- Não são só cerca de 80 mil empregos* diretos e 300 mil terceirizados (dados do final de 2014);- Não são só mais de 82...

Posted by Em Defesa da Petrobras on Domingo, 15 de março de 2015




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A tentativa de desmontar a Petrobras


"Para o editorial, o Globo certamente teve o auxílio do ectoplasma de algum editorialista dos anos 50. Os bordões são os...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 27 de fevereiro de 2015




A tentativa de desmontar a Petrobras

Jornal GGN | Por Luis Nassif


O editorial do jornal O Globo de ontem é claro. O interesse maior não é o de punir malfeitos, prender corruptos e corruptores: é mudar o sistema de partilha do pré-sal. Trata-se de uma bandeira profundamente rentável, a  julgar pelo afinco com que veículos se dedicam a ela.

***

A geopolítica do petróleo não é uma mera teoria da conspiração: é um dado da realidade, por trás dos grandes movimentos políticos do século, especialmente em países que definiram modelos autônomos de exploração do petróleo. E as mídias nacionais sempre tiveram papel relevante, não propriamente por convicções liberais e internacionalistas.

***

Para o editorial, o Globo certamente teve o auxílio do ectoplasma de algum editorialista dos anos 50. Os bordões são os mesmos: "O PT, ao reagir ao petrolão, ressuscita um discurso da década de 50 e recoloca o Brasil na situação de antes da assinatura dos contratos de risco, no governo Geisel: o petróleo era “nosso”, mas continuava debaixo da terra. Agora, do mar".

Valia nos anos 50, antes que a Petrobras conseguisse sucesso nas suas prospecções. É uma piada em 2015, quando a empresa consegue extrair 700 mil barris diários do pré-sal. Aliás, é o segundo erro do jornal. O primeiro é supor que a Petrobras ou o sistema de exploração do petróleo é bandeira do PT.

Trata-se de um pilar de política industrial e social que vai muito além dos jogos partidários.

***

As propinas pagas são caso de polícia. Corruptores e corrompidos precisam ser identificados, processados e presos. Pretender atribuir a corrupção à empresa ou ao modelo de exploração do pré-sal é malandragem política.

Diz o editorial: "Se a Petrobras, em condições normais, já tinha dificuldades para tocar esse plano de pedigree “Brasil Grande”, agora é incapaz de mantê-lo. Não tem caixa nem crédito para isso. Não há como sustentar o modelo".

A empresa enfrenta problemas momentâneos de caixa, que poderão ser resolvidos com desmobilizações, com a entrada em operação de vários dos investimentos e assim que houver um mínimo de competência política do governo, para deslindar o novelo policial-financeiro criado pela Lava Jato.

***

Ao longo das últimas décadas, os avanços proporcionados pela Petrobras foram muito além da atividade principal, de tirar petróleo. Hoje em dia, a prospecção em águas profundas é a única tecnologia global na qual o país se destaca, ao lado da aeronáutica.

A política de conteúdo nacional fortaleceu toda uma cadeia de fabricantes de máquinas e equipamentos. O transporte de combustíveis e as plataformas permitiram recriar a indústria naval. A pesquisa brasileira avançou uma enormidade através das pesquisas em rede com as principais universidades nacionais.

***

Nos últimos anos, a Petrobras foi vítima de três atentados. Do PT, ao permitir e ampliar a permanência de esquemas de financiamento de campanha, destruindo os sistemas internos de controle da empresa. Do governo Dilma, ao conferir responsabilidades inéditas à empresa e, ao mesmo, tirar-lhe o oxigênio com os sub-reajustes tarifários. E, agora, da oposição e da velha mídia, valendo-se do álibi da corrupção para bancar campanhas pouco nítidas para seus patrocinadores.

Nem corrupção, nem entreguismo!


Transmitido ao vivo pela internet (mais de 10 mil computadores acessaram o link), o ato na ABI no último dia 24 marcou...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Sexta, 27 de fevereiro de 2015




Nem corrupção, nem entreguismo!

FUP


Transmitido ao vivo pela internet (mais de 10 mil computadores acessaram o link), o  ato na ABI no último dia 24 marcou o lançamento do manifesto "Defender a Petrobrás é defender o Brasil", que foi lido pelo petroleiro Deyvid Bacelar, representante eleito pelos trabalhadores para o Conselho de Administração da empresa. O ato foi o primeiro de muitos outros que serão realizados nas próximas semanas como parte de uma ampla campanha nacional em defesa  da Petrobrás. "No dia 13 de março, a CUT estará nas ruas, defendendo a Petrobrás e a agenda da classe trabalhadora", anunciou o presidente da CUT, Vagner Freitas, se referindo a uma grande manifestação que acontecerá em São Paulo, no vão livre do Masp, a partir das 15h.

Ele ressaltou que a luta em curso é de "enfrentamento de classe". "Não pensem que essa campanha sórdida que fazem para vender a Petrobrás a preço de banana pro capital internacional é um ato isolado", alertou o sindicalista, ressaltando que "a bandeira contra a corrupção é dos movimentos sociais e não desta direita entreguista que quis mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax". "Se querem combater a corrupção, vamos fazer a reforma política e acabar com o financiamento empresarial de campanha já", frisou Vagner.

O escritor Eric Nepomuceno destacou que a Petrobrás é muito maior do que todos os ataques que tem sofrido. "É dever de que cada um de nós saia daqui com a noção clara do que está em risco. Precisamos estar atentos", alertou. O físico Luiz Pinguelli Rosa foi enfático: "A imprensa já passou o recibo de que está numa campanha contra a Petrobrás. Punam-se os culpados, mas deixem a Petrobrás em paz".

João Pedro Stédile destacou que "o que está em jogo não é a corrupção, é o pré-sal", lembrando que o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) já apresentou um projeto no Congresso para acabar com a lei de partilha. "Só temos uma forma de ganhar essa luta e é nas ruas", declarou o líder do MST, mandando um recado aos petroleiros: "Nós marcharemos com vocês para o que der e vier".

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, conclamou os trabalhadores da Petrobrás a voltarem a ter orgulho de serem petroleiros. "Nós não temos que ter vergonha de trabalhar em uma empresa que investe em nosso país mais de R$ 300 milhões por dia, gera milhares de empregos e representa 13% do PIB nacional", ressaltou, lembrando ainda que "nenhuma empresa de petróleo investe tanto em pesquisa e em tecnologia, quanto a Petrobrás". "Foi isso que tornou capaz a descoberta e a exploração do pré-sal", reiterou Zé Maria.

Ele alertou para o risco de retrocesso nestas conquistas. "O que querem fazer no nosso país é voltar a Petrobrás de 2002 e isso nós não vamos aceitar porque a Petrobrás é de cada cidadão e cidadã brasileiros. E a nossa Petrobrás não é a do Paulo Roberto Costa, não é a Petrobrás do Barusco, não é a Petrobrás destes predadores internos e externos" ressaltou, chamando todos para se somarem à campanha em defesa da estatal. "Nós construímos essa empresa nas ruas, nós mudamos o rumo dela nas ruas e é nas ruas que defenderemos a Petrobrás, custe o que custar".




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

"Oscar" da indústria offshore, revitalização da indústria naval, maior produtora entre empresas de capital aberto, recorde de produção, setor responsável por 13% do PIB


17/06/2014 - Com investimentos da Petrobrás, petróleo avança para 13% do PIB brasileiro:...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quinta, 26 de fevereiro de 2015

Com investimentos da Petrobrás, petróleo avança para 13% do PIB brasileiro

Estadão


Até 2020, a companhia irá contratar 28 sondas de perfuração, 32 plataformas de produção, 154 navios de apoio de grande porte e 81 navios-tanque, todos construídos no Brasil

A Petrobras informou que a participação do setor de petróleo e gás natural no Produto Interno Bruto (PIB) pulou de 3% em 2000 para 13% na atualidade, principalmente, por causa dos investimentos realizados pela própria petroleira. A afirmação fez parte da palestra do diretor de Gás e Energia da estatal, José Alcides Santoro, em evento do setor que ocorre de 15 a 19 de junho, na Rússia.

O diretor da Petrobras atribuiu o crescimento no PIB à política de conteúdo local, que exige a aquisição de um porcentual mínimo de bens e serviços no mercado interno. Até 2020, a companhia irá contratar 28 sondas de perfuração, 32 plataformas de produção, 154 navios de apoio de grande porte e 81 navios-tanque, todos construídos no Brasil. O plano de investimento da Petrobras é de US$ 220,6 bilhões de 2014 a 2018.

Em comunicado à imprensa, a estatal informou ainda que vários índices de desenvolvimento melhoraram no país na última década e que a indústria de petróleo e gás teve um papel positivo nisso. "O índice de desenvolvimento humano, por exemplo, subiu de 0,67 em 2000 para 0,73 em 2012. O número de empregos no setor também certamente teve impacto positivo na queda da taxa de desemprego no Brasil de 9,9% em 2002 para 6,7% em 2012", segundo Santoro.

Produção de petróleo da Petrobras bateu recorde em dezembro

G1


No dia 21, empresa produziu 2,286 milhões de barris.
Novo patamar decorre da contribuição de nove sistemas de produção.

A Petrobras informou nesta terça-feira (22) que bateu um novo recorde de produção própria diária de petróleo e LGN (gás natural liquefeito) no domingo (21), quando produziu 2,286 milhões de barris. O volume produzido, que não considera a parcela de seus parceiros, supera o recorde anterior de 2,257 milhões de barris alcançado no dia 27 de dezembro de 2010. A Petrobras também bateu recorde diário de produção operada no dia 21 de dezembro, tendo produzido 2,470 milhões de barris de petróleo ao dia.

Segundo a Petrobras, o novo patamar decorre da contribuição de nove sistemas de produção. Cinco deles começaram a operar em 2013 e tiveram novos poços interligados ao longo de 2014. Outros quatro sistemas de produção foram instalados este ano.


Pré-sal

A produção de petróleo nos campos operados pela Petrobras na província do pré-sal das bacias de Santos e Campos atingiu a marca histórica de 700 mil barris de petróleo por dia (bpd) no dia 16 de dezembro. Desse volume, cerca de 74% (523 mil bpd) correspondem à parcela da companhia e o restante à das empresas parceiras nas diversas áreas de produção da camada pré-sal.

Segundo a Petrobras, a produção de 700 mil barris por dia foi alcançada oito anos depois da primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, ocorrida em 2006, e seis meses após a marca dos 500 mil barris, obtida em junho.

O patamar de 700 mil bpd foi conseguido com a contribuição de 34 poços produtores, 16 deles localizados na Bacia de Santos, que responde por cerca de 61% do volume produzido no pré-sal – aproximadamente 429 mil barris por dia. Os demais 18 poços estão localizados no pré-sal da Bacia de Campos e respondem pelos 39% restantes da produção – cerca de 273 mil barris por dia. Atualmente, o petróleo do pré-sal é produzido por 12 diferentes plataformas, oito delas produzindo exclusivamente naquela camada geológica.

Petrobras torna-se maior produtora de petróleo entre empresas de capital aberto

Reuters


Rio de Janeiro - A Petrobras tornou-se a maior produtora de petróleo entre as empresas de capital aberto no mundo, após superar a norte-americana ExxonMobil no terceiro trimestre de 2014, informou a petroleira estatal nesta quinta-feira.

A ExxonMobil produziu 2,065 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no terceiro trimestre, segundo o balanço da companhia, enquanto a Petrobras produziu 2,209 milhões de barris/dia no mesmo período.

Quando somadas as produções de óleo e gás, a Petrobras ainda ocupa a quarta posição no ranking, ponderou a estatal.

A notícia positiva acontece em um momento em que o preço do petróleo atingiu mínima de diversos anos no mercado internacional, reduzindo a receita com a venda do produto no exterior, enquanto a companhia ainda é alvo de acusações de envolvimento em esquemas de desvio de dinheiro.

Apesar do cenário ruim, que tem feito as ações da Petrobras sofrerem na bolsa, a empresa comemora um bom momento de resultados operacionais, após diversos atrasos na entrada em operação de plataformas.

De acordo com a petroleira, ela também foi a empresa que mais aumentou a sua produção de óleo, tanto em termos percentuais quanto absolutos, em 2014 até setembro.

"Nos nove primeiros meses de 2014, a Petrobras e a ConocoPhillips foram as únicas empresas de capital aberto que registraram aumento de produção de petróleo", afirmou a estatal. "No caso da Petrobras, esse aumento foi de 3,3 por cento e, da Conoco, de 0,4 por cento."

A Petrobras destacou ainda que bateu novo recorde de produção, de 2,286 mil bpd de óleo, em 21 de dezembro, e frisou que atingiu no pré-sal do Brasil, junto com outras petroleiras, o recorde de 700 mil bpd em 16 de dezembro.

Segundo a companhia, em 2014 foram adicionados 500 mil bpd de capacidade, com a entrada em operação de quatro novas unidades de produção. "Esse volume será gradativamente incorporado à produção, garantindo que em 2015 a empresa continue aumentando a produção de óleo e gás", afirmou.

Entretanto, a P-61, uma das plataformas programadas para o ano passado, que inicialmente entraria em operação em 2013 no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, não havia começado a produzir até o final de dezembro.

O crescimento na produção em 2014, após pesados investimentos nos últimos anos, ocorreu depois de dois anos de recuo na extração no Brasil.

Em sua última previsão, a estatal previu elevar a produção de petróleo no país entre 5,5 e 6 por cento em 2014, abaixo da meta de 7,5 por cento traçada inicialmente no ano passado, em meio a atrasos na entrega de equipamentos.

A empresa ainda não divulgou a produção fechada de dezembro.

Revitalização da indústria naval brasileira se consolida em 2015 com entrega de mais oito navios

PAC


A revitalização da indústria naval brasileira continuará de vento em popa em 2015, como comprovam os resultados do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro para o ano: 15 navios em construção e oito com previsão de entrega até o final do ano. São R$ 11,2 bilhões de investimentos na encomenda de 49 navios e 20 comboios hidroviários a estaleiros nacionais, dinamizando o setor e garantindo geração de emprego e renda.

O Promef tem três pilares fundamentais: construir navios no Brasil, manter um índice mínimo de 65% de conteúdo nacional e atingir competitividade internacional, após a curva de aprendizado. Os dois primeiros pilares estão consolidados. O foco atual é buscar a competitividade mundial. Países que têm hoje importantes indústrias navais levaram décadas para consolidá-las - 63 anos no Japão, 53 anos na Coreia do Sul e 23 anos na China. A brasileira tem menos de 10 anos e já começa a obter resultados comparáveis aos do mercado chinês.

Veja fotos de navios construídos no Brasil com recursos do PAC 2.

Entre os navios construídos por meio do Promef estão os do tipo Suezmax, que têm capacidade para 1 milhão de barris de petróleo (quase a metade da atual produção diária brasileira). Em dezembro o país ganhou o oitavo navio desse tipo, o Henrique Dias. O Brasil tem atualmente oito petroleiros em operação, dos quais quatro são do tipo Suezmax (Henrique Dias, Dragão do Mar, Zumbi dos Palmares e João Cândido) e quatro navios de produtos (José Alencar, Rômulo Almeida, Sérgio Buarque de Holanda e Celso Furtado).

Outros oito navios deverão ser entregues em 2015: dois Suezmax, dois Panamax e quatro gaseiros. Desses, seis se encontram em acabamento, sendo um Suezmax (Estaleiro Atlântico Sul), dois Panamax (Eisa Petro-1) e três Gaseiros (Vard Promar).

O programa foi fundamental para a retomada da indústria naval brasileira. O setor chegou a ter menos de 2 mil trabalhadores no fim da década de 90 e atualmente gera mais de 80 mil empregos diretos. O Promef viabilizou ainda a construção de três novos estaleiros – Atlântico Sul e Vard Promar, em Pernambuco, que juntos respondem pela construção de 30 navios; e Rio Tietê, em São Paulo –, além da revitalização do Estaleiro Mauá (Eisa Petro-Um), no Rio de Janeiro. O Brasil tem hoje a terceira maior carteira mundial de encomendas de petroleiros.

Saiba mais na página da Petrobras.

Recebemos o prêmio Offshore Technology Conference 2015

Petrobras - Fatos e Dados


Veja o anúncio que divulgamos nesta terça-feira (03/02):

Maior prêmio da indústria de petróleo e gás offshore mundial

Em maio de 2015, em Houston (EUA), a Petrobras receberá pela terceira vez o prêmio OTC Distinguished AchievementAward for Companies, Organizations, and Institutions em reconhecimento ao conjunto de tecnologias desenvolvidas para a produção da camada Pré-Sal. Esse prêmio é o maior reconhecimento que uma empresa de petróleo pode receber na qualidade de operadora offshore.

Em 1992, a Petrobras recebeu o prêmio por conquistas técnicas notáveis relacionadas ao desenvolvimento de sistemas de produção em águas profundas relativas ao campo de Marlim e, em 2001, por avanços nas tecnologias e na economicidade de projetos de águas profundas, no desenvolvimento do campo de Roncador.

Em carta comunicando a premiação à Petrobras, o Presidente da Offshore Technology Conference (OTC), Edward G. Stokes, destacou: “Este prêmio é um reconhecimento das conquistas notáveis, significativas e únicas alcançadas pela Petrobras, e das grandes contribuições para a nossa indústria (óleo e gás offshore). O comitê de seleção (da OTC) ficou extremamente impressionado com esta nomeação. As conquistas que a Petrobras fez na perfuração e produção desses reservatórios desafiadores são de classe mundial. A indústria aprendeu muito a partir das informações compartilhadas pela Petrobras sobre o Pré-Sal nos artigos e sessões apresentados na OTC. Nós todos nos beneficiamos do seu sucesso.”

Desde 1969, a OTC promove anualmente o maior evento de negócios do mundo na área de produção offshore de óleo e gás. É frequentado por praticamente todas as operadoras de óleo e gás offshore, além de seus fornecedores. Atualmente tem uma frequência de 100 mil congressistas de 130 países.

Nele é discutido o estado da arte da tecnologia offshore de exploração, perfuração, produção e proteção ao meio ambiente e também são exibidas as mais recentes inovações em produtos e serviços da atividade de exploração e produção.

Produção no Pré-Sal

O recente recorde de produção de óleo na camada Pré-Sal, de 713 mil barris diários de petróleo, obtido em 21/12/2014, demonstra a robustez das tecnologias aplicadas.


Nota do MPA em defesa da Petrobrás Estatal e Soberana


Mais um apoio extremamente bem-vindo!
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quinta, 26 de fevereiro de 2015




Nota do MPA em defesa da Petrobrás Estatal e Soberana

MPA


Companheiros da Federação Única dos Petroleiros (FUP),

No momento que se ameaça a PETROBRAS, nosso maior símbolo da Soberania Nacional, é dever de todas nossas organizações estimular a classe trabalhadora e a sociedade em geral a levantar-se contra os agressores.

No ato de hoje não poderemos estar presente. Nossa coordenação está em reunião em Salvador, alinhando as ações em vistas da Jornada Nacional de Lutas do MPA e da Via Campesina, bem como nos organizando para a realização do Congresso do Movimento.

Nos solidarizamos e nos comprometemos a aprofundar o lema “Defender a Petrobras é defender o Brasil”, levarmos às nossas bases, secretarias, programas de rádios e na jornada de lutas de março.

Grande luta!

Movimento dos Pequenos Agricultores MPA/Via Campesina




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

“O alvo é quebrar a engenharia, um dos ramos do conhecimento que mais cria postos de trabalho em todas as áreas”


Hildegard Angel, sim, sempre presente nas pautas de soberania. Assim como dois membros da administração da página - que...
Posted by Em Defesa da Petrobras on Quarta, 25 de fevereiro de 2015




“O alvo é quebrar a engenharia, um dos ramos do conhecimento que mais cria postos de trabalho em todas as áreas”

Coluna da Hilde | Por Hildegard Angel


Hoje, na ABI, Associação Brasileira de Imprensa, haverá um ato em defesa da Petrobras, com o objetivo de resgatar a imagem da empresa, alvo de uma campanha de desmoralização prejudicial à nossa economia, com reflexos sobre o setor de óleo e gás, responsável por geração de empregos em todo o país.

A campanha já prejudicou a empresa e o próprio Brasil em escala muito maior do que os desvios que vem sendo investigados. O que já estamos observando nessa greve dos caminhoneiros, cujos efeitos desastrosos são noticiados.

“Defender a Petrobras é defender o Brasil” é o slogan do ato de hoje, que tem confirmadas as presenças dos escritores Eric Nepumoceno e Fernando Moraes, do cineasta Luiz Carlos Barreto, da filósofa Marilena Chauí e do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, além de lideranças sindicais, estudantis e dos movimentos sociais.


Transcrevo aqui abaixo o obrigatório artigo do professor da Uerj, Weber Figueiredo da Silva, postado no blog Conversa Afiada

Prezado colega Joaquim Barbosa.

(via Lista de discussão UERJXXI)

Você cobrou a exoneração do Ministro da Justiça por ter recebido advogados das construtoras, alegando no seu Twitter: “Reflita: vc. defende alguém num processo judicial. Ao invés de usar argumentos/métodos jurídicos perante o juiz, vc. vai recorrer à Política?

Permita-me ponderar, caro colega da UERJ, a Política com P maiúsculo, conforme você bem escreveu, é a mais nobre das atividades humanas, pois é a partir dela que se constrói uma sociedade rumo ao eldorado ou rumo ao abismo.

É conveniente deixar claro que todos nós queremos a punição de corruptos, o fim da corrupção e a repatriação dos bilhões evadidos. No entanto, esse problema da Petrobras & construtoras está indo muito além disso. Já extrapolou as decisões (aplaudidas) de um único juiz e passou a ser uma questão de Estado.

Explico: (1) Países ricos são aqueles que têm autonomia tecnológica, isto é, dominam o conhecimento que transforma a natureza em riqueza, desde os projetos de engenharia até o produto final. (2) Dentre as grandes empresas sediadas no Brasil, praticamente apenas a Petrobras & construtoras têm autonomia tecnológica. As outras grandes empresas, por serem mundiais, produzem bens aqui mas não desenvolvem a tecnologia no Brasil. (3) Quem domina a tecnologia tem o poder das decisões econômicas e a primazia dos melhores lucros.

A Petrobras é responsável por cerca de 10% dos investimentos realizados no País, cujo efeito multiplicador no crescimento da economia é exponencial. São razões de estado, portanto, que deveriam levar o governo a interceder politicamente no show de horrores que está provocando paralisação de setores produtivos da economia, desemprego e redução do PIB.

O que a Petrobras e construtoras têm de perene são as suas máquinas, equipamentos, outros bens materiais, o petróleo, trabalhadores e tecnologia, sinônimo de conhecimento, que nada têm a ver com os desvios de dinheiro provocados por meia dúzia de dirigentes ironicamente colocados em liberdade “premiada”.

Digo, por experiência própria vivenciada no poder executivo estadual, que a corrupção pode ser totalmente debelada sem prejudicar as (únicas) grandes empresas nacionais que desenvolvem tecnologia de forma autônoma.

Infelizmente, ao contrário do que se esperava, a forma seletiva de divulgação de passos inconclusos e não julgados do processo ‘lava-jato” está acarretando mais malefícios do que benefícios, até porque as tais delações (absurdamente) premiadas saíram dos bafos de bandidos confessos.

Mas isso agora é o de menos. O pior é ver os negocistas e golpistas de plantão se aproveitando de todo esse caldeirão de manchetes cientificamente encomendadas para enlamear, não os corruptos, mas a empresa Petrobras e as construtoras visando à enfraquecê-las para desnacionalizá-las.

Reflita, caro Joaquim, (i) com tantas instituições há décadas sugando bilhões de dólares da nossa economia sem qualquer reação do judiciário, ministérios públicos e imprensa; (ii) com um processo criminoso de privatizações que aniquilou empresas e inteligências brasileiras sem que houvesse um só pio desses órgãos; (iii) e o que vemos agora é a exploração malévola para destruir o que de melhor nos resta na engenharia brasileira.

Se o problema fosse realmente punir corruptos, eles não estariam em liberdade premiada. O alvo é realmente quebrar as últimas grandes empresas nacionais de engenharia; e logo a engenharia, um dos ramos do conhecimento que mais cria postos de trabalho em todas as áreas.

Isso é muito triste para um país que já tem mais de 70% do seu PIB controlado por não residentes. Será que você e o voluntarioso juiz Moro conseguem enxergar que existe algo que vai muito além dos “argumentos/métodos jurídicos” a que você se refere?

Nenhum “argumento/método jurídico” pode estar acima dos interesses da sociedade, nem pode ser usado para, por consequência, desgraçar a vida de milhares de famílias inocentes que dependem do funcionamento pleno das empresas nacionais que geram conhecimento e riquezas. 

Lecionei durante 36 anos na Faculdade de Engenharia da universidade a qual você pertence, a UERJ. Sabemos o quanto é árduo a formação de engenheiros desenvolvedores de tecnologia. E o que temos visto em todo esse episódio do “petrolão” é a lubrificação dos dutos que podem, mesmo que não houvesse intenção, levar o nosso petróleo gratuitamente para alhures e destruir o que nos resta de tecnologia própria nas empresas de energia e construção civil-mecânica.

Acredite, caro Joaquim, os abutres já estão a grasnar: “entreguem tudo às empresas estrangeiras”; e, se elas tomarem conta do pedaço que nos resta, adeus à soberania e à tecnologia nacional. E isso, acredito, nem você nem o juiz Moro querem. Certo?

Seria muito bom que juristas de escol colocassem os seus saberes para impedir a alienação de riquezas e patrimônios nacionais. Que achas da ideia? Se você puder convide o juiz Moro e apareçam em dois atos em defesa da Petrobras e Soberania Nacional: dia 24/02, terça-feira (hoje), às 18h, na Associação Brasileira de Imprensa, e no dia seguinte, 25/02, quarta-feira (amanhã), às 17h, no Clube de Engenharia..

O que está em jogo são os destinos soberanos do Brasil. Quebrem-se os políticos e dirigentes corruptos, mas não a grande estatal e a engenharia nacional.

Cordialmente.

Weber Figueiredo da Silva, D.Sc.

Professor na Engenharia do CEFET-RJ

(NR: Os negritos são da jornalista)