuição da produção da RNEST.

Leia mais na nossa página de Relacionamento com Investidores.




sexta-feira, 15 de maio de 2015

Dilma diz que política de conteúdo local não será revista em seu governo


"A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira, 14, durante cerimônia de inauguração de dois navios petroleiros...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 15 de maio de 2015




Dilma diz que política de conteúdo local não será revista em seu governo

Estadão


Presidente foi enfática ao dizer que, no seu governo, as políticas de conteúdo local e regime de partilha nos campos de petróleo serão mantidas

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira, 14, durante cerimônia de inauguração de dois navios petroleiros em Pernambuco, que a política de exigência de conteúdo local não deve ser revista no seu governo. “A política de conteúdo local não é algo que pode ser afastado, a política de conteúdo local é o centro da política de recuperação da capacidade de investimento deste País”, afirmou. “A política de conteúdo local veio pra ficar, é uma opção que fizemos ainda no governo Lula”, acrescentou.

Dilma foi enfática ao dizer que, no seu governo, as políticas de conteúdo local e regime de partilha nos campos de petróleo serão mantidas. “Queremos produzir no Brasil aquilo que pode ser produzido no Brasil”. Ela reconheceu que houve problemas quando a indústria naval foi retomada, mas disse que isso é normal no início da curva de aprendizado. “Que país não teve problemas quando resolveu empreender, ser pioneiro numa indústria?”, argumentou.

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse recentemente que o governo estuda mudanças na política de conteúdo local para o setor de petróleo – que exige que boa parte dos equipamentos usados nos blocos de exploração sejam construídos no País. Segundo ele, o ministério trabalha para apresentar em 30 a 60 dias uma proposta para o governo, em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Ambos os modelos fazem sentido, um quando não se sabe onde tem petróleo e outro quando se sabe que ali tem petróleo”, disse Dilma ao comentar sobre os modelos de concessão e de partilha. “Os dois modelos que vigem no Brasil serão mantidos. O modelo de concessões para a exploração e prospecção em áreas de alto risco, onde quem achar fica com o petróleo. E o modelo de partilha, na poligonal do petróleo, onde se sabe que tem muito petróleo, e de alta qualidade. Nesse caso, a sociedade brasileira tem de ter o direito à chamada parte do Leão”, afirmou Dilma.

A presidente participou da cerimônia no estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE), para o lançamento do navio encomendado pela Petrobras André Rebouças, e do batismo do navio Marcílio Dias, ainda em fase de construção. Na plateia, estão centenas de funcionários, que relataram à Agência Estado, sem se identificarem, o clima de insegurança dentro do estaleiro.


Petrobras

A presidente também voltou a defender a Petrobras, afirmando que mesmo em meio ao escândalo de corrupção na estatal, a empresa ganhou o “Oscar tecnológico” na OTC. “Que ironia, no momento em que a gente enfrenta os malfeitos, as tentativas de uso indevido da empresa, os processos de corrupção, essa mesma empresa é forte o suficiente para ganhar o ‘Oscar tecnológico’ na OTC”, comentou. Ela afirmou que a companhia foi premiada por ter capacidade de extrair petróleo em grandes profundidades, a um preço competitivo.

Segundo Dilma, se a demanda por navios e plataformas não for atendida por trabalhadores brasileiros, por empresas instaladas aqui – “aceitamos também investidores de fora, que venham gerar emprego aqui” -, o Brasil corre o risco de viver a chamada maldição do petróleo, ou doença holandesa. “Temos de ter uma cadeia de petróleo e gás fornecendo produtos, com trabalhadores brasileiros”.

A presidente afirmou ainda ter a convicção que a Petrobras e a capacidade de exploração e produção de petróleo e gás vão transformar o Brasil em um grande exportador, mas mesmo antes disso a demanda por navios, plataformas e sondas vai continuar existindo. Para isso, explicou ela, além de demanda da Petrobras, existe o financiamento do Fundo da Marinha Mercante e o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).

Aos canalhas que querem destruir a Petrobrás...

Indústria brasileira em situação "gravíssima"


Lembrar que a Petrobrás responde por 70 a 80% das encomendas à indústria naval¹ e por METADE das compras de bens de...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 15 de maio de 2015




Indústria brasileira em situação "gravíssima"

AEPET


A situação gravíssima da indústria brasileira não se restringe a um de seus segmentos ou a uma localidade do País. Ela é geral. E mais: no primeiro trimestre deste ano, os números do IBGE mostram que a crise do setor industrial se aprofundou.

De fato, a atividade produtiva da indústria nacional fechou o primeiro trimestre com queda de 5,9%, piorando seu quadro evolutivo observado desde o primeiro trimestre de 2014 – cujas taxas trimestrais foram, respectivamente, do primeiro ao quarto trimestre, de +0,6%, –5,3%, –3,5% e –4,1% (variações calculadas com relação ao mesmo período do ano anterior). A taxa acumulada em doze meses projeta uma retração da produção industrial de 4,7% em 2015, ou ainda, um decréscimo maior do que o registrado no ano passado (–3,2%).

Em São Paulo, a produção industrial, que apresentou a maior retração em 2014 (–6,3%) relativamente a outras localidades do País, continua amargando uma queda fortíssima no primeiro trimestre deste ano, de –5,4%. Isso não se deve somente ao encolhimento expressivo (–13,7%) da produção do segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias nesse período, mas também a quedas significativas em outros de seus ramos industriais, como, por exemplo, o de máquinas e equipamentos (–10,1%), de produtos alimentícios (–7,3%), de outros produtos químicos (–6,6%), de metalurgia (–9,8%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (–9,3%) e de celulose, papel e produtos de papel (–7,1%) – todas as taxas calculadas com relação ao primeiro trimestre do ano passado.

A produção industrial vai claramente piorando, trimestre após trimestre, no Amazonas e nos estados do Sul. Tomando-se o terceiro e quarto trimestres do ano passado e o primeiro deste ano, sempre nessa ordem, a evolução da atividade produtiva da indústria amazonense foi a seguinte: –7,3%, –11,1% e –17,8%. No Rio Grande do Sul, ela também despencou: –5,6%, –3,9% e –8,8%. Algo semelhante pode ser visto em Santa Catarina (–2,0%, –3,7% e –7,0%) e no Paraná (–8,1%, –4,2% e –10,5%). No Nordeste, o ligeiro crescimento no quarto trimestre de 2014 não era um prenúncio de um melhor início em 2015. As taxas de variação da produção industrial nessa região foram de –0,3%, +0,3% no terceiro e quarto trimestres do ano passado e –5,8% no primeiro trimestre deste ano.

E se as produções das indústrias do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, outros dois importantes centros industriais do País, apresentaram resultados relativamente melhores no ano passado – ou seja, a produção nesses estados caiu menos em 2014, a saber: –2,8% no Rio de Janeiro e –2,9% em Minas –, no primeiro trimestre deste ano, a atividade produtiva fluminense recuou 6,3% e a mineira, 8,0%!

Por fim, vale dizer que os números positivos da produção industrial no Espírito Santo refletem, sobretudo, a recuperação de sua indústria extrativa, cuja atividade havia caído de modo expressivo em períodos anteriores.